{"id":1659,"date":"2016-10-31T18:31:42","date_gmt":"2016-10-31T18:31:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.luizfdesouza.com.br\/?p=1659"},"modified":"2016-10-31T18:31:42","modified_gmt":"2016-10-31T18:31:42","slug":"solidarismo-cristao-economia-mista-estado-social-democracia-popular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.luizfdesouza.com.br\/index.php\/2016\/10\/31\/solidarismo-cristao-economia-mista-estado-social-democracia-popular\/","title":{"rendered":"Solidarismo crist\u00e3o &#8211; economia mista, Estado social, democracia popular"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #800000;\"><strong>Colhi os textos abaixos de obras do padre Fernando Bastos de \u00c1vila, &#8220;Solidarismo&#8221; (1965), tal como alguma coisa do site da FGV &#8211; CPDOC. Mostram que a Igreja defendeu o solidarismo, desde os textos do padre Heinrich Pesch e tamb\u00e9m antes, com estrelas como Buchez, Ozanam, Lamennais e outros. Vejamos o que \u00e9 solidarismo:<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #800000;\"><strong>&#8220;O solidarismo crist\u00e3o pretendeu apresentar-se como uma alternativa hist\u00f3rica entre os grandes sistemas pol\u00edticos e os campos ideol\u00f3gicos que polarizavam a consci\u00eancia nacional no fim da d\u00e9cada de 1950 e in\u00edcio da de 1960. Se se quisesse precisar com maior exatid\u00e3o a \u00e9poca de seu aparecimento oficial, poder-se-ia escolher o ano de 1963, data da publica\u00e7\u00e3o do Manifesto solidarista&#8221;.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #800000;\"><strong>Quem introduziu o solidarismo crist\u00e3o no Brasil foi o padre Fernando Bastos de \u00c1vila, professor de sociologia da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica (PUC) do Rio de Janeiro e isso desde 1956, \u00c1vila colheu estas ideias em Louvain, na B\u00e9lgica, um dos pa\u00edses onde a doutrina social da Igreja mais floresceu.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #800000;\">&#8220;A id\u00e9ia do solidarismo foi exposta numa figura num quadro-negro, era a seguinte: os grandes sistemas que hoje se defrontam podem ser distribu\u00eddos sobre um cont\u00ednuo pol\u00edtico-ideol\u00f3gico \u2014 tra\u00e7ou na pedra um risco horizontal \u2014, compreendido entre dois extremos. De um lado, estaria o individualismo atomicista e de outro, o coletivismo monol\u00edtico, caracterizando as formas t\u00edpicas respectivamente do capitalismo liberal e do socialismo totalit\u00e1rio \u2014 fez dois tracinhos verticais limitando o risco horizontal. Partindo dos extremos da esquerda e da direita, v\u00e1rios tra\u00e7os perpendiculares simbolizavam as diversas formas de neo-socialismo e de neocapitalismo. De ambos os lados essas formas convergiam para um centro de equil\u00edbrio, ou seja, para um sistema eq\u00fcidistante do individualismo e do coletivismo, sistema no qual os indiv\u00edduos nem ficariam isolados nos seus ego\u00edsmos competitivos, nem esmagados pelo Estado totalit\u00e1rio. E qual seria esse sistema? \u2014 tra\u00e7ou uma grande perpendicular bem no centro do cont\u00ednuo.<\/span><span style=\"color: #800000;\">\u00a0<\/span><span style=\"color: #800000;\">(&#8230;)<\/span><span style=\"color: #800000;\">\u00a0O padre \u00c1vila chamou esse sistema de comunitarismo personalista, ou ent\u00e3o, para evitar resson\u00e2ncias perturbadoras, de solidarismo crist\u00e3o.<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #800000;\">O termo solidarismo, guardado na mem\u00f3ria, fazia parte de suas lembran\u00e7as das aulas de \u00e9tica social, quando, aluno do padre Eduardo Magalh\u00e3es Lustosa, em Nova Friburgo (RJ), ouvira-o falar do solidarismo do padre Heinrich Pesch.<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #800000;\"><strong>As fontes remotas<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #800000;\"><strong>Heinrich Pesch, nascido em Col\u00f4nia, na Alemanha, em 1854, foi professor de pol\u00edtica social e de economia na casa de estudos que os jesu\u00edtas alem\u00e3es, expulsos de sua p\u00e1tria, mantinham na cidade holandesa de Valkenburg. A\u00ed Pesch morreu em 1926. Suas obras principais foram Liberalismus, sozialismus und cristliche gesellschaftsordnung e Lehrbuch der nationalokonomie. Entre muitos alunos, teve dois outros jesu\u00edtas, os padres NellBreuning e Gundlack, que vieram a ser os assessores de Pio XI na elabora\u00e7\u00e3o da enc\u00edclica Quadragessimo anno, a qual, precisamente, procurou oferecer um sistema eq\u00fcidistante entre o liberalismo capitalista e o socialismo.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Colhi os textos abaixos de obras do padre Fernando Bastos de \u00c1vila, &#8220;Solidarismo&#8221; (1965), tal como alguma coisa do site da FGV &#8211; CPDOC. Mostram que a Igreja defendeu o solidarismo, desde os textos do padre Heinrich Pesch e tamb\u00e9m antes, com estrelas como Buchez, Ozanam, Lamennais e outros. 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