{"id":7402,"date":"2018-07-04T22:00:35","date_gmt":"2018-07-05T01:00:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.luizfdesouza.com.br\/?p=7402"},"modified":"2018-07-04T22:25:52","modified_gmt":"2018-07-05T01:25:52","slug":"a-familia-civita-tem-33-bilhoes-de-dolares-a-onze-das-15-familias-mais-ricas-do-brasil-editam-a-suja-veja-defensora-das-multinacionais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.luizfdesouza.com.br\/index.php\/2018\/07\/04\/a-familia-civita-tem-33-bilhoes-de-dolares-a-onze-das-15-familias-mais-ricas-do-brasil-editam-a-suja-veja-defensora-das-multinacionais\/","title":{"rendered":"A Fam\u00edlia Civita tem 3,3 bilh\u00f5es de d\u00f3lares. Fam\u00edlia Civita est\u00e1 em d\u00e9cimo primeiro lugar entre as 15 Fam\u00edlias mais ricas do Brasil. Editam a suja Veja&#8230; defensora das multinacionais"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #333333;\">A morte da Veja e a riqueza da fam\u00edlia Civita &#8211; Por Altamiro Borges<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #333333;\">Colhi no excelente blog do Miro &#8211; &#8220;<span style=\"color: #800000;\">No meio jornal\u00edstico j\u00e1 \u00e9 tida como certa uma nova onda de demiss\u00f5es \u2013 o famoso \u201cpassaralho\u201d \u2013 na Editora Abril, que publica in\u00fameras revistas, entre elas a asquerosa Veja<\/span>. O site Poder360, que tem s\u00f3lidos v\u00ednculos com os bar\u00f5es da m\u00eddia, inclusive <span style=\"color: #800000;\">j\u00e1 postou que v\u00e1rias publica\u00e7\u00f5es ser\u00e3o extintas e que cerca de 300 funcion\u00e1rios ser\u00e3o defenestrados<\/span>. <\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #333333;\"><span style=\"color: #800000;\">A famiglia Civita, dona do imp\u00e9rio falido, ainda n\u00e3o confirmou os \u201crumores\u201d, mas o clima j\u00e1 \u00e9 de vel\u00f3rio nas reda\u00e7\u00f5es.<\/span> O fac\u00e3o seria consequ\u00eancia da grave crise que afeta a editora. Somente no ano passado, <span style=\"color: #800000;\">ela teve preju\u00edzo de R$ 331,6 milh\u00f5es, uma queda de mais de 140% em compara\u00e7\u00e3o aos n\u00fameros negativos de 2016. (&#8230;)<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #333333;\"><span style=\"color: #800000;\">A decad\u00eancia da Editora Abril<\/span> decorre de v\u00e1rios fatores \u2013 entre eles, da pr\u00f3pria crise econ\u00f4mica que a revista Veja insiste em esconder dos seus leitores mais tapados para proteger a m\u00e1fia que ajudou a al\u00e7ar ao poder; da explos\u00e3o da internet; <span style=\"color: #800000;\">da perda de credibilidade das suas publica\u00e7\u00f5es; e tamb\u00e9m da incompet\u00eancia administrativa dos mimados herdeiros de Roberto Civita.<\/span> Em recente mat\u00e9ria postada no blog Di\u00e1rio do Centro do Mundo, o articulista Miguel Enriquez deu alguns detalhes do tamanho do rombo da Editora Abril \u2013 que, mais cedo do que tarde, deve atingir em cheio a Veja. Vale conferir:\u00a0<\/span><\/strong><strong><span style=\"color: #333333;\">*****\u00a0<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #333333;\">Demiss\u00f5es, fechamento de revistas: a agonia da Abril continua<\/span><\/strong><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p><strong><span style=\"color: #333333;\">Por Miguel Enriquez\u00a0<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #333333;\">A primeira semana de julho promete ser plena de m\u00e1s not\u00edcias <span style=\"color: #800000;\">para o grupo Abril, que edita Veja, a maior revista semanal do pa\u00eds. \u00c0s voltas com uma sucess\u00e3o de preju\u00edzos que totalizaram R$ 768,1 milh\u00f5es nos \u00faltimos tr\u00eas anos ( R$ 331,4 milh\u00f5es, em 2017), com um endividamento de R$ 1,2 bilh\u00e3o, queda de vendas e patrim\u00f4nio negativo de R$ 715,9 milh\u00f5es, a empresa mais uma vez ter\u00e1 de cortar na carne, em seu desesperado esfor\u00e7o para continuar em p\u00e9.