Arquivos para : Karl Rahner (1904-1984)

O ideal de socialismo democrático com economia mista e distributismo, da Igreja

O ideal de reconciliação entre socialismo e espiritualismo (principalmente catolicismo) é explicável pelo fato do socialismo ter nascido com matriz religiosa, nos textos cristãos e judaicos.

As partes boas das idéias socialistas têm fundamentação bíblica e na Paidéia.

A Igreja defende ampla intervenção estatal na economia e nas relações sociais, para ordenar (organizar, estruturar) tudo de acordo com o bem comum, para proteger e ampliar o bem comum, que é o bem de cada pessoa e de toda a sociedade.

O Estado não pode estatizar tudo, pois isso liquida a liberdade, mas pode ter controle de tudo o que é importante, tendo ampla estrutura de estatais para grandes meios de produção. Este tipo de socialismo foi defendido por vários expoentes, como Jaures, ou mesmo Walter Rathenau (1867-1922).

Jaures e Rathenau foram mortos por pessoas da direita, frise-se, selando com o sangue, suas ideias.

Há o mesmo ideal de um socialismo com liberdade e democracia, economia mista, nos textos de expoentes da Igreja, como Marc Sangnier (1879-1950), Albert de Mun, Charles Péguy, Maritain, Emannuel Mounier (1905-1950, fundador do Sillon e do Movimento Republicano Popular), Karl Rahner (1904-1984), Dom Hélder Câmara (1909-1999), Dom Tomás Balduíno, Marciano Vidal (o maior teólogo moralista destes últimos cem anos), Hans Küng e nos livros de vários bispos (Dom José Maria Pires, D. Pedro Casaldáliga, Dom Adriano Hipólito e outros).

Mounier é um grande exemplo, tendo militado na Resistência Francesa e dirigido a revista “Esprit”.

Dom Pedro Casaldáliga considera Karl Rahner o principal teólogo do século XX, ponto que fica claro no livro “Tratado fundamental da fé” (1976), do padre Karl Rahner, um grande teólogo do ecumenismo (Hans Küng deu continuidade a esta linha).

O ideal pró-socialismo de Emmanuel Mounier fica patente em obras como “O pensamento de Charles Péguy” e outras. Péguy defendia um socialismo cristão, católico, bem próximo de Jean Jaurés, que era teísta e humanista.

No fundo, democracia participativa e social e socialismo participativo, democrático e humanista são, de fato, sacos com a mesma farinha, o mesmo bom milho.

Conclusão: o primado da pessoa, a destinação universal dos bens ou o direito primário de todos aos bens são proposições centrais da doutrina da Igreja, muito bem sintetizado na doutrina política e econômica de Santo Tomás de Aquino (cf.”Summa Theol”., 2-2, q. 32, ª 5 ad 2 e q. 66, a. 2).

Também está nos textos dos Santos Padres e estas teses foram ensinadas por Leão XIII, na “Rerum novarum”; por Pio XII na alocução de 01 de junho de 1941; e na Mensagem radiofônica natalina, de 1954.

Fazem parte da Tradição, estando nos melhores textos dos Santos Padres, com destaque para Santo Ambrósio e São Basílio Magno.E, claro, na Bíblia e no melhor da Tradição, tal como no melhor da Tradição natural racional dialógica da história.

Alceu Amoroso Lima e o socialismo católico

Alceu Amoroso Lima, no artigo “Nos anos 70” (de 01.01.70), defendeu novamente o “ideal” do “policentrismo” e o “ideal” da “reconciliação entre o socialismo e o espiritualismo e de modo particular entre socialismo, democracia e cristianismo”.

Este ideal de reconciliação entre socialismo e espiritualismo (principalmente catolicismo) é explicável pelo fato do socialismo ter nascido com matriz religiosa, nos textos cristãos e judaicos (Moses Hess).

