Brasil tem latifúndios de 40 milhões de hectares. Cada quilômetro quadrado tem cem hectares. Assim, há latifúndios do tamanho de 40 mil quilômetros quadrados, o que dá oito DFs.

Antes, o maior era o latifúndio da firma de Cecílio Rego, de oito milhões de hectares (quase três Suiças, quase um Portugal, que tem nove milhões de hectares de território).

Diante deste absurdo e crime, resmungamos e protestamos: “é demais!” 500 hectares já seriam demais, deveria ser o teto constitucional (provisório, até ser diminuído), como busca o projeto de emenda constitucional da CNBB.

Os quarenta ou os oito milhões de hectares não são fruto do suor do rosto de Cecílio (este vivia em escritórios, casas ou carros , todos com ar refrigerado). O “título” de propriedade é fruto da grilagem (cf. a boa reportagem do jornalista Policarpo Júnior, da revista “Veja”) etc.

Tal como os mártires agiam perante situações iníquas, não aceitamos estes latifúndios. Muito menos o domínio asqueroso e obsceno de alguns dezenas de banqueiros ou o controle econômico das multinacionais, que reduz o Brasil à situação de colônia.

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