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Jubileu, Anulação das dívidas, cancelamento das dívidas. Projeto divino

Um Jubileu para as dívidas externas e interna e para erradicar o super endividamento das pessoas, para libertar milhões de pessoas do cativeiro das dívidas.

Para erradicar a miséria, é preciso um Jubileu, uma união de nações pobres para pressionar e anular toda ou quase todas as dívidas do Terceiro Mundo. A Congregação para a Doutrina da Fé, pelo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral”, redigiu o documento “Oeconomicae et Pecuniariae Quaestiones” – “Considerações para um discernimento ético sobre alguns aspectos do atual sistema econômico-financeiro” (Brasília, Ed. CNBB, 2018), onde está escrito:

“Mesmo que o bem-estar econômico global tenha certamente crescido ao longo da segunda metade do século XX, com uma medida e uma rapidez nunca experimentada antes, ocorre, porém, constatar que, ao mesmo tempo, aumentaram as desigualdades entre os vários países interna e externamente. Além disso, continua a ser desmedido o número de pessoas que vivem em condições de extrema pobreza. A recente crise financeira poderia ter sido uma ocasião para desenvolver uma nova economia mais atenta aos princípios éticos e para uma nova regulamentação da atividade financeira, neutralizando os aspectos predatórios e especulativos, e valorizando o serviço à economia real”.

É preciso cancelar as dívidas externas e também as internas, ou pelo menos, repactuar, eliminando quase tudo. Idem para o super endividamento pessoal, como defendeu Sanders ou mesmo Ciro Gomes e o PT, no Brasil. Um Jubileu é a esperança para mover a economia, sem crises, para libertar milhões de cativos de dívidas.

Carey Estes Kefauver, um bom político dos EUA

Carey Estes Kefauver (1903-1963), senador, pelo Partido Democrata, pelo Tennessee, de 1949 a 1963. Foi um bom político. Ajudou a denunciar a oligarquia nos EUA, os ultra ricos. O Senador Sanders, hoje, tenho certeza, aprecia o velho Kefauver. 

Kefauver também brigou contra a Máfia, contra Frank Costello e Joe Adonis. Em 1952 e 1956, Kefauver competiu com Adlai Stevenson, para ser o candidato a Presidente dos EUA, pelos Democratas. Adlai Stevenson, que Alceu elogiou várias vezes, quando este nos EUA, venceu Kefauver. Kefauver foi o candidato a vice-presidente de Adlai, em 1952 e 56. 

Em vários pontos, Adlai e Kefauver defendiam pontos iguais aos da Doutrina social da Igreja. Da mesma forma, Franklin Delano Roosevelt, o maior presidente que os EUA já teve.

Pena que os Nixon, os bush, Reagan e as bestas como Trump não sigam o melhor da vida política dos EUA. 

O ideal católico de uma boa Democracia Popular

O poder nasce imediatamente do povo e deve ser devolvido ao mesmo. O poder (e os bens) deve ser difundido e controlado pelo povo, pela sociedade, para ser legítimo, bom (justo). Os melhores textos e teses aprovadas pela CNBB adotam a mesma linha, em prol de uma Democracia Popular, Social e Participativa, onde o povo é o autor e o protagonista da própria história, do próprio destino, sendo também o senhor natural de si mesmo e do Estado.

Vários bispos e cardeais chamam estas linhas gerais de “socialismo cristão”, ou socialismo participativo, ou Democracia popular participativa. Esta expressão de socialismo cristão foi usada pelo Cardeal Moran, arcebispo de Sidney (Austrália), desde o século XIX. Outros exemplos de aproximação entre catolicismo e socialismo estão nos textos do Cardeal Gibbons, nos EUA, protegendo os Cavaleiros do Trabalho (a primeira organização operária dos EUA, cf. Lênin, que teve liderança católica e aceitação do Vaticano).

Os Cavaleiros do Trabalho foram dirigidos por um católico e tinham ampla base operária católica. O populismo nos EUA está ligado ao catolicismo. Os católicos, nos EUA, em regra militam na esquerda do Partido Democrático, junto com outros socialistas democráticos. O exemplo de Michael Moore é claro, pois Moore é um católico de descendência irlandesa.