\u00a0<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #333333;\">Por conta das recomenda\u00e7\u00f5es de uma empresa de auditoria contratada pelos bancos credores, est\u00e1 previsto <span style=\"color: #800000;\">o an\u00fancio de mais um enxugamento do quadro de pessoal, cujos n\u00fameros variam entre 300 e 1000 funcion\u00e1rios<\/span>. Caso seja mantida a pr\u00e1tica iniciada em 2017, suas indeniza\u00e7\u00f5es dever\u00e3o ser quitadas em 10 parcelas mensais.\u00a0<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #333333;\">A tesoura atingiria, inclusive, a at\u00e9 aqui praticamente intoc\u00e1vel reda\u00e7\u00e3o de Veja, carro chefe da editora, que vem perdendo circula\u00e7\u00e3o ano a ano \u2013 <span style=\"color: #800000;\">estima-se que os 1,2 milh\u00e3o de exemplares vendidos semanalmente, no in\u00edcio da d\u00e9cada, tenham desabado para algo ao redor de 500 mil, atualmente.\u00a0<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #333333;\">As demiss\u00f5es se seriam decorr\u00eancia de uma profunda redu\u00e7\u00e3o do seu portf\u00f3lio de revistas proposta pelos credores. <span style=\"color: #800000;\">Comenta-se internamente que, das publica\u00e7\u00f5es atuais, seriam poupadas apenas as revistas Veja, Exame e Cl\u00e1udia.<\/span> Os demais t\u00edtulos, que deixariam de circular nas bancas, seriam sumariamente fechados ou mantidos apenas em suas vers\u00f5es digitais.\u00a0<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #333333;\">Esse <span style=\"color: #800000;\">novo surto de razia editorial, anunciado no jarg\u00e3o da casa como \u201crevis\u00e3o estrat\u00e9gica\u201d, teve inicio no dia 8 de junho, com a decis\u00e3o de interromper a publica\u00e7\u00e3o das revistas da Disney.<\/span> Iniciada h\u00e1 68 anos, a parceria com o grupo americano est\u00e1 na origem da Abril. Sua primeira publica\u00e7\u00e3o, ao ser fundada, em 1950, pelo empreendedor italiano Victor Civita, foi justamente a revista do Pato Donald.\u00a0<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #333333;\">Os cortes de atividades e de pessoal seriam estendidos a outras opera\u00e7\u00f5es do grupo. <span style=\"color: #800000;\">Notadamente, \u00e0 Dinap, sua distribuidora de revistas, que vem perdendo clientes de peso. No ano passado, por exemplo, seus servi\u00e7os foram dispensados por um dos principais clientes, a Panini, editora de \u00e1lbuns de figurinhas e revistas de hist\u00f3ria em quadrinhos, que resolveu montar um sistema pr\u00f3prio de distribui\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #333333;\">A dimens\u00e3o da crise que <span style=\"color: #800000;\">afeta a Abril, outrora denominada a maior editora da Am\u00e9rica Latina, pode ser medida, n\u00e3o apenas na redu\u00e7\u00e3o paulatina do n\u00famero de suas publica\u00e7\u00f5es, nos \u00faltimos anos, como fisicamente, pela mudan\u00e7a de endere\u00e7o, completada neste m\u00eas de junho<\/span>. Por duas d\u00e9cadas instalada no suntuoso edif\u00edcio Birmann 21, de 24 andares, localizado na marginal do rio Pinheiros, em S\u00e3o Paulo, a Abril passou a ocupar dois pr\u00e9dios acanhados de quatro andares, no condom\u00ednio Am\u00e9rica Business Park, no Jardim Morumbi, na outra margem do Pinheiros.\u00a0<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #333333;\">O in\u00edcio dessa agonia coincide com <span style=\"color: #800000;\">a morte, em 2013, de Roberto Civita, herdeiro do fundador Victor Civita. Desde ent\u00e3o, a Abril se transformou numa esp\u00e9cie de nau sem rumo, com mudan\u00e7as constantes em seu comando<\/span>. O \u00faltimo executivo n\u00e3o pertencente \u00e0 fam\u00edlia Civita a ocupar a presid\u00eancia, o advogado Arnaldo Tibyri\u00e7\u00e1, permaneceu menos de quatro meses no cargo, demitindo-se em mar\u00e7o deste ano. Seu antecessor, Walter Longo, teve seu contrato interrompido antes de completar dois anos.