Arquivos para : A “Fórmula” pro socialismo, dos Bons economistas ligados ao povo

Os primeiros socialistas eram pessoas religiosas e há sinais de religiosidade, mesmo em alguns que são tidos como ateus.

Mesmo Engels se casou perante um padre católico, dando enterro católico a sua esposa católica, Lizzie Burns. Engels também amava as Festas de Natal.

Lênin recebeu o batismo ortodoxo e casou-se inclusive com os ritos religiosos ortodoxos. Marx, em 1843, realizou seu casamento perante uma igreja luterana (e no civil).

Engels, quando sua esposa de fato estava morrendo, Lizzie Burns, uma católica irlandesa revolucionária, no leito de morte desta, em 1878, chamou um sacerdote e casou-se com a padecente. Depois, providenciou inclusive o enterro da esposa católica, num cemitério católico, em Londres. Vou postar, outra hora, o nome do padre católico e do cemitério católico, em Londres. 

Até Trotsky teve seu primeiro casamento celebrado por um rabino.

As biografias soviéticas, especialistas em seletividade extrema e ocultar o que fere o cânone artificial, praticamente escondem que Engels foi casado com duas católicas, duas irmãs, primeiro com uma e depois com a outra, após o falecimento da primeira.

O mesmo aconteceu no primeiro casamento de Stalin, celebrado por um padre da Geórgia, antigo colega de seminário de Stalin. Stalin estudou em escola religiosa no ensino médio e depois passou uns seis anos no seminário, só saindo no último ano, com praticamente toda a formação como padre ortodoxo da Geórgia, bem próxima do catolicismo. Stalin ficou cerca de dez anos, em escola religiosa, pré-seminário e seminário, até cerca de 20 anos, em 1898 (nasceu em 1878).

A esposa de Lênin tornou-se socialista devido a influência do tolstoísmo, de Tolstoi, uma corrente democrática, profundamente cristã. Tolstoi queria uma República cooperativista. E elogiou freiras polonesas, em textos de 1923 e mais tarde, perto de morrer. 

Estes aspectos (especialmente as expressões religiosas usadas em suas cartas particulares) de Lênin são ocultados pela literatura estalinista.

É certo que Lênin, tornou-se ateu e, tudo indica, morreu desta forma, mas em sua formação, em suas idéias e textos existem fortes elementos cristãos. Nas memórias de sua esposa, consta que mesmo no Natal do ano anterior de sua morte, ele participava das festas natalinas, montava sua árvore de Natal etc. Lenin tinha apenas um ascendente longínquo, judeu, o resto era parentes ortodoxos.

Engels amava a Festa de Natal, fazendo os bolos da Renânia, bebendo vinho renano, recebendo convidados etc.

O exemplo bom do padre Lebret

Lebret lançou o movimento “Economia e humanismo”, em 1941, combatendo o imperialismo, o latifúndio, a usura, o capitalismo, as grandes fortunas privadas.

O padre Lebret esteve no Brasil em 1944 e escreveu o livro “Suicídio ou sobrevivência do ocidente” (3ª.edição, São Paulo, Livraria Duas Cidades, 1961), atacando erros capitalistas e imperialistas. O padre Lebret, seguindo a teoria cristã sobre o poder, lutava por uma sociedade e um Estado populares, democráticos e sociais, com ampla cobertura social. Seu livro “Manifesto por uma civilização solidária” ajudou na formação de alianças entre católicos e socialistas. Lebret citava autores como Myrdal, Josué de Castro, Arnold Joseph Toynbee, François Perroux e outros.

O China Gordo, Agamenon Magalhães, autor da ótima Lei Malaia, nacionalista

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Elogio de José Soares Maciel Filho, nacionalista, amigo e conselheiro de Getúlio Vargas

José Soares Maciel Filho foi um grande nacionalista, defensor das causas trabalhistas, da economia mista. Expressava, em vários pontos, o setor nacionalista da indústria têxtil, que deu apoio a Getúlio e ao PTB. Nasceu no Rio, em 1904. Estudou filosofia, na Itália, com Benedetto Croce, autor que Gramsci respeitava, pois Croce separava a democracia do capitalismo, deixando claro que um governo democrático podia intervir na economia do lado do povo. Alceu também gostava de Croce. 

Soares Maciel Filho é atacado pelo grotesco Roberto Campos, no livro “Lanterna de popa”, o que apenas aumenta meu respeito e admiração por Maciel. Maciel era inclusive jornalista, tendo lançado o jornal A nação, em 1933, em defesa do getulismo. Depois, controlou o jornal O Imparcial, em 1935, a favor de Getúlio Vargas. Maciel Filho era mais nacionalista que Rômulo de Almeida, o que é um elogio ótimo. 

O CPDOC da FGV dá as seguintes informações sobre Maciel Filho – “Durante o Estado Novo (1937-1945), foi membro do Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica (CNAEE), de julho de 1939 a julho de 1946, e integrou o Conselho Nacional de Imprensa do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) nos anos de 1940, 1941, 1943 e 1945. Criado o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE) em junho de 1952, ocupou, no mês seguinte, a superintendência do mesmo. Acumulou a função com a de diretor-executivo da Superintendência da Moeda e do Crédito (Sumoc), a partir de setembro de 1952, passando a superintendente desse órgão em 1953. Em agosto de 1954, durante a grave crise político-militar que envolveu o governo do presidente Getúlio Vargas (1951-1954), José Soares Maciel Filho, tido como conselheiro informal do presidente, teria, de acordo com John W. F. Dulles, ajudado Vargas a elaborar um documento político que serviu de base à carta-testamento deixada pelo presidente ao se suicidar (24/8/1954). Após a morte de Vargas, e já no governo de João Café Filho, deixou o cargo de superintendente da Sumoc, sendo substituído por Otávio Gouveia de Bulhões em setembro de 1954. Em fevereiro do ano seguinte deixou a superintendência do BNDE”.

Maciel foi o principal autor intelectual do BNDE (hoje, BNDES). Só isso, bastaria para lhe garantir estátuas, pois se o BNDES for bem gerido, pode gerar uma boa economia mista, boas estatais, bons empreendimentos do pequeno e médio capital familiar. 

Os livros de John Perkins, sobre os males do capital financeiro

Os livros de John Perkins mostram bem como o imperialismo é genocida, uma forma de assassinato de economias, de povos. Desvenda o mundo tenebroso e diabólicos das altas finanças, do capital financeiro. 

Especialmente obras como “Confissões de um Assassino econômico” e “Enganados”, editados pela Ed. Cultrix, no Brasil. São obras que recomendo muito, pois desvendam a abominação do capital financeiro.

Outro livro magistral de Medeiros Lima, “Petróleo, energia elétrica, siderurgia: a luta pela emancipação”.

John Kenneth Galbraith, bom economista

John Kenneth Galbraith (nascido em 1908) deixou textos excelentes mostrando a importância de uma economia mista. Foi Controlador dos preços nos EUA, professor de economia em Harvard, editor da revista “Fortune”, Embaixador dos EUA na Índia etc.

Apoiou os Democratas, mostrando como existe, dentro dos EUA, forças políticas engajadas na superação do capitalismo. Galbraith viveu quase cem anos. No fundo, queria um renovado “New Deal”, a superação do capitalismo. 

 

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