Descartes, católico, discípulo de Francisco Suarez

Como ensinou Descartes, que foi um grande católico, no “Discurso do método”, a ciência (inclusive o direito, a “ciência jurídica”), tal como os “ofícios de nossos artesãos”, deve ser utilizada para “fins” éticos como “nos tornar senhores e possuidores da natureza” (cf. mandamento no Gênesis 1,26) e “contribuir para aperfeiçoar a vida humana”.

O núcleo mais profundo das idéias de Descartes está no aristotelismo, ponto que Leibnitz e Juan de Raey 1622-1701) deixaram claro. O melhor do cartesianismo vem da Paidéia e da Bíblia. Afinal, Descartes tinha as obras de Suárez como obras de cabeceira, o mesmo ocorrendo com Grócio e Leibnitz, dois protestantes ecumênicos que buscaram a união entre católicos e protestantes, superando a cisão ocorrida na Igreja. No texto de Descartes, fica claro que o direito natural é a ciência do bem comum, é o conjunto das regras práticas e racionais exigidas pelo bem comum, as regras que devem pautar a sociedade para que o convívio social seja benéfico a todos.

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