A Tradição da Economia mista não é apenas da Igreja. Está nos melhores textos do marxismo e das correntes socialistas do Mundo

A combinação de planificação, intervenção estatal e estatais com mecanismos descentralizados de mercado (especialmente campesinato, artesãos e pequenos burgueses – micros e pequenos produtores) é uma constante.

No fundo, é a TRADIÇÃO DA ECONOMIA MISTA.

A economia mista está nos melhores textos de Marx, inclusive no “Programa” dos Pontos do “Manifesto Comunista”, um programa de economia mista.

Está nos documentos da Internacional.

Está em Bersnstein, nos Possibilistas, nos textos de Kaustsky.

Também faz parte da Tradição do Trabalhismo inglês e escandinavo. No modelo da Noruega, Suécia, Dinamarca e Finlândia.

Depois, reaparecem no NEP de Lenin, especialmente em Bukharin.

Também faz parte do melhor de Kruschev e, depois, em Tito e na China, no maoísmo, sendo consagrado no ideário do “mercado socialista”, da China atual.

A economia mista é o “socialismo de mercado”, presente em todas as Democracias Populares, ligadas a URSS, tal como em toda a TRADIÇÃO DO SOCIALISMO DEMOCRÁTICO, na Europa, e na Tradição da Democracia Cristã europeia.

Também está na experiência do New Deal de Roosevelt.

A mesma Tradição da economia mista está no Nacionalismo anti-imperialista, do Nasserismo, do Varguismo, do Trabalhismo, do Nacionalismo, de Mandela, do Socialismo Trabalhista da Índia, de Cardenas no México, do Peronismo, do Irã, da Indonésia, do Socialismo budista do Leste Asiático etc.

A economia mista está consagrada em autores como Oskar Lange, na Polônia. Também está nos textos de F. Behrens e A. Benary, na Alemanha Oriental, no início da década de 50.

Foi mais consagrada ainda depois de 1956, com economistas como O. Sik, J. Kosta, J. Kornal, W. Brus, Kalecki e outros.

Faz parte do melhor da experiência da “Primavera” de Praga.Tal como está nos melhores textos de Tito, do socialismo cooperavista, da Iugoslávia.

A economia mista está presente nos melhores textos do Eurocomunismo, especialmente no PCI, no PCF e no PC Espanhol. Há ótimos textos de Marchais, de Berlinguer e outros.

Os melhores textos de Maurice H. Dobb (1900-1976), como “Estudos sobre o Desenvolvimento do capitalismo” ou “Planejamento socialista, alguns problemas” (1970), sobre as relações do mercado e do plano o equilíbrio entre produção de bens de produção e produção de bens de consumo.

Também faz parte dos textos de Gramsci e de Perry Anderson. E está também nos textos de Paul Sweezy.

Está nos melhores autores do PCB do Brasil, como está em Samir Amin e outros.

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