Arquivos para : novembro2017

Algumas boas forças políticas mundiais ligadas ao Estado social

Na América do Sul, há o peronismo (justicialismo), o trabalhismo no Brasil (PT e PSOL, e as forças nacionalista, ligadas a Vargas, PDT, PCdoB etc), a Concertação chilena (aliança do socialismo com a democracia cristã), a Frente Ampla de José Mujica no Uruguai, o Partido ligado a Lugo no Paraguai, na Bolívia há o MAS de Evo Morales. O bom exemplo do Equador, as forças ligadas a Chavez na Venezuela etc

Na América Central, há os sandinistas na Nicarágua e alguns mais, inclusive os cubanos etc. No Haiti, as forças ligadas ao padre Aristide. 

Na América do Norte, há o Partido da Revolução Democrática, ligado a Cuauhtémoc Cárdenas. No Canadá há o Bloco de Quebec (ligado aos católicos, de esquerda) e parte do Partido Liberal, com tradição de defesa do Estado social.

Nos EUA, há a esquerda do Partido Democrático, ligado às boas tradições do New Deal. 

Na Europa, há o bloco do socialismo democrático e do trabalhismo, ligado às boas tradições do Estado Social. Há bons exemplos como a Irlanda, a Bélgica, os países escandinavos e coisas boas na França, na Itália, na Espanha (Podemos), em Portugal (a Geringonça), na Grécia etc. 

Na Índia, há a esquerda do Partido do Congresso.

Na China, há o Partido comunista chinês, que adotou as boas tradições da economia mista.

No mundo árabe, há as melhores tradições do Irã e dos muçulmanos não fundamentalistas do Egito.

Na África, em geral, há Partidos ligados à tradição do Estado social.

Na Oceania, há as melhores tradições da Austrália e da Nova Zelândia, ligadas ao Estado social. 

Walter Gropius, elogio do artesão e do artista, e da simplicidade

Colhi isso no site da BBC do Brasil, num artigo sobre Walter Gropius e a Bauhaus – “Não há uma diferença essencial entre o artista e o artesão”, disse ele. Seus pupilos aprendiam cerâmica, gravuras, confecção de livros e carpintaria. Eles estudaram tipografia e publicidade. Eles foram ao básico e começaram do zero com um olhar novo.

“Um objeto é definido por sua natureza”, anunciou Gropius. “Para criá-lo de maneira que ele funcione direito, deve cumprir sua função de uma maneira prática”.

Daí, móveis e ambientes simples e úteis. Algo que Ruskin apreciaria, acho. 

Tucanos neoliberais querem entregar 150 estatais, entreguismo e submissão ao capital

Colhi no 247 – “Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), prometeu, se eleito à Presidência da República, privatizar a maioria das 150 estatais federais e adotar uma agenda reformista [contra-reformista, entreguista] que tire o que chamou de “Estado paquiderme” das costas dos trabalhadores e dos empreendedores; “Vou trabalhar para tirar das costas do trabalhador e do empreendedor brasileiro esse Estado paquiderme”, disse”. 

Trump neoliberal, isenta ricos de impostos e corta programas sociais. Coisa de genocida

O presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizou que seu próximo alvo devem ser os programas sociais do governo; 

Trump declarou que deseja ver a reforma tributária americana concluída até o fim do ano, para depois se debruçar sobre programas sociais; o republicano afirmou que “as pessoas estão se aproveitando do sistema”, em indicativo de que vai adotar uma política restritiva

bolsonaroargh querendo sangue. Direita penal covarde e asquerosa

Pré-candidato à Presidência da República, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) afirmou que “policial que não mata não é policial”. Declaração foi feita em defesa dos 20 policiais militares do Rio de Janeiro suspeitos de participação na morte de 356 pessoas; “Esses policiais têm que ser condecorados. Policial que não mata não é policial”, disse; ele também defendeu o foro privilegiado pera políticos investigados e que os proprietários de terras tenham direito de se armar com fuzis para se defender de possíveis invasões promovidas pelo MST

A desgraça do neoliberalismo, exposta no livro de Walter Brock

O livro de Walter Brock, “Defendendo o indefensável”, do famigerado Instituto Ludwig von Mises Brasil (2010, editado em São Paulo), é um exemplo da desgraça do neoliberalismo, sem nada de ética social. 

