A Igreja quer propriedade comunitária cooperativa, modelo com pequenas propriedades pessoais fundadas no trabalho pessoal e extenso Estado social e econômico

24/06/2018By Luiz Francisco Fernandes de Souza Economia, Filosofia e Religião

O padre Ángel Carbonell escreveu o livro “El colectivismo y la ortodoxia católica” (da Librería Subirana, Barcelona, 1927, pp. 57-58), que foi aprovado pelo padre José Maria Llovera e pelo Bispo José, de Barcelona.

O livro do padre Ángel Carbonell mostra a compatibilidade entre as idéias principais do catolicismo e do socialismo (na época, chamado de “colectivismo”). Vejamos um trecho do livro:

“Disse o padre Fallon S.J. (em “Principes d’Économie sociale”, 2ª part., sec. 1ª, cap. III): “o direito primordial dos bens materiais é prover às necessidades de todos e de cada um dos homens. Dissemos primordial, isto é, que tem primazia sobre todos os demais e não permite exceção. De todos e cada um dos homens: cada qual há de poder procurar pelo menos o necessário, desde o momento que a coisa seja materialmente possível; é preciso organizar o regime dos bens tendo em vista às necessidades de todos”. (…)

“(…) Este conceito do fim social da propriedade, a Igreja herdou da antiga Sinagoga. Deus guardava para si a propriedade da terra. Os possuidores desta não eram senão usufrutuários, e ainda sobre este usufruto Deus reservava uma parte; gravava as fazendas com numerosas cargas, a fim de recordar aos proprietários que seus bens lhe haviam sido confiados, não para gozo exclusivista deles, e sim para desempenhar, no meio dos irmãos, a função de provedores – segunda a medida de seus bens – das necessidades de todos: do levita, da viúva, do órfão, do estrangeiro….(cf. “Deuteronômio” V, 15-21; XIV, 22-29; “Levítico” XXV, 23)”.

O padre Angel viu corretamente que a Igreja herdou, do melhor das ideias hebraicas e da Civilização grega-romana (síntese das civilizações anteriores, egípcia, fenícia, suméria, babilônica, persa etc, cf. Hegel), a idéia que o proprietário deve ser um administrador (um usufrutuário, um usuário, um gestor, alguém que controla e usa os bens) sendo este uso vinculado (controlado) pelo bem comum dos antigos hebreus (da “antiga sinagoga”), de Abrahão, do patriarca José do Egito, de Moisés, dos Salmos (especialmente o 24 na numeração católica ou 23 na numeração hebraica), dos Profetas etc.

Moses Hess, que converteu Engels (e talvez Marx) ao comunismo, apontou corretamente que Moisés é o precursor principal do movimento socialista.

A idéia do paraíso (“a vida edênica de nossos primeiros pais”, cf. Bento XV, na encíclica “In Praeclara”, item 3) pressupõe a intenção originária e fundamental de Deus. Aponta um modelo e um ideal para os cristãos.

Para o catolicismo, a história marcha (a Providência divina, pois Deus é o senhor da História, tendo um plano participativo e cooperativo, que visa a libertação das pessoas) para um retorno melhorado da situação inicial, apontada como ideal. Esta idéia faz parte da Bíblia e da concepção histórica dos hebreus, dos cristãos e de Moses Hess e influenciou Marx, quando falava em um “comunismo primitivo”.

O elogio da propriedade comunitária e cooperativa (do comunismo ou propriedade comum, com pequenas propriedades pessoais) é claro, nesta frase, pois Marx queria o comunismo.

Marx combinou estas idéias com a filosofia da história de Hegel (que enfatizava corretamente a autoconsciência, a autodeterminação e a liberdade), por isso falava de uma síntese (negação da negação da tese).

A síntese seria a renovação da tese original num patamar elevado (o comunismo primitivo com os avanços da técnica e da indústria). No fundo desta idéia de Marx, há a idéia hebraica e cristã de um novo paraíso (propriedade comunitária, destinação universal dos bens) renovado e elevado, melhor que o primeiro (como está em Isaías, em Daniel, em Ezequiel, em São Paulo, no “Apocalipse” etc).

O livro do padre Arthur Vermeersch S.J. (1858-1936), “Questiones acerca de la justicia” também traz excelentes textos sobre a destinação universal dos bens.

Na mesma linha, Anton Orel, em “Oeconomia Perennis”, em 1930, “rejeita toda e qualquer forma de remuneração do capital”, cf. consta nos livros de Constantin van Gestel. O mesmo para Othmar Spann e outros autores. 

15-21; XIV, 1927, 22-29; “Levítico” XXV, 23)”. O padre Angel viu corretamente que a Igreja herdou a idéia que o proprietário deve ser um administrador (um usufrutuário, 2ª part., a autodeterminação e a liberdade), a fim de recordar aos proprietários que seus bens lhe haviam sido confiados, a função de provedores – segunda a medida de seus bens – das necessidades de todos: do levita, a história marcha (a Providência divina, a Igreja herdou da antiga Sinagoga. Deus guardava para si a propriedade da terra. Os possuidores desta não eram senão usufrutuários, alguém que controla e usa os bens) sendo este uso vinculado (controlado) pelo bem comum dos antigos hebreus (da “antiga sinagoga”), apontada como ideal. Esta idéia faz parte da Bíblia e da concepção histórica dos hebreus, apontou corretamente que Moisés é o precursor principal do movimento socialista. A idéia do paraíso (“a vida edênica de nossos primeiros pais”, Barcelona, cap. III): “o direito primordial dos bens materiais é prover às necessidades de todos e de cada um dos homens. Dissemos primordial, cf. Bento XV, chamado de “colectivismo”). Vejamos um trecho do livro: “Disse o padre Fallon S.J. (em “Principes d’Économie sociale”, da viúva, de Abrahão, de Barcelona. O livro mostra a compatibilidade entre as idéias principais do catolicismo e do socialismo (na época, de Moisés, desde o momento que a coisa seja materialmente possível; é preciso organizar o regime dos bens tendo em vista às necessidades de todos”. (...) (...) Este conceito do fim social da propriedade, do estrangeiro....(cf. “Deuteronômio” V, do órfão, do patriarca José do Egito, dos cristãos e de Moses Hess e influenciou Marx, dos Profetas etc. Moses Hess, dos Salmos (especialmente o 24 na numeração católica ou 23 na numeração hebraica), e ainda sobre este usufruto Deus reservava uma parte; gravava as fazendas com numerosas cargas, e sim para desempenhar, isto é, item 3) pressupõe a intenção originária e fundamental de Deus. Aponta um modelo e um ideal para os cristãos. Para o catolicismo, na encíclica “In Praeclara”, não para gozo exclusivista deles, nesta frase, no meio dos irmãos, O padre Ángel Carbonell escreveu o livro “El colectivismo y la ortodoxia católica” (da Librería Subirana, pois Deus é o senhor da História, pois Marx queria o comunismo. Marx combinou estas idéias com a filosofia da história de Hegel (que enfatizava corretamente a autoconsciência, pp. 57-58), quando falava em um “comunismo primitivo”. O elogio da propriedade comunitária e cooperativa (do comunismo ou propriedade comum) é claro, que converteu Engels (e talvez Marx) ao comunismo, que foi aprovado pelo padre José Maria Llovera e pelo Bispo José, que tem primazia sobre todos os demais e não permite exceção. De todos e cada um dos homens: cada qual há de poder procurar pelo menos o necessário, que visa a libertação das pessoas) para um retorno melhorado da situação inicial, sec. 1ª, tendo um plano participativo e cooperativo, um gestor, um usuário

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