Os judeus consideram a morte, tradicionalmente, como o reencontro com os pais, no Sheol, até a ressurreição.

O morto continua vivo, só o espírito, num processo de construção de corpo espiritual, de espiritualização, ao modo dos anjos. A alma não é um vácuo, e sim algo que existe, inclusive só podendo estar num lugar de cada vez, pela presença. 

Há pilhas de textos rabínicos que ensinam que o morto tem poderes psíquicos, mantém relação com os vivos e intercede pelos vivos.E os mortos podem mesmo aparecer. Os judeus não são espíritas, não invocam mortos, nem mantém diálogo com mortos, mas sabem que os mortos estão vivos, ao modo de anjos. 

Os rabinos ortodoxos aceitam a prática de orar pelos mortos e para conseguir a intercessão dos mortos como uma prática de origem bem remota e antiga. Cada filho judeu é obrigado a rezar pelo pai, durante dez dias, para ajudar no processo de purificação do morto. 

Um dos principais deveres do filho é rezar pelos pais mortos. Estes antigos pontos da fé hebraica foram mantidos no catolicismo.

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