Arquivos para : As boas REGRAS DE PROTEÇÃO de militantes na internet, no mundo digital, para termos algumas chances de não sermos espionados

Polícia ou um bom haecker podem localizar alguém pelo celular, usando o GPS, o sinal emitido, o IMEI etc.

O celular permite que a polícia ou alguém localize a pessoa via GPS. Vejamos outro conselho de segurança de Cid Benjamin, no livro “O Estado policial”:

É bom saber, também, que celulares podem ser usados para o monitoramento dos deslocamentos de alguém. As operadoras recebem informações de torres de celular cada vez que um celular está ligado e conectado a elas, e assim têm acesso à localização do aparelho.

Com o telefone desligado é muito mais difícil o monitoramento.

É possível saber apenas o último lugar em que o aparelho esteve ligado, assim como as razões que inviabilizaram a continuação do rastreamento (se foi desligado pelo usuário, se a bateria descarregou ou se está fora da área de cobertura).

Com a bateria retirada é impossível rastrear o aparelho. Mas é bom lembrar que há aparelhos cujas baterias são fixas e não podem ser removidas. Trocar o chip do celular não impede a sua localização”, pois há o IMEI…. 

Celulares com vírus viram microfones de escuta para a polícia, e até de filmagens….

Outra boa regra para evitar espionagem policial é manter os celulares longe de reuniões, vários metros. Vejamos no livro de Cid Benjamin, “O Estado policial”, sobre esta regra:

“Seja como for, não custa deixar celulares longe do ambiente em que há uma conversa que se queira privada.

Nem que seja porque um dos presentes pode resolver gravá-la sem o conhecimento dos demais.

Ativistas supostamente vigiados têm a alternativa de criar uma rede de celulares pré-pagos, usados por um círculo menor de pessoas e trocados a cada certo tempo. É preciso, porém, que se saiba que pré-pago só deve falar com pré-pago ou com aparelhos acima de qualquer suspeita.

Telefone limpo que ligue para um grampeado, ou que receba uma ligação dele, pode ser identificado pelos metadados. Nada impede que, depois, passe também a ser alvo de escuta.

Outra recomendação: mesmo usando-se pré-pagos, os celulares antigos supostamente grampeados não devem ser abandonados, para não dar na vista. E não se deve cair na tentação de usá-los para contrainformação, a não ser de forma esparsa. Do outro lado não há idiotas, mas profissionais de inteligência. Ainda uma informação ligada à escuta de celulares que vale a pena conhecer: 

é comum que a polícia faça uma provocação (por exemplo, chame alguém para depor ou divulgue um boato relacionado com um suspeito) e espere a sua reação, ouvindo seu celular ou os de pessoas do seu entorno. O mecanismo tem comprovada eficácia” (ou seja, a polícia planta uma informação e os alvos falam tolices nos celulares…).

A importância do IMEI, e como o celular permite localizar a pessoa, tal como postagens na rede social

Colhi no excelente livro de Cid Benjamin, que recomendo a compra, “O Estado policial”, meios de proteção de militantes no mundo digital.

Trocar o chip do celular não impede a sua localização. O site de notícias da Globo, G1, informa que um dos assassinos de uma jovem foi encontrado pela polícia a partir da localização do aparelho. Isso foi feito mesmo com o criminoso tendo comprado e instalado um novo chip no celular. Isso é feito

por meio do IMEI, uma identificação única, uma espécie de código que todo aparelho tem e para o qual, em geral, as pessoas só dão importância quando o celular é roubado.

A reportagem abaixo ilustra as possibilidades de rastreamento de alguém a partir do celular, mesmo depois de transcorrido um bom tempo. A polícia de Phoenix, nos Estados Unidos, prendeu Jorge Molina depois de identificar o seu celular no mesmo local onde um homem foi assassinado ano passado. Como conseguiram os dados? Com o Google. A empresa forneceu um dossiê com informações de todos os aparelhos que estavam na região […]. De acordo com funcionários da Google, […] a empresa recebe 180 mandados por semana, com centenas de informações cada um. 

É bom saber, ainda, que o post de alguém numa rede social permite a identificação do IP (Internet Protocol) do equipamento |/usado e da torre mais próxima do aparelho, pela qual foi feita a postagem”.

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