Arquivos para : políticas

A doutrina da Igreja quer o MÁXIMO DE PROTAGONISMO, de AÇÃO LIVRE, de TRABALHO NÃO REIFICADO, sem alienação

Somente há socialismo e democracia quando as pessoas são “protagonistas livres de sua história”, onde há libertação.

Sem isso, trata-se de um “socialismo espúrio e falso”, tal como uma oligarquia disfarçada.

A única forma de superar a diferença contraposição entre trabalho braçal e trabalho intelectual é AUMENTAR A ESCOLARIDADE DE TODAS AS PESSOAS, dar formação universitária ou de ensino técnico de alto nível a todos os trabalhadores. 

A síntese dos bispos da Nicarágua é correta: um modelo com “economia planificada nacionalmente, solidária e progressivamente participativa”, que assegure “o destino comum dos bens e recursos do país”, tendo como base fundamental a “satisfação das necessidades fundamentais de todos”, “parece-nos justo”.

Pelo trabalho e pelas relações fraternas e cooperativas, participamos como co-criadores, do processo da criação/renovação.

Por isso, Maritain, em “Arte e Escolástica”, tal como Alceu, explicava que o artista, como todo trabalhador, é um continuador da obra de Deus; toda arte é fabricadora e criadora, melhorando o mundo, em cooperação com a ação divina.

O artista, tal como todos os trabalhadores, é “um sócio de Deus”, que, usando a matéria criada, sobre ela torna a criar, por assim dizer, em segundo grau.

Conclusão: o protagonismo dos oprimidos, o controle consciente das pessoas sobre o processo produtivo e reprodutivo (tal como das estruturas sociais, políticas, estatais etc), é o ideal da teologia da libertação e da ética cristã e natural.

Este ideal, dentro do processo histórico, assume a forma positiva de uma democracia social, participativa, ECONOMIA MISTA, AMPLO DISTRIBUTISMO, RENDA BÁSICA PARA TODOS, CASAS PARA TODOS, bens para todos, sem miséria e sem grandes fortunas, sem reificação, sem alienação econômica.

Este modelo de economia do trabalho, economia mista, é também chamada de “socialismo participativo”, como bem expôs Marciano Vidal.

Quintino Bocaiúva, um republicano cristão, mesmo com problemas

Quintino Bocaiúva foi um dos líderes dos Republicanos. O livro “Ideias políticas de Quintino Bocaiúva” (Brasília, Gráfica do Senado, 1986, vol. II), traz o “Testamento” de Quintino, que morreu em 24.08.1909. Bocaiúva escreveu “creio na imortalidade da alma humana”, no “Juiz Supremo”, ou seja, em “Deus” (p. 703). 

No documento com o título “Para quando eu faleça” (julho de 1907), diz “penso ter sido intimamente cristão” (p. 701). Sobre a proposta da maçonaria, Quintino combateu o projeto maçon de Campos Salles, um médico e um dos piores neoliberais que o Brasil já teve. O projeto de Campos Salles previa a “precedência obrigatória da cerimônia civil” sobre o casamento religioso. Quintino foi contra. Quintino também escreveu: o “republicanismo anti-religioso ou anti-católico” “não é o meu”. E também lutou por manter relações diplomáticas com o Vaticano (p. 46, do livro acima citado). 

Pular para a barra de ferramentas