A doutrina da Igreja e a economia mista, no mínimo, como boa forma de transição

A Igreja recomenda economia mista, controles dos preços, bancos públicos etc.

Galbraith foi um economista keynesiano, estruturalista, de esquerda. Defendia economia mista. Foi o Controlador geral de preços nos EUA. Sempre esteve na ala centro-esquerda do Partido Democrático, tipo um Sanders, em sua época. Defendeu um novo New Deal, defendendo as candidaturas do Partido Democrático nos EUA.

O livro “A sociedade justa” (Rio, Ed. Campos, 1996), de Galbraith, defende reformas sociais para combater as grandes fortunas privadas e para repartir as rendas. Galbraith nasceu no Canadá, mas viveu quase toda a vida nos EUA. Também foi Embaixador dos EUA na Índia.

No livro sobre a sociedade justa, ele se alinha com o Partido Social-Democrata Alemanha, formado por bons católicos e luteranos da Alemanha, para defender uma “economia justa”, baseada na “distribuição da renda e do poder”, na defesa do meio ambiente, defesa dos imigrantes etc.

Economia mista é uma fórmula para resumir a doutrina social da Igreja, que não defende nem capitalismo e nem comunismo (capitalismo de Estado, Estado como capitalista único, estatização de tudo).

A doutrina da Igreja defende, sim, a estatização de grandes meios de produção, cooperativas, difusão massiva dos bens via salários altos (política pública de elevação do salário-mínimo e pisos salariais para categorias etc.), reforma agrária, políticas de controle dos preços, políticas públicas de repartição de rendas, tributação forte dos ricos e apoio do Estado aos trabalhadores.

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