Miséria e desigualdade nascem de péssimo sistema tributário. Boas lições do economista irlandês Mar Morgan Milá, em palestra no IPEA, em Brasília, final de 2017

O grupo dos 1% mais ricos do Brasil têm cerca de 1,4 milhão de pessoas, com renda anual acima de R$ 287.000,00. 

Os ultra-ricos, o 0,1% mais rico do Brasil, é composto de 140 mil pessoas, com renda mínima anual de R$ 1.400.000,00. 

A renda média anual de toda população é de R$ 35 mil reais. 

As alíquotas de herança variam entre 2% a 4%. Nos outros países, chega a 30%, em média. Ou seja, temos um dos menores impostos sobre a herança, do planeta. 

A tributação das fortunas, no Brasil, fica em torno de 5%. A tributação da mais valia é pífia, praticamente igual aos paraísos fiscais (Brasil é paraíso fiscal para ricos). 

Os mais pobres pagam 30% de sua renda em impostos indiretos sobre coisas como luz, alimentação, roupas etc. 

Os latifundiários praticamente não pagam impostos. Os grandes empresários, também, pois não é tributado a renda oriunda de dividendos nas empresas. 

No Brasil, o sistema tributário é profundamente injusto. 

O Brasil é um dos únicos países, do mundo, a não taxar dividendos distribuídos à pessoa física.

Em suma, os pobres pagam altos tributos. Os ricos, pouquíssimo de tributos. Os ultra-ricos praticamente estão isentos. 

 

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