Os integristas distorcem o catolicismo, abafando a Palavra, a ÉTICA SOCIAL, ESSENCIAL A IGREJA

Os elementos revolucionários (EM PROL DOS POBRES E CONTRA OS RICOS) do cristianismo sempre foram hostilizados pelas classes dominantes. Dentro da Igreja, os ultra ricos apóiam e financiam os integristas, pessoas que se dizem católicas, mas não têm ética social, combatem cada idéia de ética social, ideias que são ESSENCIAIS E INTRÍNSECAS ao catolicismo.

Por exemplo, as obras do padre Júlio Meinvielle (1905-1973) praticamente invertem a evolução da doutrina social da Igreja, distorcendo-a.

Estes erros foram também disseminados por Gustavo Corção, em suas tristes obras do final da década de 60.

Meinvielle escreveu: “De Lamennais a Maritain”(Ediciones Nuestro Tiempo, Buenos Aires 1945) e “De la Cábala al progresismo” (Editora Calchaquí, Salta 1970). Nestas obras, distorce e inverte a linha evolutiva correta do cristianismo na história.

Distorções semelhantes estão na seita neoliberal da antiga PF, hoje Instituto Plínio Correia, e nos textos de Corção.

Meinvielle, ligado à direita argentina, criticou Lamennais, Maritain, Sangnier e outros, o que demonstra o potencial revolucionário destas pessoas, que foram elos da doutrina social da Igreja e da teologia da libertação.

Carl Bernstein e Marco Politi, no livro “Sua Santidade João Paulo II e a história oculta e nosso tempo”(Editora Objetiva, 1996, 6ª. edição), mostra como estes elementos de verdade, contidos no comunismo, foram reconhecidos pelo Papa João Paulo II:

Quando o Papa viajou aos países bálticos livres no outubro de 1993, ele deixou estupefato o público em Riga ao declarar: – A exploração produzida pelo capitalismo desumano era um mal real e esse é o grão de verdade no marxismo.- Alguns meses depois, numa entrevista com Jas Gawronski, um deputado italiano do Parlamento Europeu que nasceu na Polônia, João Paulo II foi ainda mais longe:- Essas sementes de verdade no Marxismo não devem ser destruídas, não devem ser carregadas pelo vento. (…) Os adeptos do capitalismo em suas formas extremadas tendem a ignorar as coisas boas conseguidas pelo comunismo: seus esforços por superar o desemprego, suas preocupações com os pobres.

“Ao ouvir essa declaração, lá em Moscou, Gorbachev abriu um sorriso: – Muito interessante- disse ele a um amigo italiano. – Parece que o Papa está começando a compreender que há valores positivos no socialismo e que, aliás, continuarão sendo positivos no futuro”.

O texto do Concílio Vaticano II, “Nostra aetate”, número 2, mostra o bom ecumenismo: “a Igreja católica não rechaça nada do que nestas religiões há de santo e verdadeiro. Considera com sincero respeito os modos de agir e de viver, os preceitos e doutrinas que, (…), não poucas vezes refletem aspectos daquela Verdade que ilumina a todos os homens”.

Este ecumenismo, aplicado às correntes socialistas, inspirou este blog. 

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