A religiosidade de Stuart Mill, defensor de uma democracia popular cooperativista

Sobre a religiosidade (chamada de “idealismo”, por Bakunin) de Stuart Mill, vejamos um pequeno texto de Mikhail Bakunin, do livro “Deus e o Estado” (São Paulo, ed. Cortez, 1988, p. 22):

“Mas há um pequeno número de homem ilustres, dos quais ninguém ousará falar sem respeito, e dos quais nada poderá colocar em dúvida nem a saúde vigorosa, nem a força de espírito, nem a boa fé. Basta que eu cite os nomes de Mazzini, Michelet, Quinet, John Stuart Mill. Almas generosas e fortes, grandes corações, grandes espíritos, grandes escritores, o primeiro, regenerador heroico e revolucionário de uma grande nação, são todos apóstolos do idealismo, e desprezadores, adversários apaixonados do materialismo, e, conseqüentemente, do socialismo, em filosofia tanto quanto em política. É, pois, contra eles que é preciso discutir esta questão”.

Mazzini, Michelet (também dizia: “o povo é a voz de Deus” e escreveu uma linda biografia de Santa Joana d’Arc nesta linha), Edgar Quinet, Mark Twain, John Stuart Mill, Walt Whitman e outros escritores eram democratas avançados, fundamentando suas teorias econômicas e políticas em idéias religiosas. Stuart Mill defendia um socialismo democrático, uma democracia popular. 

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