Estatais são coisas antigas, hiper Tradicionais, bem anteriores a Marx

Engels, numa nota de rodapé, no livro “Do socialismo utópico ao socialismo científico”, reconhece claramente que as estatais são coisas antigas, bem anteriores ao marxismo. Vejamos trechos de Engels: 

“… a nacionalização só representará um progresso econômico, um passo adiante para a conquista pela sociedade de todas as forças produtivas, embora essa medida seja levada a cabo pelo Estado atual, quando os meios de produção ou de transporte superarem já efetivamente os marcos diretores da sociedade anônima”.

“… recentemente, desde que Bismarck empreendeu o caminho da nacionalização, surgiu uma espécie de falso socialismo, que degenera de quando em vez num tipo especial de socialismo, submisso e servil, que em todo ato de nacionalização, mesmo nos adotados por Bismarck, vê uma medida socialista”.

“Se a nacionalização da Indústria do fumo fosse socialismo, seria necessário incluir Napoleão e Metternich entre os fundadores do socialismo”.

“Quando o Estado belga, por motivos políticos e financeiros perfeitamente vulgares decidiu construir por sua conta as principais linhas férreas do país, ou quando Bismarck, sem que nenhuma necessidade econômica o levasse a isso, nacionalizou as linhas mais importantes da rede ferroviária da Prússia, pura e simplesmente para assim poder manejá-las e aproveitá-las melhor em caso de guerra, para converter o pessoal das ferrovias em gado eleitoral submisso ao Governo e, sobretudo, para encontrar uma nova fonte de rendas isenta de fiscalização pelo Parlamento todas essas medidas não tinham, nem direta nem Indiretamente, nem ‘consciente nem inconscientemente, nada de socialistas”.

“De outro modo, seria necessário também classificar entre as instituições socialistas a Real Companhia de Comércio Marítimo, a Real Manufatura de Porcelanas e até os alfaiates do exército…”. 

As estatais existem há séculos. Existiram no modo de produção asiático, na Antiguidade clássica, na Idade Média, no Mercantilismo, e também nos séculos XVIII e XIX. No Brasil, Dom João VI, em 1808, criou o Banco do Brasil, e houve pilhas de outras estatais, como a CEF, o Correios, Ferrovias etc. 

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