Jackon de Figueiredo, antiliberal, nacionalista jacobino e feroz anti-plutocrata, segundo Alceu Amoroso Lima

Vejamos como Alceu descrevia seu mestre, Jackson de Figueiredo – “Jackson era um conservador, um tradicionalista, um antiliberal, mas ao mesmo tempo um nacionalista jacobino e um feroz antiplutocrata. Amando a luta, empenhava-se a fundo no combate. Aí se revelava um excepcional polemista. O fato de haver nascido no Norte, mantendo intactas as características de seu temperamento violento e desabusado, era tido como um ‘cangaceiro que a Igreja acorrentou’. Certa vez, ao abraçá-lo, Afrânio Peixoto surpreendeu-se com uma arma que trazia à cinta. Não resistindo à curiosidade perguntou-lhe: – Para que essa arma? – E ele prontamente: – Para quê? Para defendê-la. Não entendendo a resposta, Afrânio insistiu: – Defender a quem? E Jackson sem se perturbar: – A Igreja. Mais que um violento era um romântico. (LIMA, 2000, p. 188).

No fundo, era uma linha parecida com a do padre Júlio Maria, do Cardeal Leme, rejeitando o liberalismo econômico (o capitalismo), buscando reformas sociais, nacionalismo econômico, defesa dos pobres etc.