Adam Smith sabia que os trabalhos concretos não são iguais.

Os “argumentos” de Ricardo, dos neoliberais, sobre livre mercado, combatendo a intervenção estatal, estão sempre errados. 

O Estado deve educar os trabalhadores. O Estado deve intervir na economia, para promover o trabalho inteligente, com remuneração alta, sem reificação, com pequena jornada.

Nunca aceitar que nosso país seja reduzido a colônia, remetendo matérias primas e importando os produtos elaborados.

O Brasil deve ser um país de alta qualificação dos trabalhadores (co-gestão, participação nos lucros, estabilidade, pequena jornada, proteção ampla, transformando cada unidade em cooperativas), sendo este o ponto mais importante. 

Adam Smith escreveu, no livro “A riqueza das nações” (São Paulo, Ed. Nova Cultural, 1988, p. 37) que há

graus diferentes de dificuldade e de engenho empregados nos” vários tipos de “trabalhos.

Pode haver mais trabalho em uma tarefa dura de uma hora do que em duas horas de trabalho fácil;

como pode haver mais trabalho em uma hora de aplicação a uma ocupação que custa dez anos de trabalho para aprender, do que em um trabalho de um mês em uma ocupação comum e de fácil aprendizado”.

Smith conclui: “não é fácil encontrar um critério exato para medir a dificuldade ou o engenho exigidos por um determinado trabalho”, sendo as avaliações sempre “por pechincha ou regateio do mercado”, por igualdade “aproximada, que, embora não exata, é suficiente para a vida diária normal”.

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