Há o mesmo ideal de um socialismo com liberdade e democracia nos textos de expoentes como Charles Péguy, Emannuel Mounier (1905-1950), Karl Rahner (1904-1984), Dom Hélder Câmara (1909-1999), Dom Tomás Balduíno, Marciano Vidal, Hans Küng e nos livros de vários bispos (Dom José Maria Pires, D. Pedro Casaldáliga, Dom Adriano Hipólito e outros).

Mounier é um grande exemplo, tendo militando na Resistência Francesa e dirigido a revista “Esprit”.

O ideal pró-socialismo de Mounier fica patente em obras como “O pensamento de Charles Péguy” e outras.

Péguy defendia um socialismo cristão, católico, bem próximo de Jean Jaurés, que era teísta e humanista. Jaurés e Charles Péguy eram teístas. Péguy era católico.

Os dois defenderam um modelo de socialismo democrático, economia mista, distributista, amplo Estado social, que é basicamente o que eu defendo, o mesmo que o Partido Trabalhista inglês.

No fundo, democracia participativa e social e socialismo participativo, democrático e humanista são, de fato, sacos com a mesma farinha, o mesmo bom milho.

A linha socializante de Alceu e de Dom Hélder é a mesma de Maritain, Mounier, Péguy, Albert de Mun, Marc Sangnier, Buchez, Ketteler e dos Santos Padres

Alceu Amoroso Lima, no artigo “Nos anos 70” (de 01.01.70), defendeu o “ideal” do “policentrismo” e o “ideal” da “reconciliação entre o socialismo e o espiritualismo e de modo particular entre socialismo, democracia e cristianismo”.

Este ideal de reconciliação entre socialismo e espiritualismo (principalmente catolicismo) é explicável pelo fato do socialismo ter nascido com matriz religiosa, nos textos cristãos e judaicos.

Há o mesmo ideal de um socialismo com liberdade e democracia nos textos de expoentes como Marc Sangnier (1879-1950), Albert de Mun, Charles Péguy, Maritain, Emannuel Mounier (1905-1950, fundador do Sillon e do Movimento Republicano Popular), Karl Rahner (1904-1984), Dom Hélder Câmara (1909-1999), Dom Tomás Balduíno, Marciano Vidal (o maior teólogo moralista destes últimos cem anos), Hans Küng e nos livros de vários bispos (Dom José Maria Pires, D. Pedro Casaldáliga, Dom Adriano Hipólito e outros).

Mounier é um grande exemplo, tendo militando na Resistência Francesa e dirigido a revista “Esprit”. Mounier esboçou um modelo de economia mista, onde o trabalho tinha o primado, com grande intervenção estatal, fundo cooperativo etc. 

Dom Pedro Casaldáliga considera Karl Rahner o principal teólogo do século XX, ponto que fica claro no livro “Tratado fundamental da fé” (1976), do padre Karl Rahner, um grande teólogo do ecumenismo (Hans Küng deu continuidade a esta linha).

O ideal pró-socialismo de Mounier fica patente em obras como “O pensamento de Charles Péguy” e outras.

O grande Charles Péguy foi aliado do grande Jaurés (socialismo democrático, com religiosidade). Péguy defendia um socialismo cristão, católico, bem próximo de Jean Jaurés, que era teísta e humanista.

No fundo, democracia popular, participativa e social e socialismo participativo, democrático e humanista são, de fato, sacos com a mesma farinha, o mesmo bom milho.

Conclusão: o primado da pessoa, a destinação universal dos bens ou o direito primário de todos aos bens são proposições centrais da doutrina política e econômica do maior Doutor da Igreja, o grande Santo Tomás de Aquino (cf.”Summa Theol”., 2-2, q. 32, ª 5 ad 2 e q. 66, a. 2).

Também está nos textos dos Santos Padres e estas teses foram ensinadas por Leão XIII, na “Rerum novarum”; relembrado por Pio XII na alocução de 01 de junho de 1941; e na Mensagem radiofônica natalina, de 1954. Fazem parte da Tradição, estando nos melhores textos dos Santos Padres, com destaque para Santo Ambrósio e São Basílio Magno.

