A ONU é a precursora de um Estado mundial, pelo Projeto de libertação da Igreja

A expressão “direito natural” significa, no fundo, as idéias (regras) práticas, racionais e verdadeiras presentes na consciência do povo, ou seja, de cada pessoa. Afinal, o povo é um conjunto das pessoas. Nesta linha, Maurice Hauriou associava o jusnaturalismo à democracia, opinião respaldada na “Declaração da Independência” dos EUA e na “Declaração dos direitos do homem e do cidadão” de 03.11.1789 (no preâmbulo, declara “os direitos naturais, inalienáveis e sagrados do homem”, citando Deus). Há a mesma demonstração em centenas de outros documentos políticos essenciais, inclusive na “Declaração dos Direitos Humanos”, da ONU, de 1948.

O texto da “Declaração da ONU”, com uma correção feita por Austregésilo de Athayde (um católico, ainda que permeado de erros liberais, mas católico), teve o aval do Vaticano, como pode ser visto nos discursos de João XXIII, Paulo VI ou João Paulo II.

Pio XII, na “Radiomensagem de Natal” (n. 42), em 1956, atestou que “o programa, que é a base das Nações Unidas”, visa a “convivência dos povos” de forma ética, uma vida social pautada pelo bem comum. Neste documento, Pio XII pedia o fortalecimento da ONU, para que esta pudesse tornar-se, aos poucos, um Estado mundial, para evitar guerras, exigir o desarmamento geral. Esta foi exatamente a linha de João XXIII, defendendo a criação de um Estado mundial democrático e participativo (uma forma de Confederação ou Federação mundial).