Deus criou o Universo para ser um Paraíso e continua a criar, para este fim. A intenção exposta em Gn 1,28 não muda, é a meta do Universo

João Paulo II, em “Centesimus” (n. 31), repetiu a lição de Leão XIII, na “Rerum”: “Deus deu a terra a todo gênero humano, para ela sustente todos os seus membros, sem excluir nem privilegiar ninguém”.        João Paulo II, na “Laborem exercens” (n. 4), repete a lição, detalhando que

“sob a designação de terra, de que fala o texto bíblico [Gn. 1,28, a primeira frase de Deus ao ser humano], deve-se entender-se primeiro que tudo aquela parcela do universo visível e quem a pessoa habita; por extensão, porém, pode-se entender-se todo o mundo visível, na medida em que este se encontra dentro do raio de influência das pessoas e da sua procura de prover às próprias necessidades”.

Como explicou João Paulo II, estas “palavras, postas logo ao princípio da Bíblia, jamais cessam de ter atualidade”, “abarcam igualmente todas as épocas passadas da civilização e da economia”, “mesmo as futuras fases do progresso” (cf. “Laborem”, n. 4).

Como resumiu João XXIII, devemos administrar e distribuir os bens, “para vantagem de todos” (cf. Mensagem de 11.09.1962).

Estas regras gerais não anulam a propriedade pessoal, mas exigem propriedade pessoal para todos (formas de distributismo), com amplo setor público, setor cooperativo, micros e pequenos bens familiares, estatais, planejamento e regulamentação públicos participativos etc.

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