O livro simples justifica até “profissões” e “atividades” “indefensáveis”, como “cafetão”, “porco chauvinista”, “traficante de drogas”, “chantagistas”, “caluniadores”, “cambistas” (ilegais), “o policial desonesto”, “o falsificador”, “o avarento”, “o que não contribui para a caridade”, “o fura greve”, “o empregador de mão de obra infantil”, “o minerador de superfície”, o “especulador” e outros. 

Segundo o autor, todos que buscam o próprio interesse privado gerariam, automaticamente, o interesse geral, o que é uma mentira imensa, que o velho Marx já desmascarava, no livro “O capital”, vol. I. 

Bom livro de Tereza Campello, “Faces da desigualdade no Brasil”

Do 247 – “A ex-ministra de Desenvolvimento Social e Combate à Fome Tereza Campello informou que lança nesta segunda-feira (27) a publicação Faces da Desigualdade no Brasil – um olhar sobre os que ficam para trás, durante o Colóquio Internacional: O desafio da igualdade no Brasil e na América Latina.

De acordo com a ex-ministra, trata-se de estudo sobre o que ocorreu com os mais pobres no Brasil no período de 2002 – 2015 sob a perspectiva do acesso a direitos, serviços públicos e bens de consumo. “Os resultados são impressionantes e vão surpreender!”, disse ela.

Em setembro, durante entrevista ao 247, a ministra do governo Dilma afirmou que “o Brasil corre o risco de voltar para o mapa da fome” (veja aqui).

O evento contará com a participação de destacadas personalidades do campo político e acadêmico da América Latina e da Europa. O relatório foi coordenado pela Dra. Tereza Campello, pesquisadora da FIOCRUZ e ex ministra de desenvolvimento social do governo Dilma Rousseff.

Dom Reginaldo, de Jales, contra a destruição da Previdência

Dom Reginaldo Andrietta, Bispo Diocesano de Jales, avalia que o projeto de Reforma da Previdência Social “reduz direitos constitucionais e ameaça a vida de milhões de brasileiros, de modo especial os socialmente vulneráveis”.

Segundo ele, “o congelamento por 20 anos dos gastos com programas sociais e a recente reforma trabalhista ferem gravemente nossa ‘Constituição Cidadã’.

Agora, a Proposta de Emenda Constitucional 287, que reforma a Previdência Social, se for aprovada, dificultará o acesso à aposentadoria de milhões de trabalhadores, especialmente rurais”;

“Os argumentos utilizados para essa reforma previdenciária são enganadores”

A ação da CIA e da ANS, no Brasil, em apoio ao imperialismo

Colhi no 247 – “Jornalista Mauro Santayana que pela maior autonomia econômica nos 13 anos dos governos Lula e Dilma, e pela inclusão social, o Brasil “sofreu um ataque coordenado, ideológico e canalha, de inimigos internos e externos”; “Primeiro, com a revelação do escândalo de espionagem do país e do governo, e empresas que depois seriam, coincidentemente acusadas de corrupção, como a Petrobras, por parte de governos estrangeiros”, diz; “Depois, por meio de um golpe iniciado com manifestações financiadas de fora do país, desde a época da Copa do Mundo, e de uma ampla campanha de sabotagem midiática e de operações de contra-informação permanentes, financiadas e coordenadas em muitos casos de fora do país”; leia a íntegra da análise”. 

Os paraísos fiscais, 20 trilhões de dólares, pilares do imperialismo

Colho trechos do artigo de Emir Sader, “Os prostíbulos do capital”, sobre paraísos fiscais.

