Do Coletivo de Comunicação do MST
Da Página do MST. 07.12.2015  

Durante ato político realizado nesta quarta-feira (2) na governadoria do estado, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), o governador Rui Costa (PT) assinou um convênio celebrado entre a presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Maria Lúcia Falcon, e o secretário de Desenvolvimento Rural, Jerônimo Rodrigues, por meio da Companhia de Ação Regional (CAR). 

O Convênio está avaliado em R$ 60 milhões e visa implementar 170 agroindústrias em projetos de assentamentos nos 27 Territórios de Identidade da Bahia, com destaque para os sistemas produtivos de fruticultura, caprinocultura, mel, mandioca, aves, cacau, leite e dendê.

Mais de 20 mil famílias de assentamentos de reforma agrária serão beneficiadas com a execução do projeto titulado como Rede Agroindustrial da Reforma Agraria da Bahia (REAFRA).

De acordo com Evanildo Costa, da direção estadual do MST, a reforma agrária precisa ser tratada com prioridade pelo governo.

“As agroindústrias são exemplos concretos que a luta dos trabalhadores dá certo. O comprometimento do governo mais uma vez nos mostra um lado, mesmo diante da grande ofensiva do capital e da estrutura burguesa que vivemos”, pontua. 

“Mesmo assim, queremos que a reforma agrária seja tratada não apenas como uma política pública, mas sim como uma ferramenta que reestruture a lógica de dominação do capital ao realizar uma ampla democratização da terra para o povo”, enfatizou Costa.

Jerônimo Rodrigues afirmou que os assentados da reforma agrária vivenciará, após esse convênio, uma nova história no fortalecimento dos assentamentos no estado da Bahia. 

Para ele, esta parceria garante o fortalecimento da produção de alimentos com sustentabilidade, permitindo o desenvolvimento da economia municipal e territorial. 

Já Renata Rossi, superintendente de Políticas Territoriais e Reforma Agrária, da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), comemorou a assinatura do convênio. “Com o convênio os assentamentos demonstrarão ainda mais sua capacidade de produzir alimentos saudáveis, contribuindo para a qualidade de vida na Bahia”, concluiu.

Além das agroindústrias, o projeto aponta também a ampliação de ações de assistência técnica, verticalizando a produção de alimentos e permitindo a participação dos agricultores familiares no mercado.

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