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Jubileu, Anulação das dívidas, cancelamento das dívidas. Projeto divino

Um Jubileu para as dívidas externas e interna e para erradicar o super endividamento das pessoas, para libertar milhões de pessoas do cativeiro das dívidas.

Para erradicar a miséria, é preciso um Jubileu, uma união de nações pobres para pressionar e anular toda ou quase todas as dívidas do Terceiro Mundo. A Congregação para a Doutrina da Fé, pelo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral”, redigiu o documento “Oeconomicae et Pecuniariae Quaestiones” – “Considerações para um discernimento ético sobre alguns aspectos do atual sistema econômico-financeiro” (Brasília, Ed. CNBB, 2018), onde está escrito:

“Mesmo que o bem-estar econômico global tenha certamente crescido ao longo da segunda metade do século XX, com uma medida e uma rapidez nunca experimentada antes, ocorre, porém, constatar que, ao mesmo tempo, aumentaram as desigualdades entre os vários países interna e externamente. Além disso, continua a ser desmedido o número de pessoas que vivem em condições de extrema pobreza. A recente crise financeira poderia ter sido uma ocasião para desenvolver uma nova economia mais atenta aos princípios éticos e para uma nova regulamentação da atividade financeira, neutralizando os aspectos predatórios e especulativos, e valorizando o serviço à economia real”.

É preciso cancelar as dívidas externas e também as internas, ou pelo menos, repactuar, eliminando quase tudo. Idem para o super endividamento pessoal, como defendeu Sanders ou mesmo Ciro Gomes e o PT, no Brasil. Um Jubileu é a esperança para mover a economia, sem crises, para libertar milhões de cativos de dívidas.

62 ultra ricos têm o mesmo que 3,5 bilhões de pessoas pobres. Trecho ótimo de Francisco I, numa boa entrevista, em 2018.

A Doutrina social da Igreja quer abolir latifúndios, grandes fortunas privadas, trustes e cartéis privados, toda forma de oligopólio e monopólio privado, toda forma de exploração do trabalho e das pessoas.

No livro de Dominique Wolton, “Papa Francisco, o futuro da Igreja” (Rio de Janeiro, Ed. Petra, 2018, p. 53), há o seguinte trecho, da lavra de Francisco I

“No mundo de hoje, 62 ricos possuem sozinhos a mesma riqueza de 3,5 bilhões de pobres. No mundo de hoje, 871 milhões de pessoas passam fome e 250 milhões de migrantes não têm onde ir, não têm nada.

O tráfico de drogas hoje faz circular cerca de trezentos bilhões de dólares. E, nos paraísos fiscais, estimamos que “flutuem” 2,4 trilhões de dólares, circulando de um lugar a outro”.

 

Recomendo o livro: “A oligarquia brasileira”, de Fábio Konder Comparato (editora Contracorrente, uma das melhores editoras, 2018)

O livro de Fábio Konder Comparato, “A oligarquia brasileira” (São Paulo, Ed. Contracorrente, 2018), é excelente, pois descreve bem a formação e como atua a oligarquia. E ensina como devemos ERRADICAR a oligarquia. Não é matar, e sim eliminar as grandes fortunas privadas, para podermos erradicar a miséria (ou seja, difundir toda sorte de bens ao povo). 

Livros como os de Fábio, e os de Frei Sérgio Gorgen, seguem as linhas das melhores obras de Alceu, Pontes de Miranda, Santiago Dantas, Getúlio, Juscelino, João Goulart, Darcy Ribeiro e outros.

Buscam construir um Estado social democrático e popular no Brasil. Uma Democracia Plena, Democracia política, econômica, cultural, social, Participativa, Popular.

Termos uma ECONOMIA com PLANEJAMENTO PÚBLICO PARTICIPATIVO, formada por ESTATAIS com cogestão, por milhões de MICROS E PEQUENOS PRODUTORES (microempresas, empresas de pequeno porte, MEIs – Microempreendedores, artesãos, artistas, profissionais liberais cultos etc) etc.

Ou seja, ESTADO e EMPRESAS FAMILIARES e SOCIAIS.

E, no campo, que é a área maior do Brasil, uma AGRICULTURA CAMPESINA, ligada ao ESTADO, nos moldes do que há de melhor na agricultura européia, agricultura com AMPLO APOIO DE ESTRUTURAS ESTATAIS campesinas. 

No fundo, era a linha de nossos melhores intelectuais, como Mário de Andrade, que era, na essência, um católico socialista, ponto que fica claro nas cartas que redigiu a Alceu, onde mostra seu amor a Igreja e ao povo. 

 

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