{"id":9766,"date":"2018-12-03T08:03:13","date_gmt":"2018-12-03T11:03:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.luizfdesouza.com.br\/?p=9766"},"modified":"2018-12-03T08:20:00","modified_gmt":"2018-12-03T11:20:00","slug":"os-melhores-textos-de-marx-e-engels-admitem-economia-mista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.luizfdesouza.com.br\/index.php\/2018\/12\/03\/os-melhores-textos-de-marx-e-engels-admitem-economia-mista\/","title":{"rendered":"Os melhores textos de Marx e Engels admitem economia mista"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong>Engels, no livro &#8220;Anti-Duhring&#8221; (S\u00e3o Paulo, Ed. Boitempo, 2015, p. 314), tem textos que admitem, em termos comedidos, a economia mista. <\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong><span style=\"color: #800000;\">Engels tamb\u00e9m mostra que j\u00e1 existiam estatais, muito antes de haver socialismo.<\/span> <\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong>Engels cita como exemplos de <span style=\"color: #800000;\">empresas de &#8220;propriedade do Estado&#8221;, &#8220;as grandes institui\u00e7\u00f5es de interc\u00e2mbio [transporte]: Correios, Tel\u00e9grafos, ferrovias&#8221;.<\/span> <\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong>Menciona mesmo a <span style=\"color: #800000;\">&#8220;estatiza\u00e7\u00e3o do tabaco&#8221;<\/span>, nos governos de &#8220;Napole\u00e3o e Metternich&#8221;, e tamb\u00e9m <span style=\"color: #800000;\">a estatiza\u00e7\u00e3o de &#8220;ferrovias&#8221; por Bismarck<\/span> (para &#8220;poder aproveit\u00e1-las melhor em caso de guerra&#8221;) e obter &#8220;nova fonte de receita independemente das resolu\u00e7\u00f5es do Parlamento&#8221;. <\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong>Fala ainda das <span style=\"color: #800000;\">ferrovias estatais na B\u00e9lgica cat\u00f3lica,<\/span> e da &#8220;Real Companhia Mar\u00edtima, a Real Manufatura de Porcelana&#8221; etc. Na p\u00e1gina 178, e em v\u00e1rios outros textos, Engels e Marx falam do despotismo oriental, do modo de produ\u00e7\u00e3o asi\u00e1tico, <span style=\"color: #800000;\">onde o Estado controla as terras e a irriga\u00e7\u00e3o, tal como todos os &#8220;interesses comuns&#8221; da sociedade, inclusive &#8220;obras&#8221; e &#8220;defesa contra ataques de fora&#8221;. Ou seja, o Estado tem controle de bens produtivos desde mil\u00eanios.<\/span><br \/>\n<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong>No Brasil mesmo, <span style=\"color: #800000;\">Dom Jo\u00e3o VI criou o Banco do Brasil, como estatal, em 1808,<\/span> tal como os Correios, e tentou mesmo criar a Siderurgia estatal. A CEF foi criada l\u00e1 por 1860 ou 1870.<br \/>\n<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong>Na Fran\u00e7a, <span style=\"color: #800000;\">Colbert, l\u00e1 por 1650, criou v\u00e1rias estatais<\/span>, que existem at\u00e9 hoje, Manufaturas reais (estatais), do Estado. E no governo de Napole\u00e3o, havia amplo protecionismo, com te\u00f3ricos mercantilistas (Fran\u00e7ois Louis Auguste Ferrier, 1777-1861, e outros) que foram a base dos melhores textos de List e Carey.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong>Na p\u00e1gina 261, Engels lembra de <span style=\"color: #800000;\">John Law, que era um mercantilista que acreditava no cr\u00e9dito para o desenvolvimento e que ajudou o rei da Fran\u00e7a, a criar, em 1718, um amplo Banco p\u00fablico, em Paris, tendo este Banco uma Companhia da \u00cdndias. O Estado emitia t\u00edtulos da d\u00edvida p\u00fablica<\/span>, recolhia o dinheiro dos investidores (dos particulares) e fazia <span style=\"color: #800000;\">investimentos p\u00fablicos. Da mesma forma, o Estado emitia dinheiro (notas banc\u00e1rias), infla\u00e7\u00e3o, para os investimentos estatais, capital estatal, bens estatais produtivos.