A Sociedade Fabiana defendia um socialismo trabalhista cristão, anglicano, semi-católico. O Partido Trabalhista, no Reino Unido, seguiu, em geral, a orientação fabiana, em boa consonância com a doutrina social da Igreja. 

Os fabianos ensinavam que “o Estado devia tomar conta imediata da administração de todas as ferrovias, canais, telégrafos, telefones, e de todos os monopólios de caráter geral ou nacional”. A mesma linha de Alceu e de Pio XI, na “Quadragesimo anno” (1931). A linha elogiada pelo grande jurista Osny Duarte Pereira, nos seus escritos nacionalistas, sobre o ferro, o aço, as minas, o petróleo, florestas etc. 

Os fabianos ensinavam que “as corporações” (órgãos, Municípios) “administrativas locais tomariam conta do fornecimento da água e da luz, das docas, dos mercados [Mercados públicos, estilo shopping municipal, com boxes], tramways [bondes sobre trilhos], onibus, agências de empréstimos sobre penhores, navegação fluvial [pequena]; enfim, de todos os monopólios locais”. 

Conclusão: modelo bem próximo da Doutrina da Igreja. Em breves palavras, economia mista. Parte estatal, setor estatal da economia, ativos públicos, em boa síntese com vasto setor privado, de micros, pequenas e médias empresas familiares. Estatais, cooperativas, sindicatos e micros, pequenas e médias empresas familiares, tudo em boa síntese. 

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