Hobbes cometeu erros, erros de absolutismo, combatendo principalmente as ideias democráticas de São Roberto Bellarmino, Doutor e Cardeal da Igreja Católica, tal como dos padres Molina, Mariana e outros.

Hobbes era cristão, de seu jeito, e cometeu erros mesmo. No entanto, há também ideias corretas, de construção de um Estado amplo, mercantilista, interventor na economia etc. 

Hobbes era cristão, não era ateu. O mesmo ocorria em Spinoza, panteísta e ligado também á Tradição estoica, que também defendia as linhas de um extenso Estado social, mas democrático, não absolutista. Spinoza elogiava Cristo, em vários de seus textos, era um judeu ecumênico, aberto. 

Hobbes seguia algumas idéias de Tertuliano sobre a corporalidade diferente de Deus, ponto tirado do estoicismo (com pitadas panteístas, apreciadas por Hegel e pelo jovem Marx) e de alguns textos bíblicos, de pontos da tradição judaica e de alguns Santos Padres.

Hobbes, um pouco como Spinoza, achava que Deus tinha uma forma de corpo (diferente do corpo humano) difuso, expressando a imanência divina, que é um dos atributos de Deus, ao lado da transcendência.

Da mesma forma, esta visão de Hobbes abarcava o ser humano, cujo espírito também teria como que certa materialidade (há alguma coisa parecida em alguns textos de Suarez, sobre a diferença das pessoas).

A ressurreição solucionava a questão da vida após a morte.

Esta concepção vem de Taciano, de Tertuliano e dos estoicos, tal como está na antropologia hebraica, que destaca que o ser humano é um todo. Há pontos comuns em Aristóteles, no hilemorfismo, esposado ainda pelos estóicos e também pela Igreja).

O humanismo cristão é fruto de uma síntese do humanismo hebraico com o humanismo da Paidéia, e a influência estoica, pelo apego ao corpo na estrutura humana, gerou ideias que fazem parte do acervo das ideias de Hobbes.

Em Justo Lipsio, um grande católico estoico, há pontos comuns. 

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