O Clero católico, na Europa, é pro Estado social, democracia popular, distributismo, economia mista etc

Na Europa, predomina, em geral, o Estado Social.

Pois bem, os partidos democratas cristãos fizeram inúmeras coligações com partidos socialistas, na Alemanha, na Itália e o mesmo ocorreu na França, embora sem a denominação “democratas cristãos”, como fica claro na participação católica na Resistência Francesa, na prática de De Gaulle e de alguns líderes do antigo Movimento Republicano Popular. O mesmo ocorreu na vitória de Jacques Mitterand (foi pena que este traiu a causa, acatando o belicismo de Reagan…). 

Em Portugal, basta pensar no Partido Democrático Popular, ligado a Jorge Miranda, o pai da “Constituição de 1974”.

O fato é irrefutável: na Europa, os católicos militam em partidos socialistas na França, na Espanha, na Alemanha e em vários outros países.

A militância em partidos socialistas democráticos não encontra reparo algum no clero, ao contrário, o Clero recomenda o não voto em partidos neoliberais, optando pela terceira via, ou seja, um Estado social, economia mista, democracia popular etc.

O mesmo ocorre na Austrália, que é um dos países mais desenvolvidos socialmente, tendo vários milhões de católicos (a principal religião na Austrália é o catolicismo, depois o anglicanismo, que é um catolicismo parcial, com santos, Missas, bispos, padres etc).

Ocorre o mesmo no Canadá, com hegemonia católica (o país elogiado por Michael Moore).

A Austrália e o Canadá têm extensa população católica e a militância católica luta por Estado social, economia mista (estatais, presença do Estado na economia, regulamentações e controles públicos, planos etc) e Democracia popular.

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