<\/span> Em 1720, houve a ru\u00edna do Banco, mas <span style=\"color: #800000;\">era uma opera\u00e7\u00e3o estatal, o que mostra que estatais e interven\u00e7\u00e3o estatal n\u00e3o s\u00e3o ideias de Marx, e sim coisas milenares, tradicionais, mais tradicionais que a S\u00e9 de Braga&#8230;<\/span> <\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong><span style=\"color: #800000;\">A Companhia das \u00cdndias Orientais, na Inglaterra, tamb\u00e9m era uma estatal, que tinha como empregados ou mantidos, o velho Bentham, Adam Smith, James Mill e Stuart Mill. Ou seja, os expoentes do liberalismo trabalharam, durante quase toda a vida, no Estado,<\/span> numa estatal, que rapinava a \u00cdndia. <\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong>Lembro tamb\u00e9m que <span style=\"color: #800000;\">no Brasil existem estatais desde perto de 1500. O pr\u00f3prio padre Vieira, l\u00e1 por 1650, aconselha a cria\u00e7\u00e3o de mais estatais, estancos, para assegurar o desenvolvimento de Portugal e do Brasil. <\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong><span style=\"color: #800000;\">Antes da Independ\u00eancia, os principais bens, no Brasil, eram do Estado, como as terras, o ouro, os diamantes, tudo estancos, ou seja, bens do Estado, que arrendava ou colocava contratadores para o controle. O garimpo era proibido, para que a iniciativa privada n\u00e3o pegasse ouro o diamante, que era do Estado. <\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong><span style=\"color: #800000;\">Em Diamantina, MG, toda a \u00e1rea de produ\u00e7\u00e3o de diamantes era estatal, e o mesmo para todas as minas, todas estatais. Existiam controles p\u00fablicos de pre\u00e7os, tabelamentos etc. O Estado tinha ampla interven\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, bens produtivos etc. Jo\u00e3o Camilo de Oliveira Torres falava do &#8220;socialismo&#8221; manuelino, ou seja, socialismo bem antes de Marx, claro.\u00a0<\/span> <\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong>O Marques de Pombal e Frederico II tamb\u00e9m criaram estatais, e os dois eram crist\u00e3os, embora anti-clericais, mas crist\u00e3os&#8230; <\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong>Na R\u00fassia czarista, j\u00e1 existiam v\u00e1rias estatais, <span style=\"color: #800000;\">inclusive da vodca<\/span> (a Sminorv foi criada com ajuda do Estado, e foi estatizada por anos). O pr\u00f3prio Lenin apontava a base estatal da ind\u00fastria russa, de como o Estado tinha implantado o capitalismo na R\u00fassia, Lenin fez a Revolu\u00e7\u00e3o, <span style=\"color: #800000;\">tendo como exemplo o desenvolvimento da Alemanha, de 1830 em diante, com estatais, interven\u00e7\u00e3o estatal, Bismarck, seguros sociais, legisla\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria etc.<\/span><br \/>\n<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong>Em outro trecho do livro &#8220;Anti-Duhring&#8221; (p. 315), Engels diz que <span style=\"color: #800000;\">a &#8220;anarquia social&#8221; seria substitu\u00edda pela &#8220;Regula\u00e7\u00e3o socialmente planejada da produ\u00e7\u00e3o, de acordo com as car\u00eancias [necessidades] tanto do conjunto como de cada indiv\u00edduo&#8221;<\/span>.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong>Ocorre que \u00e9 poss\u00edvel <span style=\"color: #800000;\">uma s\u00edntese com &#8220;regula\u00e7\u00e3o social planejada da produ\u00e7\u00e3o&#8221; para atender \u00e0s necessidades, com amplas liberdades, trabalhos independentes, pequenas firmas etc.<\/span> <\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong>Tanto que, na p. 318, Engels lembra que uma sociedade com &#8220;regula\u00e7\u00e3o socialmente planejada da produ\u00e7\u00e3o&#8221; teria como dever principal &#8220;assegurar a todos os membros da sociedade&#8221; &#8220;uma exist\u00eancia <span style=\"color: #800000;\">que n\u00e3o s\u00f3 seja plenamente suficiente do ponto de vista material e que dia ap\u00f3s dia v\u00e1 se tornando mais rica<\/span>, mas que tamb\u00e9m lhes garanta a plenitude da <span style=\"color: #800000;\">livre forma\u00e7\u00e3o e do livre emprego de suas faculdades f\u00edsicas e intelectuais&#8221;.