Até Francisco Franco estatizou a ITT, a telefonia, na Espanha. Até ele….

Após a Segunda Guerra, houve uma série de estatizações na Europa, na França, com De Gaulle; na Itália, com a Democracia Cristã; na Inglaterra e no Norte da Europa, com os partidos trabalhistas. Esta linha era tão correta que, até Francisco Franco, ditador na Espanha, no início de abril de 1945, anunciou que o Estado compraria 80% das ações da Companhia Telefônica da Espanha, que estavam em mãos de estrangeiros, especialmente da maldita ITT.

A ITT foi uma das principais multinacionais que deram o golpe em Salvador Allende, em 1973. Brizola estatizou a ITT, no RS. 

Franco gastou 60 milhões de dólares (600 milhões de pesetas). Destes 600 milhões de pesetas, 500 milhões foram em bonus do Estado, só pagando cem milhões na hora. E, assim, o capital da Companhia Telefônica da Espanha se tornou do Estado. Primo de Rivera criou a Companhia Telefônica da Espanha e, no início, a ITT era a principal acionista. Na época de Franco, os falangistas mesmo defendiam a estatização da Companhia Telefônia, da telefonia.

A ITT, no entanto, no acordo, arrancou um benefício imenso, pois manteve o controle da firma Standart Elétrica, que abastecia, com exclusividade, a Companhia Telefônica. Ou seja, o material elétrico e telefônico era fornecido pela Standart, da ITT, para a Companhia Telefônica. A estatização foi parcial, pois a ITT continuou a faturar com a telefonia.

Conclusão: reestatizar a telefonia, no Brasil, é algo essencial. Até Franco fez isso, parcialmente, para atender reivindicações do povo. Só neoliberais podem defender que a telefonia pertença a empresas privadas e, pior ainda, a companhias privadas (oligólios, corporações) multinacionais. 

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