“Os mal chamados paraísos fiscais funcionam como prostíbulo do capitalismo. Se fazem ali negócios escusos, que não podem ser confessados publicamente, mas que são indispensáveis para o funcionamento do sistema”

“Conforme se acumulam as denuncias e as listas dos personagens e as empresas que tem contas nesses lugares intocáveis para o capitalismo, nos damos conta do papel central e não apenas marginal que eles têm na economia mundial. Não se trata de “ilhas” no sentido econômico, mas “de uma rede sistemática de territórios que escapam às jurisdições nacionais, permitindo, permitindo que o conjunto dos grandes fluxos financeiros escape de suas obrigações fiscais, escondendo as origens dos recursos ou mascaram seu destino”. (“A era do capital improdutivo”, Ladislau Dowbor, que desenvolveu a melhor analise do tema, e do qual são sintetizadas ideias neste artigo. Ed. Autonomia Literária, São Paulo, 2017, pag. 83)”. 

Todos os grandes grupos financeiros mundiais e os maiores grupos econômicos em geral tem hoje filiais ou inclusive matrizes em paraísos fiscais. Essa extraterritorialidade (offshore) constitui uma dimensão de praticamente todas as atividades econômicas dos gigantes corporativos constituindo uma ampla câmara mundial de compensações, em que os distintos fluxos financeiros ingressam na zona do segredo, do imposto zero ou algo equivalente e de liberdade em relação a qualquer controle efetivo.

Nos paraísos fiscais os recursos são reconvertidos em usos diversos, repassados a empresas com nomes e nacionalidades distintos, lavados e formalmente limpos. Não é que tudo se torne segredo, mas que com a fragmentação do fluxo financeiro o conjunto do sistema se torna opaco.

Há iniciativas para controlar relativamente a esse fluxo monstruoso de recursos, mas o sistema financeiro é global, enquanto as leis são nacionais e não há um sistema de governo mundial. Além disso, se pode ganhar mais aplicando em produtos de governo mundial. Ademais, se pode ganhar mais aplicando em produtos financeiros e, além disso ganhar mais aplicando em produtos financeiros e, além disso, sem pagar impostos, o que é negocio praticamente perfeito.

“O sistema offshore cresceu com metástase em todo o globo, e surgiu um poderoso exercito de advogados, contadores e banqueiros para fazer o sistema funcionar… Na realidade, o sistema raramente agrega algum valor. Ao contrario, está redistribuindo a riqueza para cima e os riscos para baixo e gerando uma nova estufa global para o crime.” (Treasures Islands: Unocovering the Damage of Offshore Banking and Tax Havens, Shaxon, Nicholas, St. Martin’s Press, Nova York, 2011, in Dowbor, pag. 85)

O sistema dos impostos é central. Os lucros são offshore, onde escapam dos impostos, mas os custos, o pagamento dos juros, são onshore, onde são deduzidos os impostos.

A maior parte das atividades é legal. Não é ilegal ter uma conta nas Ilhas Cayman. “A grande corrupção gera sua própria legalidade, que passa pela apropriação da política, processo que Shaxson chama de ‘captura do Estado'”. (Dowbor, pag. 86)

Trata-se de uma corrupção sistêmica. A corrupção envolve a especialistas que abusam do bem comum, em segredo e com impunidade, minando as regras e os sistemas que promovem o interesse publico, em segredo e com impunidade, e minando nossa confiança nas regras e nos sistemas existentes, intensificando a pobreza e a desigualdade.

“A base da lei das corporações e das sociedade es anônima é que o anonimato da propriedade e o direito a serem tratadas como pessoas jurídicas, podendo declarar sua sede legal onde queiram e independente do local efetivo de suas atividades, teria como contrapeso a transparência das contas, ” (Dowbor, pag. 86). 

As propinas contaminam e corrompem os governo, e os paraísos fiscais corrompem o sistema financeiro global. Criou-se um sistema que torna inviável qualquer controle jurídico e penal da criminalidade bancaria.

As corporações constituem um sistema judiciário paralelo que lhes permite inclusive processar os Estados, a partir do seu próprio aparato jurídico.

The Economist calcula que nos paraísos fiscais se encontram 20 trilhões de dólares, localizando as principais praças financeiras que dirigem esses recursos no estado norte-americano de Delaware e em Londres.

As ilhas servem assim como localização legal e proteção em termos de jurisdição, fiscalidade e informação, mas a gestão é realizada pelos grandes bancos.

Trata-se de uma gigantesca drenagem que permite que os ciclos financeiros fique resguardados das informações”.

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