Cada unidade produtiva pode ter uma divisão de trabalho, mas deve ser a mínima, no tocante às condições de trabalho, jornada e remuneração.

A extração da mais valia é menor nas pequenas empresas. No entanto, mesmo estas devem ser transformadas, gradualmente, em cooperativas, em unidades comunitárias de trabalho.

O mesmo nas estatais e nas grandes cooperativas. O planejamento geral e setorial deve ser também o máximo possível participativo. Estas ideias estavam nos textos do general Velasco Alvarado, de Alceu, de De Gaulle e outros grandes católicos. 

No fundo, a Igreja aceita a divisão social do trabalho voluntária, com primado do trabalho, com primado do aspecto subjetivo do trabalho (o fato que o trabalhador é uma pessoa). Este ponto foi bem expresso por João Paulo II, na “Laborem”. 

O ideal da Igreja é quebrar a divisão entre trabalho intelectual e braçal.

Elevar o nível cultural, técnico, gerencial do trabalhador no nível dos engenheiros, dos técnicos de formação superior.

A alta produtividade do trabalho deve nascer do desenvolvimento educacional, cultural, técnico, científico, gerencial dos trabalhadores.

Este é o caminho para obter a abundância para todos, não uma falsa abundância, que o finado Lauro Campos atacava, como série de bens inúteis, supérfluos, terciários, prejudiciais e não econômicos. 

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