A Doutrina da Igreja quer um Estado social, socialização, penas abertas, todo tipo de ajuda e bolsas estatais, ampla proteção ao trabalho

A Doutrina da Igreja é “Boa-Nova aos pobres” (Lc 4,18), boas ideias práticas e dialógicas para o empoderamento e a libertação “dos mais abandonados da sociedade” (cf. Evangelli Gaudium”, n. 187), dos caídos, deserdados, doentes, explorados, perdidos, loucos, pisados, presos, oprimidos, para estes se libertarem.

Quer que o trabalho não seja objetivado, reificado, que nas relações sociais e produtivas, o trabalhador seja sujeito, controlador dos processos produtivos.

A Igreja, como qualquer pessoa normal e boa, quer um Estado a imagem de Deus, de uma Mãe ou Pai, protetor, que vá atrás das pessoas com problemas, nos piores tugúrios, para curar e ajudar a andar de novo. Um Estado que imite São Damião de Molokai (1840-1889), lutando ao lado dos leprosos e marginalizados.

Um Estado que consiga abolir as prisões fechadas, construindo, no máximo, penas abertas, formas de limitação da liberdade, sem enjaular pessoas. Que ampare doentes, que proteja “os sem abrigo, os toxicodependentes, os refugiados, os povos indígenas, os idosos” (“Evangelli”, n. 210), “migrantes” e toda forma de trabalho, tal como assegure renda básica para todos.

Como Francisco I explicou na “Evangelii Gaudium” (“Alegria do Evangelho”), a Doutrina da Igreja é ouvir, oitiva, do “clamor dos pobres”, assumir “a cada dia”, “em todo o lugar e circunstâncias”, “as alegrias e esperanças, as angústias e tristezas”, os projetos e ideias “do povo”, especialmente das populações das periferias” e “zonas rurais”, dos “sem-terra, sem teto, sem pão, sem saúde”, para estruturar sociedades, economias e Estados que assegurem “alimento suficiente para todos”, “repartição dos bens e da renda”, “prosperidade e civilização”.

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