Desde Bryan, nos EUA, o Partido Democrático passa a ter um ideário popular e social, coisa que tinha antes, mas tênue. Por isso, em 1928, nos EUA, o Partido Democrático, onde os católicos e judeus militavam, lança um candidato católico a Presidente dos EUA, Al Smith, que teve o apoio de Franklin Delano Roosevelt. Não tendo sido eleito Al Smith, em 1928, este apoiou a candidatura de Franklin D. Roosevelt, em 1932, lançando o New Deal, com ideário cristão católico, de uma boa Democracia Popular. O ideário de Sanders é apenas um desdobramento deste movimento. 

Vários bispos do mundo inteiro defendem democracia popular, economia mista, Estado social, direitos sociais

Os Bispos do Peru apoiaram os esforços do General Velasco Alvarado, um nacionalista elogiado por Neiva Moreira, Eric Hobsbawm, Emir Sader e outros. Os bispos peruanos queriam e querem implantar um socialismo participativo, baseado na idéias de comunidade, de comunhão, destinação universal dos bens, erradicação da miséria e das grandes fortunas privadas. Estes bispos enviaram para o Sínodo Romano (uma reunião mundial de Bispos em Roma) um documento onde escreveram: “… por isto tantos cristãos hoje em dia reconhecem nas correntes socialistas um número de aspirações que levam dentro de si mesmos em nome da fé”.

O livro de Neiva Moreira, “Modelo peruano” (Rio de Janeiro, Ed. Paz e Terra, 1975), descreveu o modelo de democracia participativa e de propriedade social, que o general Velasco defendeu, com o apoio dos bispos peruanos.

É a mesma linha dos bispos do Paraguai (basta ver Lugo), tal como a maior parte dos bispos brasileiros, chilenos, venezuelanos, da Nicarágua, das Antilhas e de vários outros países. O receituário da CNBB segue a linha de uma democracia participativa avançada socialmente, uma forma de socialismo participativo, distributista e humanista (cf. Marciano Vidal, Alceu Amoroso Lima e os teólogos da libertação). A receita dada por Alceu, Frei Josaphat, Frei Betto e tantos grandes bispos, arcebispos, religiosos, leigos católicos etc. 

A democracia participativa e social é, também, no fundo, a base teórica do movimento zapatista. Na Argentina, os católicos continuam a linha dos montoneros, na esquerda do peronismo e em outros partidos. No Uruguai, os leigos católicos militam na Frente Ampla. Na Colômbia, há padres que militam inclusive nas FARCs, como prova o padre Francisco Cadenas Collazos e o Exército de Libertação foi, por anos, dirigido por um padre. Na Venezuela, no Equador e na Bolívia, apóiam os governos populares e nacionalistas. Na Espanha, Portugal, França, Itália e em toda a Europa os leigos católicos militam em partidos socialistas.

Os Bispos católicos ingleses, da Nova Zelândia, da Austrália, dos países escandinavos, do leste europeu, da África, do Canadá e de outros países também aprovaram formas cristãs de socialismo democrático, especialmente na forma do trabalhismo, uma forma bastante embebida em idéias religiosas. O mesmo na Tanzânia, no Equador, na Bolívia e em todas as partes do mundo, inclusive Índia etc. 

Harold Laski, um dos lideres do trabalhismo, no livro “El problema de la soberania” (Buenos Aires, Ed. Siglo Veinte,1947, p. 100), descreveu como os católicos foram aceitos na Inglaterra e no Partido Trabalhista:

os ingleses descobriram que a linhagem dos católicos tinham virtudes parecidas com eles mesmos. A reputação de estadistas como Montalembert [citado por Marx], a história de pensadores como Schlegel e, desde 1846, o decantado liberalismo de Pio IX, por um lado e, por outro, sobretudo, a influência do Movimento de Oxford e a destreza diplomática do cardeal Wiseman, aumentaram o prestígio de sua situação. As pessoas começaram a ouvir com assombro, dos lábios de O´Connell, que a Igreja católica sempre havia estado junto da democracia”.

Da mesma forma, os Bispos italianos aprovaram coligações com Partidos socialistas e comunistas na Itália. Aldo Moro, deputado amigo de Paulo VI, destacou-se neste sentido. Num desdobramento destes movimentos, Enrico Berlinguer propôs, em 1977, um aprofundamento do diálogo entre comunistas e católicos (no PCI, esta era a linha de estrelas como Togliatti, Gramsci, Luigi Longo e Berlinguer). Hoje, o Partido Democrático, o Margarita, na Itália, unifica católicos, socialistas e comunistas italianos. Nos EUA, os católicos militam na esquerda do Partido Democrático, aliados de políticos como Sanders. 

