Maria da Conceição Tavares elogiando Getúlio e o BNDES, o planejamento público em prol da industrialização e da infraestrutura estatal produtiva no Brasil

“Tempo glorioso. Meu ingresso no BNDES foi em 1957. Foi um tempo glorioso, devido ao  Plano de Metas do Juscelino. Na verdade, o plano partia de um enquadramento macroestrutural, que a equipe Cepal-BNDES tinha feito.

Já naquela altura, o velho Ignácio Rangel discutia como se financiaria a infraestrutura, como se faria uma emissão de hipotecas públicas, todas as ideias que ele tinha para pagar pela infraestrutura de uma maneira original, e não com impostos. Uma coisa era começar o Plano de Metas, e outra era seguir adiante.

Estava-se tentando construir um plano de desenvolvimento cuja filosofia vinha sendo concebida desde os tempos de Vargas.
Montava-se a industrialização pesada no Brasil, e era uma aventura. Estávamos percebendo o mapa de um país continental.

O governo Juscelino construía Brasília e, portanto, interiorizava o chamado desenvolvimento. Tentávamos implantar a indústria automobilística, a naval, a de máquinas e equipamentos pesados – grupo no qual trabalhei. Veio todo tipo de empresa nacional e estrangeira – alemães, suecos, japoneses e outros –, talvez a primeira onda de investimento direto estrangeiro de caráter global, isto é, de várias procedências”.

Maria da Conceição de Almeida Tavares, economista, ano do depoimento: 1982

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