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Convergência entre católicos e socialistas decorre das fontes comuns, da ética social cristã e hebraica

Houve, no século XIX, uma convergência entre socialistas católicos e cristãos, democratas sociais ligados à religão (como Stuart Mill) e outras correntes.

Esta convergência, mais tarde apontada por Pio XI, na “Quadragesimo anno” (1931), reatava as ligações entre socialismo, democracia e religião, como existiam, já, em várias correntes do socialismo utópico.

Por isso, Schmoller ligava suas posições de intervencionismo estatal na economia à corrente de Sismondi, Dupont White (“O indivíduo e o Estado” e “A liberdade política”), Mathew Carey, Henry Carey, Friedrich List e Stuart Mill.

O “Manifesto de Eisenhach”, do socialismo de cátedra, de 1872, diz que o Estado deve ser um “grande instituto moral de educação” e que deve ter como ideal “fazer participar uma fração cada vez maior de nosso povo em todos os bens da civilização”, a parte de cada no bem comum, como destacou Bento XVI, na sua encíclica social, antes de renunciar e abrir caminho a Francisco I.

O socialismo com base na ética social era a tônica de Adolf Wagner. Esta linha socialista, hegemonicamente cristã, admitia amplo distributismo de pequenos e médios bens, com a estatização de grandes bens produtivos, planificação e democracia (convenceram Bismarck a cessar a perseguição à Igreja e instaurar seguros sociais e o voto universal).

No mesmo sentido, vale à pena a leitura do “Programa dos deputados católicos da Holanda”, elaborado em Utrecht, em 1897.

O socialismo de cátedra e dos historicistas teve amplos pontos em comuns com a dos melhores expoentes da doutrina social da Igreja, como destacou o padre Heinrich Pesch (1854-1926) e outros escritores, especialmente Ketteler e Buchez.

Pesch, tal como seu irmão Tilmann Pesch (1836-1899), ensinava inúmeros pontos comuns com os melhores textos de socialistas cristãos como Adolfo Wagner.

O livro de Pesch, “Tratado da economia nacional” (1905-1923), mostra como toda a doutrina social da Igreja é centrada nas exigências racionais do bem comum, expondo as linhas gerais do solidarismo cristão, semelhantes à corrente do solidarismo na França, da III República, onde também houve uma convergência entre católicos sociais e socialistas possibilistas e cristãos.

O solidarismo foi uma busca para elaborar as linhas gerais de uma democracia social, participativa e popular.

Os textos de Pesch são, em vários pontos, semelhantes aos de expoentes como Ketteler, Buchez, e também socialistas cristãos como Rufolf Meyer (amigo pessoal de Engels), Rodbertus, Schmoller, Roscher e outros.

Schmoller, Sismondi, Pesch, socialistas de cátedra e a Igreja

Schmoller ligava suas posições de intervencionismo estatal na economia à corrente de Sismondi, Dupont White (“O indivíduo e o Estado” e “A liberdade política”), Mathew Carey, Henry Carey, Friedrich List e Stuart Mill. Estava coberto de razão. O próprio Lenin escreveu um livro atacando Sismondi, pois Sismondi foi um grande precursor da doutrina social da Igreja. 

Schmoller poderia ter mencionado também Dupont White, no livro “O indivíduo e o Estado”.

O “Manifesto de Eisenhach”, do socialismo de cátedra, de 1872, diz que o Estado deve ser um “grande instituto moral de educação” e que deve ter como ideal “fazer participar uma fração cada vez maior de nosso povo em todos os bens da civilização”. Era a mesma tônica de Adolf Wagner.

Esta linha socialista, hegemonicamente cristã, admitia amplo distributismo de pequenos e médios bens, com a estatização de grandes bens produtivos, planificação e democracia (convenceram Bismarck a cessar a perseguição à Igreja e instaurar seguros sociais e o voto universal). No mesmo sentido, vale à pena a leitura do “Programa dos deputados católicos da Holanda”, elaborado em Utrecht, em 1897.

O socialismo de cátedra e dos historicistas teve amplos pontos em comuns com a dos melhores expoentes da doutrina social da Igreja, como destacou o padre Heinrich Pesch (1854-1926) e outros escritores, especialmente Ketteler e Buchez. Pesch, tal como seu irmão Tilmann Pesch (1836-1899), ensinava inúmeros pontos comuns com os melhores textos de socialistas cristãos como Adolfo Wagner.

O livro de Pesch, “Tratado da economia nacional” (1905-1923), mostra como toda a doutrina social da Igreja é centrada nas exigências racionais do bem comum, expondo as linhas gerais do solidarismo cristão, semelhantes à corrente do solidarismo. O solidarismo foi uma busca para elaborar as linhas gerais de uma democracia social, participativa e popular.

Os textos de Pesch são, em vários pontos, semelhantes aos de expoentes socialistas cristãos como Rudolf Meyer (amigo pessoal de Engels), Rodbertus, Schmoller, Roscher e outros.

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