Jaures, socialista religoso, queria coletivismo com difusão maciça da pequena propriedade pessoal

Jaurés, porta voz, na França, do socialismo democrático, lá pro 1894, escrevia:

“Se somos coletivistas, é porque o coletivismo, muito longe de destruir a propriedade individual, no que tem de legítima, é, hoje, o único meio de, não só de estendê-la, mas de universalizá-la. Defenderemos a pequena propriedade aldeã que realiza a ideia socialista, pela união da propriedade e do trabalho”.

Jaures foi assassinado pela direita. 

O padre Antoine S. J. escrevia sobre os possibilistas e a defesa da pequena propriedade rural:

“desde 1892, a palavra de ordem do socialismo internacional é fazer propaganda ativa nos campos. Para isso, promete aos aldeãos a eliminação da grande propriedade em proveito do pequeno e do médio cultivo. Isto é o que foi decidido nos Congressos de Marselha (1892), de Roubaix, de Paris, de Auxerre e de Zurique (1893). Atualmente, o projeto de imposto sobre a renda, apresentado pelo Ministério Radical, excetua do imposto todas as rendas de 2.500 francos para baixo, quer dizer, a maioria dos cultivadores proprietários”.

Lacordaire, em vários textos, já fazia a distinção entre “socialismo ateu” (destruição de toda religião e toda propriedade privada), e “socialismo cristão”, que queria a difusão de bens, estatais, bem comum, “melhoria da situação física e mordal do maior número de pessoas” etc. .

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