O socialismo de Estado (e também as idéias socialistas de Marx) tem fontes hegelianas, em Fichte, Schelling e outros autores cristãos.

Hegel considerava que o Estado é o Espírito que se realiza no mundo com consciência de si, é o poder da razão e da ética. Os textos de Hegel sobre economia são baseados principalmente em James Steuart, cameralista, colbertista. 

Esta noção ampliada sobre o Estado tem base também nos textos de Fichte, especialmente no livro “O Estado comercial fechado”, de 1800.

Fichte defendia idéias muito cristãs, especialmente que o Estado (de fato, a sociedade, usando principalmente o Estado) deve dar a cada pessoa o que é lhe é devido, dar os bens necessários e proteger as pessoas.

Fichte ensinava que o “fim de toda a atividade humana é viver, e todos o que a natureza introduziu na vida têm igual direito a poder viver”. Enquanto houver pessoas com necessidades, o luxo e o supérfluo não devem existir.

Fichte ensinava ótimas lições como: “Todos têm o direito de comer e de possuir uma casa antes de alguém ter habitações luxuosas; todos devem ser vestidos cômoda e satisfatoriamente antes que alguém tenha o direito de se vestir com magnificência”.

Fichte defendia um Estado racional, com fortes barreiras alfandegárias e com amplos controles estatais.

Anton Menger, no livro “Direito ao produto integral”, reconheceu Fichte como um precursor do socialismo. De fato, Fichte influenciou Bruno Bauer, Rodbertus, Lassalle, Moses Hess e outros. Os escritos de Fichte adotam fundamentos religiosos e socialistas e é outro precursor pré-marxista do socialismo.

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