O mesmo ocorreu na França. As idéias de uma democracia participativa do general De Gaulle foram essenciais para que a França resistisse à onda neoliberal dos anos 80 e 90, no século XX. Os textos da Conferência Episcopal francesa seguiram esta mesma linha. O mesmo fato ocorreu nos países africanos, na Oceania, nas Américas e na Ásia. Na Oceania, quase 30% são católicos, num continente com 8,5 quilômetros quadrados, pouco menor que o Brasil. Em 1998, houve um Sínodo dos Bispos católicos na Oceania.

O Partido Democrata nos EUA está mais para Bernie Sanders, que para Hillary. Graças a Deus

Zoellick, ex- presidente do Banco Mundial, numa entrevista, mostra que o Partido Democrático, nos EUA, ficou mais a esquerda, pois a maior parte do partido queria Bernie Sanders, um socialista democrata.  Ou seja, Hillary só foi escolhida por causa dos superdelegados, uma distorção na Convenção, onde alguns têm mais força, e não pelo voto pessoal. Vejamos o que disse Zoellick – “Ela [Hillary Clinton] representa o establishment no lado democrata. Uma das ironias é que se os democratas não tivessem os chamados superdelegados, ela poderia não ter sido nomeada, ela poderia ter perdido para Bernie Sanders. Portanto, este movimento populista é um fenômeno na esquerda e na direita. Isso irá afetá-la se ela for eleita presidente, porque o Partido Democrata não é mais o partido de 1990, quando seu marido era presidente. Você já pode ver que Elizabeth Warren, Bernie Sanders e outros alertam que já existe uma lista negra de pessoas que você não pode nomear”.

Claro que Bernie Sanders é muito melhor que Hillary. Mas, Hillary é um bilhão de vezes melhor que o asqueroso Trump.

As boas Regras de McGovern

McGovern foi o candidato dos Democratas ao cargo de Presidente, em 1972. Tinha uma plataforma de esquerda, parecida com a de Sanders, em 2016.

Nos EUA, em 1972, o Partido Democrático (ligado historicamente à Igreja, aos negros e aos judeus, tal como aos advogados) adotou a proposta de quotas fixas para negros, mulheres e jovens, como princípio básico de organização social. Isso foi feito para ajudar as pessoas mais pobres. Dando continuidade aos esforços de Franklin Delano Roosevelt, dos Kennedy e do Partido Democrático, nas décadas de 40 a 60. Boa ideia. Um bom programa da esquerda sempre deve adotar quotas, como fizeram os governos de Lula e de Dilma.

O termo liberal tem dois significados diferentes

O termo liberal nos EUA significa esquerda, defesa de estatais, de intervenção pública na economia, 
de direitos sociais, trabalhista, de educação pública, de saúde pública etc, enfim, exatamente o que é odiado pelos liberais e neoliberais daqui. 
Os liberais daqui são tradicionalmente mentirosos. Inclusive na escolha de siglas como PSD, PDS, depois PSDB, que de democrata social não tem nada, pois são liberais. 
Pelo menos o antigo PSD tinha caras com alguma dignidade, como Barbosa Lima e eram aliados do trabalhismo, em várias eleições. Estes, depois, foram para a esquerda do PMDB. 
O PMDB foi aos poucos cooptado pelos liberais, como mostra o controle dos golpistas, 
demolindo a liderança de Paes de Andrade ou de Requião, ficando os golpistas de temer, padilha e outros. 
Os liberais e neoliberais daqui são o equivalente ao Partido Republicano de lá, com estrelas do mal, 
como Nixon, Hoover, Reagan, os Busch, o palhaço do Trump, o Tea party e outras pragas malditas rs
O Partido Democrático nos EUA é tradicionalmente o partido dos negros, dos católicos, dos judeus, dos chicanos, 
dos trabalhadores, do movimento sindical, do movimento pacifista, dos militantes do meio ambiente etc. Tem a ala mais a esquerda, de Sanders, que representa mais o pensamento da Igreja. 
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