O livro de Wayne A. Meeks, “As origens da moralidade cristã – os dois primeiros séculos” (São Paulo, Ed. Paulus, 1997), analisou bem as “virtudes” e os “vícios” descritos na Bíblia.

Virtudes são condutas boas (atos, que pela repetição viram bons hábitos).

Vícios são condutas ruins (atos, que pela repetição viram maus hábitos, vícios).

Virtudes são atos em adequação ao bem comum.

Vícios são atos prejudiciais ao bem de todos.

O bem é a plenitude da natureza.

O mal é a destruição da natureza, a ausência do bem, de algo requerido pela natureza, para a perfeição desta. 

Há uns 50 vícios (cobiça, embriaguez, ira etc) e outras tantas virtudes, referidas na Bíblia e nos escritos dos Santos Padres.

A conclusão é “listas de vícios e virtudes encontram-se espalhadas por toda a primeira literatura dos cristãos e, em sua maior parte, elas diferem pouco daquelas que poderíamos coletar… de filósofos e retóricos moralistas da mesma época” (cf. p. 22).

Claro, a natureza é a mesma em todos os seres humanos e a graça atua em todos. 

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