<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong><span style=\"color: #800000;\">Vou por em ma\u00edsculas: uma sociedade &#8220;mais rica&#8221;, com &#8220;PLENITUDE DA LIVRE FORMA\u00c7\u00c3O E DO LIVRE EMPREGO DE SUAS FACULDADES F\u00cdSICAS E INTELECTUAIS&#8221;.<br \/>\n<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong><span style=\"color: #800000;\">Engels e Marx falam que o Estado iria absorvendo todos os bens produtivos, at\u00e9 o Estado se auto-extinguir, ir morrendo, at\u00e9 n\u00e3o ter Estado, ou seja, cada pessoa teria ampla liberdade. <\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong><span style=\"color: #800000;\">Claro que a refer\u00eancia a extin\u00e7\u00e3o do Estado \u00e9 apenas ret\u00f3rica, pois haveria &#8220;Comunidade&#8221; (termo escolhido por Marx e Engels para usar no lugar de Estado&#8230;), decis\u00f5es coletivas, ou seja, um Estado democr\u00e1tico <span style=\"color: #ff0000;\">sem coer\u00e7\u00e3o, o que \u00e9 tamb\u00e9m o ideal cat\u00f3lico,<\/span> <span style=\"color: #ff0000;\">com base principal na EDUCA\u00c7\u00c3O, como forma de regula\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma. <\/span><\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong><span style=\"color: #800000;\"><span style=\"color: #ff0000;\">O mesmo ideal da Igreja, frise-se, de todo humanista. Estado sem coer\u00e7\u00e3o, com base principalmente na EDUCA\u00c7\u00c3O. Plat\u00e3o concordaria, e todos os Santos Padres da Igreja, e tamb\u00e9m Cristo.\u00a0<\/span><\/span> <\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong>Na p\u00e1gina 161, Engels explica uma passagem de &#8220;O capital&#8221; (vol. I, no final do livro), que trata da &#8220;nega\u00e7\u00e3o da nega\u00e7\u00e3o&#8221;. <span style=\"color: #800000;\">E ali diz que o texto de Marx, que fala que haveria a &#8220;restaura\u00e7\u00e3o da propriedade individual&#8221; seria apenas de &#8220;objetos de consumo<\/span>&#8221; (bens de consumo). Marx n\u00e3o fazia esta distin\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong>Ora, o pr\u00f3prio Marx, em outros textos, <span style=\"color: #800000;\">mostra que h\u00e1 v\u00e1rios bens que s\u00e3o de uso ou de consumo, apenas com base na distin\u00e7\u00e3o do uso<\/span>. Basta pensar na pr\u00f3pria comida, em arroz, ou feij\u00e3o, que podem ser bens de consumo ou <span style=\"color: #ff0000;\">insumos (meios de produ\u00e7\u00e3o),<\/span> <span style=\"color: #800000;\">ou na energia el\u00e9trica, ou na argila, no ouro, numa barra de ferro, uma galinha, uma vaca, a \u00e1gua etc.<\/span> <\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong>Lembro ainda que, com <span style=\"color: #800000;\">o avan\u00e7ar da t\u00e9cnica (miniaturiza\u00e7\u00e3o, redes, fontes pequenas de grande energia etc), fica ainda mais claro que, tal como antes mesmo, a distin\u00e7\u00e3o entre bens produtivos e bens de consumo \u00e9 apenas de uso, da forma como s\u00e3o usados<\/span>. Por exemplo, um fog\u00e3o industrial pode ser usado para fazer comida para a fam\u00edlia, ou para fazer comida para vender. Ou um computador pessoal, de usos m\u00faltiplos. <\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong>Outro ponto \u00e9 que Engels insiste que numa sociedade comunista, <span style=\"color: #800000;\">a jornada seria \u00ednfima, e que cada pessoa faria o trabalho que quisesse, sendo cada trabalhador polivalente, podendo trabalhar hoje como m\u00e9dico, amanh\u00e3 como varredor etc<\/span>. <\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong>Ou seja, haveria liberdade na escolha de trabalhos e amplo tempo livre. Ampla liberdade para trabalhos pr\u00f3prios, art\u00edsticos, tal como empreendimentos.