Peron foi apoiado por católicos e por comunistas, pois, o peronismo era e é uma de forma de socialismo apoiada pela Igreja, expressão da Doutrina da Igreja

Na Argentina, no ano de 1973, os comunistas, pelo Partido Comunista Argentino, apoiava Peron. 

Peron apoiava inclusive as reformas de Mao, como declarou no jornal “La Nación”:

“Há um exemplo que está patente e vivo: a China. Era um país onde anualmente morriam de fome de doze a quinze milhões de habitantes, porque a produção alimentícia, de acordo com o emprego dos habitantes, não bastava para todos. A sabedoria do sistema instaurado na República Democrática da China abriu lugar para a mulher, e hoje ela produz ao par do homem. Esse país, onde anualmente morria de fome um setor de grande importância, não somente satisfez suas necessidades, mas conseguiu seu desenvolvimento em todos os órgãos, e hoje em dia dá-se ao luxo de exportar comida” (“La Nación”, 28-8-73).

O velho Peron sabia que as pessoas são livres, mas condicionadas. Sobre isso, disse: 

“O homem não intervém senão subsidiariamente na evolução (histórica). A evolução é obra do determinismo e às vezes do fatalismo histórico (…). Assim, fomos feudais, demo-liberais, hoje socialistas; porque o mundo vai indubitavelmente nessa direção, e não sabemos o que seremos na etapa universalista, talvez mais próxima do que todos nós imaginamos” (“La Nación”, 1-9-73).

Peron ajudava Cuba, tendo prometido dar um empréstimo de um bilhão de dólares a Cuba.

O Partido Comunista argentino  realizou um Congresso e, no final, apoiou a candidatura de Peron, constatando que “grandes massas do Peronismo estão operando uma ampla rotação para a esquerda”, além de apontar as coincidências que há entre Peronismo e comunismo (“La Nación”, 24-8-73).

Neste mesmo Congresso, o Secretário do PC elogiou os projetos de reformas sociais, enviadas pelo Poder Executivo, ao Congresso. Elogiou ainda a restituição da liberdade para o PC, o reconhecimento dos governos de Cuba, Vietnã do Norte, Coréia do Norte, bem como da República Democrática Alemã (cf. “La Nación”, 21-8-73).

Argentina e URSS tinham inúmeras relações econômicas. Os Russos declararam, na época, sempre apoiaria os “países de democracia popular, entre os quais, a seu juízo, se encontrará a Argentina” (“La Nación”, 29-8-73).

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