A doutrina social da Igreja defende uma síntese entre a pequena propriedade pessoal (fundada no trabalho pessoal e nos quadros de uma propriedade comunitária) e um grande Estado social, o modelo ideal do socialismo, exposto por Mably, Rousseau, Babeuf e outros.

O mesmo defendia Alceu Amoroso Lima. E isso desde a juventude, pois Alceu seguiu o Grupo Clarté (Claridade), que tinha como líder Henri Barbusse, e este defendia a subsistência da propriedade fundada no trabalho pessoal, por não ser tal propriedade um capital.

Henri Barbusse escreveu o livro “Jesus”, em 1927, na linha de Lamennais, onde escreveu “li e reli dia e noite os Livros Sagrados e estudei tantos trabalhos escritos sobre o dogma” “para poder dirigir-me aos inquietos e atormentados dos tempos em que vivemos” e mostrar a importância de, “segundo o exemplo sagrado…somente entrevisto”, sermos destruidores de “ídolos” (como eram os profetas e os mártires).

Manuel de Dieguez, no livro “Jesus”, publicado em 1985, também diz que a “prisão e a morte” de Cristo arruinaram “todo o Estado e seus fundamentos” (o Estado escravista romano) e que a história da Paixão é “sediciosa no mais alto grau”. R.H. Tawney, no livro “La Religion et l’essor du capitalisme” (Rivière, Paris, p. 263), escreveu na mesma linha: “é tão impossível o compromisso entre a Igreja do Cristo e a idolatria das riquezas, religião prática das sociedades capitalistas, como o era entre a Igreja e a idolatria do Estado, no Império Romano”.

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— Updated: 09/12/2018 — Total visits: 42,357 — Last 24 hours: 35 — On-line: 0
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