O poder nasce imediatamente do povo e deve ser devolvido ao mesmo. O poder (e os bens) deve ser difundido e controlado pelo povo, pela sociedade, para ser legítimo, bom (justo). Os melhores textos e teses aprovadas pela CNBB adotam a mesma linha, em prol de uma Democracia Popular, Social e Participativa, onde o povo é o autor e o protagonista da própria história, do próprio destino, sendo também o senhor natural de si mesmo e do Estado.

Vários bispos e cardeais chamam estas linhas gerais de “socialismo cristão”, ou socialismo participativo, ou Democracia popular participativa. Esta expressão de socialismo cristão foi usada pelo Cardeal Moran, arcebispo de Sidney (Austrália), desde o século XIX. Outros exemplos de aproximação entre catolicismo e socialismo estão nos textos do Cardeal Gibbons, nos EUA, protegendo os Cavaleiros do Trabalho (a primeira organização operária dos EUA, cf. Lênin, que teve liderança católica e aceitação do Vaticano).

Os Cavaleiros do Trabalho foram dirigidos por um católico e tinham ampla base operária católica. O populismo nos EUA está ligado ao catolicismo. Os católicos, nos EUA, em regra militam na esquerda do Partido Democrático, junto com outros socialistas democráticos. O exemplo de Michael Moore é claro, pois Moore é um católico de descendência irlandesa.

Desde Bryan, nos EUA, o Partido Democrático passa a ter um ideário popular e social, coisa que tinha antes, mas tênue. Por isso, em 1928, nos EUA, o Partido Democrático, onde os católicos e judeus militavam, lança um candidato católico a Presidente dos EUA, Al Smith, que teve o apoio de Franklin Delano Roosevelt. Não tendo sido eleito Al Smith, em 1928, este apoiou a candidatura de Franklin D. Roosevelt, em 1932, lançando o New Deal, com ideário cristão católico, de uma boa Democracia Popular. O ideário de Sanders é apenas um desdobramento deste movimento. 

Comentários estão fechados.

Pular para a barra de ferramentas