Socialização e personalização são complementares, duas pernas para o bom movimento social

Alceu Amoroso Lima, no artigo “Nos anos 70” (de 01.01.70), defendeu novamente o “ideal” do “policentrismo” [Estado mundial confederativo, difusão do poder] e o “ideal” da “reconciliação entre o socialismo e o espiritualismo e de modo particular entre socialismo, democracia e cristianismo”.

Este ideal de reconciliação entre socialismo e espiritualismo (principalmente catolicismo) é explicável pelo fato do socialismo ter nascido com matriz religiosa, nos textos cristãos (especialmente católicos, vide Buchez) e judaicos.

Há o mesmo ideal de um socialismo (socialização) com liberdade (personalização) e democracia nos textos de expoentes como Charles Péguy, Emannuel Mounier (1905-1950), Karl Rahner (1904-1984), Dom Hélder Câmara (1909-1999), Dom Tomás Balduíno, Marciano Vidal, Hans Küng e nos livros de vários bispos (Dom José Maria Pires, D. Pedro Casaldáliga, Dom Adriano Hipólito e outros).

Mounier é um grande exemplo, tendo militando na Resistência Francesa e dirigido a revista “Esprit”.

O ideal pró-socialismo de Mounier fica patente em obras como “O pensamento de Charles Péguy” e outras.

Péguy defendia um socialismo cristão, católico, bem próximo de Jean Jaurés, que era teísta e humanista.

No fundo, democracia participativa e social e socialismo participativo, democrático e humanista são, de fato, sacos com a mesma farinha, o mesmo bom milho.

O ideal histórico concreto da Democracia popular-participativa, Estado social amplo, economia mista

A linha da democracia popular é a linha luminosa que perpassa os grandes pensadores da Antiguidade e da Igreja.

Esta linha estava presente nos católicos que participaram do surgimento do socialismo pré-marxista na França, no Partido do Centro na Alemanha, na Bélgica, na Irlanda etc. Estava presente nos católicos que militaram na Resistência Francesa, Italiana e Alemã, onde católicos marcharam ao lado de socialistas e mesmo comunistas contra o nazismo e o fascismo.

Esta linha também era a linha dos leigos católicos e de parte relevante do clero, na Revolução Francesa.

A mesma linha está presente nos primeiros cristãos, elogiados inclusive por Marx e Engels, tal como está nos Santos Padres e no tomismo.

Num parêntese, o tomismo influenciou inclusive bispos anglicanos, como pode ser visto nos livros do bispo de Oxford, Kenneth Kirk (1886-1954), em obras como “Alguns problemas de teologia moral” (1920).

A explicitação destas idéias pró-democracia popular-social foi feita principalmente nos textos de Karl Rahner (1904-1984), tal como em grandes expoentes como: Alceu Amoroso Lima, Plínio de Arruda Sampaio; Frei Betto; Francisco Whitaker; o padre Louis Joseph Lebret (1897-1966); o padre Houtard (de Louvain); Monsenhor Pietro Pavan; o padre Loew; Desroches; Haubtmann; Suavet; Marcel Barbu; Gatheron; o padre Riquet; Jean Guitton (1901-1999), o padre dominicano Joseph Vincent Ducatillon (elogiado por Prestes e por Benjamin Vargas, lá por 1944); o cardeal Frings; o padre Arrupe; o Cardeal Lercaro; o cardeal Suhard; o cardeal Suenens; o cardeal Köenig; o Cardeal Charles Journet; o cardeal Jean Daniélou; o Cardeal Carlo Maria Martini; Dom Oscar Romero (assassinado em 2405.1980); Dom Hélder; o Cardeal Jean-Marie Lustiger (1927-2007, arcebispo de Paris, judeu convertido); e milhões de leigos, especialmente os ligados ao comunitarismo de Mounier e aos católicos ligados a Thomas Merton.

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