<br \/>\n<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong>Assim, fica claro que uma sociedade com amplo Estado econ\u00f4mico, com bens produtivos estatais, <span style=\"color: #800000;\">pode perfeitamente ter amplo setor privado, ter pessoas abrindo firmas, fazendo trabalhos variados aut\u00f4nomos, tendo bens como casas pessoais, terrenos etc. <\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong><span style=\"color: #800000;\">Na URSS, o Programa do Partido Comunista da URSS, l\u00e1 por 1987, antes do debacle de 1989 e 1991, tem como ideal assegurar a cada fam\u00edlia uma casa ou apartamento pessoal, assegurar a moradia pr\u00f3pria, e o direito de constru\u00e7\u00e3o das pessoas, de melhoria de suas casas, de auto-constru\u00e7\u00e3o da moradia etc. <\/span><br \/>\n<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong>Na p\u00e1gina 316, Engels explica que o Estado \u00e9 vital para assegurar &#8220;condi\u00e7\u00f5es exteriores de produ\u00e7\u00e3o&#8221;.Na p. 178, diz que o Estado <span style=\"color: #ff0000;\">n\u00e3o<\/span> foi criado apenas para manter a classe dominante, mas <span style=\"color: #800000;\">tamb\u00e9m para a defesa e promo\u00e7\u00e3o de &#8220;interesses comuns&#8221;.<\/span><br \/>\n<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong>No fundo, at\u00e9 Adam Smith n\u00e3o era totalmente capitalista, pois admitia taxas alfandeg\u00e1rias de 15% (List queria de 25%), como admitia que o Estado fixasse taxas m\u00e1ximas de juros (5 ou 6% ao ano, menos de dez por cento ao ano). <span style=\"color: #800000;\">Adam Smith tamb\u00e9m admitia interven\u00e7\u00e3o estatal para os transportes, aberturas de estradas, obras p\u00fablicas, assist\u00eancia social, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade etc. <\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong><span style=\"color: #800000;\">Stuart Mill, em suas \u00faltimas obras, adere ao socialismo de economia mista, mostrando que o Estado poderia ter mais controles p\u00fablicos, mais prote\u00e7\u00e3o ao trabalho, promover cooperativas etc.\u00a0<\/span> <\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong>Conclus\u00e3o: mesmo os textos de Engels e Marx admitem uma economia mista. No &#8220;Manifesto Comunista&#8221;, h\u00e1 cerca de dez medidas, <span style=\"color: #800000;\">que implantam uma Rep\u00fablica social, de economia mista, com estatiza\u00e7\u00e3o dos bancos, mas sem estatizar a agricultura, e nem a pequena produ\u00e7\u00e3o e o pequeno com\u00e9rcio. A mesma f\u00f3rmula de Babeuf, e at\u00e9 de Morelly e Mably. <\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong><span style=\"color: #800000;\">O pr\u00f3prio Lenin implantou economia mista na R\u00fassia, mesmo no &#8220;comunismo de guerra&#8221;, e aumentou isso, no NEP, no final da vida. <\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong><span style=\"color: #800000;\">Hoje, todos os pa\u00edses socialistas admitem a economia mista, como fica claro em Cuba, na China, no Vietnam, na Cor\u00e9ia do Norte, na R\u00fassia etc.\u00a0<\/span> <\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong>Saint Simon e Fourier tamb\u00e9m adotavam a economia mista. Mesmo Owen fazia isso, na proposta de comunidades agr\u00edcolas cooperativadas e descentralizadas. <\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong>Lembro que o<span style=\"color: #800000;\">s anarquistas, mesmo Bakunin, aceitavam os artes\u00e3os, camponeses e pequenos burgueses, micros e pequenos produtores<\/span>. Vou postar v\u00e1rios textos neste sentido de Bakunin, Kropotkin e outros.\u00a0<\/strong> <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Engels, no livro &#8220;Anti-Duhring&#8221; (S\u00e3o Paulo, Ed. Boitempo, 2015, p. 314), tem textos que admitem, em termos comedidos, a economia mista. Engels tamb\u00e9m mostra que j\u00e1 existiam estatais, muito antes de haver socialismo. Engels cita como exemplos de empresas de &#8220;propriedade do Estado&#8221;, &#8220;as grandes institui\u00e7\u00f5es de interc\u00e2mbio [transporte]: Correios, Tel\u00e9grafos, ferrovias&#8221;. 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