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Ferrater Mora mostra pontos comuns entre ética católica e ética estoica

José Ferrater Mora, no “Dicionário de filosofia” (São Paulo, Ed. Loyola, 2001, tomo II, p. 932), no verbete sobre ética, faz um bom elogio da ética cristã:

os pensadores cristãos… aproveitaram muitas das idéias da ética grega – principalmente as platônicas e estóicas – de tal modo que parte da ética, tal como a doutrina das virtudes e a sua classificação, inseriram-se quase por completo no corpo da ética cristã. Foi muito comum adotarem-se certas normas éticas de algumas escolas (como a estóica)… suprimindo as porções (por exemplo, a justificação do suicídio) incompatíveis com as idéias morais cristãs.

À medida que o pensamento grego foi sendo acolhido dentro do pensamento cristão destacaram-se certos fundamentos que, no fim, eram comuns a ambos. Entre eles mencionamos como o principal a clássica equiparação do bom com o verdadeiro, que os filósofos cristãos desenvolveram em sua teoria dos transcendentais”.

A constituição mista, de Platão, Aristóteles e dos estóicos

Como explicou Otfried Hoffe, no capítulo “Aristóteles”, do livro organizado por Alain Renaut, “A liberdade dos antigos – história da filosofia política” (Lisboa, Instituto Piaget, 2001, p. 165), o ideal político de Aristóteles era a democracia, por uma constituição mista, uma “politeia”, uma boa República Popular. O termo “politéia” significa “república”. Como explicou Aristóteles, no livro “Política” (IV, 13, 1297 b 24), “aquilo a que hoje chamamos politéia [República} se chamava antes democracia”.

Hoffe concluiu corretamente que “o pensamento republicano” tem Aristóteles como “teórico mais importante”. Aristóteles explicou no livro “Política” que o povo tem mais competência do que qualquer sábio isolado (cf. III, 11, 1281).

O ideal de uma “Politéia” (“República”) é o ideal de uma Polis (Cidade) onde o Estado seja coisa do povo.

República significa “res” (bens) do “populus” (“pública”, de povo). Este foi o ideal de Platão, exposto nos livros “Leis”, “Da República” e “Protágoras” e foi o ideal de Aristóteles, exposto no livro “Política”. Foi também o ideal de Políbio, dos estóicos, dos grandes romanos, elogiados por Rousseau, Maquiavel, Napoleão e outros autores. 

O ideal democrático popular de Aristóteles, Platão, dos estóicos e da Igreja

Como explicou Otfried Hoffe, no capítulo “Aristóteles”, do livro organizado por Alain Renaut, “A liberdade dos antigos – história da filosofia política” (Lisboa, Instituto Piaget, 2001, p. 165), o ideal político de Aristóteles era a democracia, por uma constituição mista, uma “politeia”, baseada numa economia mista, sem miséria, sem opulência (sem oligarquia).

O termo “politéia” significa “república”.

Como explicou Aristóteles, no livro “Política” (IV, 13, 1297 b 24), “aquilo a que hoje chamamos politéia [República} se chamava antes democracia”.

Hoffe concluiu corretamente que “o pensamento republicano” tem Aristóteles como “teórico mais importante”.

Aristóteles explicou no livro “Política” que o povo tem mais competência do que qualquer sábio isolado (cf. III, 11, 1281).

O ideal de uma “Politéia” (“República”) é o ideal de uma Polis (Cidade) onde o Estado seja coisa do povo.

República significa “res” (bens) do “populus” (“pública”, de povo). Este foi o ideal de Platão, exposto nos livros “Leis”, “Da República” e “Protágoras” e foi o ideal de Aristóteles, exposto no livro “Política”. É também o ideal da Igreja. 

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