\u00a0<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #333333;\">No lugar de Tibiry\u00e7a, assumiu <span style=\"color: #800000;\">Giancarlo Civita, o primog\u00eanito de Roberto e neto do fundador Victor, que tamb\u00e9m preside o Conselho de Administra\u00e7\u00e3o da Abril<\/span>. Cabe a Gianca, como \u00e9 mais conhecido, tentar reverter <span style=\"color: #800000;\">o progn\u00f3stico sombrio lavrado pela PricewaterhouseCoopers (PwC), que auditou o \u00faltimo balan\u00e7o do grupo.\u00a0<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #333333;\">Ao avaliar os n\u00fameros negativos de 2017 e seu impacto sobre o futuro da Abril, a auditoria afirmou em seu relat\u00f3rio: \u201cEssa situa\u00e7\u00e3o, entre outras descritas na Nota 1.2, indicam <span style=\"color: #800000;\">a exist\u00eancia de incerteza relevante, que pode levantar d\u00favida significativa sobre sua continuidade operacional.\u201d\u00a0<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #333333;\">Em meio ao desafio de recuperar a empresa, <span style=\"color: #800000;\">o atual presidente acaba de perder seu bra\u00e7o direito, o diretor de opera\u00e7\u00f5es (COO), F\u00e1bio Gallo,<\/span> que deixou o grupo no in\u00edcio da segunda quinzena de junho. Gallo, que come\u00e7ou a trabalhar na Abril em 2004 e ocupava a diretoria de opera\u00e7\u00f5es desde 2016, tamb\u00e9m presidia a Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Editores de Revistas (Aner).\u00a0<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #333333;\">Segundo pessoas que acompanham a situa\u00e7\u00e3o da Abril, Giancarlo e seus irm\u00e3os Victor Neto e Roberta, estariam considerando duas alternativas para o futuro do neg\u00f3cio. <span style=\"color: #800000;\">Uma delas \u00e9 a venda, pura e simples do grupo. A outra seria recorrer \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o judicial,<\/span> recurso que voltou a ganhar for\u00e7a neste ano no pa\u00eds, acionado por empresas em dificuldades, em raz\u00e3o do agravamento da situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica.\u00a0<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #333333;\">O certo \u00e9 que, dificilmente, a empresa poder\u00e1 se manter apenas \u00e0 base de cortes de pessoal e de opera\u00e7\u00f5es. Por mais duras que sejam as provid\u00eancias, elas dever\u00e3o ser tomadas. Como afirmou, certa vez, o empres\u00e1rio Jos\u00e9 Mindlin, ao justificar a venda da Metal Leve, que fundara, mergulhada em dificuldades, no come\u00e7o dos anos 1990: \u201ccomo dizia Goethe, \u00e9 prefer\u00edvel um fim com horror, do que um horror sem fim.\u201d\u00a0<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #333333;\">No entanto, qualquer que seja o desfecho, vale a pena relembrar a recomenda\u00e7\u00e3o do jornalista Paulo Nogueira, fundador deste DCM, ao comentar a situa\u00e7\u00e3o de empres\u00e1rios que, a exemplo de Mindlin, foram obrigados a desfazer-se de seus neg\u00f3cios ou v\u00ea-los encolher: <span style=\"color: #800000;\">n\u00e3o chore pela fam\u00edlia Civita.\u00a0<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #333333;\">A despeito da preocupante situa\u00e7\u00e3o da Abril, <span style=\"color: #800000;\">na pessoa f\u00edsica eles v\u00e3o muito bem, obrigado, De acordo com a revista Forbes, em sua edi\u00e7\u00e3o de setembro de 2016, os irm\u00e3os Giancarlo, Victor e Roberta, integravam, em 11\u00ba lugar, a selet\u00edssima lista das 15 fam\u00edlias mais ricas do Brasil, com uma fortuna avaliada em US$ 3,3 bilh\u00f5es.<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A morte da Veja e a riqueza da fam\u00edlia Civita &#8211; Por Altamiro Borges Colhi no excelente blog do Miro &#8211; &#8220;No meio jornal\u00edstico j\u00e1 \u00e9 tida como certa uma nova onda de demiss\u00f5es \u2013 o famoso \u201cpassaralho\u201d \u2013 na Editora Abril, que publica in\u00fameras revistas, entre elas a asquerosa Veja. 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