155 milhões sem alimentos básicos. Bastaria tributar os bilionários e multimilionários para erradicar a fome.

247 – Ao redor do mundo, 155 milhões de pessoas estão em situação de crise alimentar, ou seja, com dificuldade de acesso a alimentos básicos, aponta relatório que será publicado nesta sexta-feira (9) pela ONG britânica Oxfam. 

Além deste grupo, mais de meio milhão de pessoas vivem “em condições próximas à fome”, um aumento de seis vezes em relação a 2019. 

A Oxfam atribui a fome crescente no mundo ao “coquetel explosivo dos três Cs”: “conflitos, Covid-19 e mudanças climáticas”. 

Das 155 milhões de pessoas em situação de crise alimentar, duas em cada três vivem em um país em conflito. “O desemprego maciço e a grande interrupção da produção de alimentos levaram a um aumento de 40% nos preços globais dos alimentos, o maior em mais de uma década”, acrescenta a ONG. (Com informações do Globo). 

Valorizar os Recursos Humanos, ampliar a capacitação, educar as pessoas. Eis o núcleo de um Estado social, de um socialismo democrático.

A “valorização dos recursos humanos” é o ponto principal da erradicação da condição proletária (cf. “Centesimus”, n. 33; e “Populorum Progressio”, n. 33-42). A principal “riqueza” de um povo é a educação, o aumento da sabedoria prática, da inteligência, a melhoria da afetividade, o aumento da criatividade, da quantidade de “conhecimentos, técnica e saber” (cf. “Centesimus”, n. 32), das pessoas, sendo isso muito mais importante que os outros “recursos naturais”.

Frei Boaventura já lembrava que “a Igreja Católica aceita e defende os elementos verdadeiros da religião natural”, ou seja, aceita tudo o que é racional, é bom, correto, digno de elogios (na expressão de São Paulo), digno do Consenso, gerado pelo diálogo.

Nietzsche, em seu ódio a Igreja, viu corretamente que o Cristianismo ama a democracia, o socialismo, ama levantar os doentes, levantar os mais pisados, os marginalizados, “vivifica” cada pessoa, entusiasmar (estado de graça). O que Nietzsche não entendeu é que a ética cristã é uma ética de vida, de poder para os pobres, para todos.

Os melhores textos de Euclides da Cunha, de defesa dos camponeses e seringueiros, também seguiam a linha socialista cristã.

Esperança é viver esperando e lutando pela Democracia Participativa. Há a mesma explicação, em Clóvis Pinto de Castro, “Por uma fé cidadã” (São Paulo, Ed. Loyola, 2000).

Infiltrados fazem vandalismo, nas manifestações contra bolsonaro. Provocações. Agentes provocadores.

Lembram que Veja disse que Bolso poria bombas em 1986, para atribuir a esquerda e gerar VOLTA da ditadura militar ?

Há investigações em curso que mostram que são INFILTRADOS, ou seja, os vândalos são bozos infiltrados, que fazem barbaridades, para atribuir isso a Oposição. Re: Vandalos ateiam fogo em agência bancária após ato contra Bolsonaro 

Este tipo de coisa foi feito em várias ocasiões. São AGENTES INFILTRADOS, AGENTES PROVOCADORES. Nas guerras, Hitler colocava nazistas com uniforme de poloneses, para atirar nas tropas alemães e permitir, assim, ataques nazistas que eram camuflados como atos de defesa. Não eram defesa, eram ataques feitos com o manto de Agentes provocadores. 

No Reino Unido, em  outubro de 1924, houve a Carta Zinoviev, uma carta falsa atribuída a Internacional Comunista, 

que ajudou os Torys a derrotar o Partido Trabalhista.  No Brasil, houve coisas semelhantes, como a carta falsa atribuída a Arthur Bernardes xingando o Exército, acho que em 1921 ou 1922. 

Houve ainda o Plano Cohen, falso plano, atribuído a Internacional, que gerou o Estado de sítio e ditadura. 

Houve ainda a Carta Brandi usada por Lacerda, e mais tarde, houve bombas jogadas pela direita, atribuídas a esquerda, para voltar a ditadura, 

Fizeram isso, no caso Rio Centro.  Geisel não aceitou e nem Figueiredo. 

Veja conta que Bolso fez plano que teve croqui publicado igual em 1986. 

Depois, os tais vândalos …..

são pessoas plantadas, tipo o depoente cavalo de Tróia desta semana que passou, 

infiltração,  contra inteligência. 

Hoover nos EUA era mestre em infiltrar, colocava infiltrados para colher informações 

e para gerar decisões malucas e depois prender os burros. 

Tipo jogar a isca e pegar.

Rede Brasil Atual mostra a grandeza de Eduardo Suplicy e a genialidade de Paul Singer. Economia solidária é embrião de socialismo democrático

O economista Paul Singer, morto em abril de 2018, foi um dos mais importantes pensadores e grande responsável pela difusão da economia solidária no Brasil. Agora, em São Paulo, passa a ser nome de lei que aguarda sanção do prefeito Ricardo Nunes. Foi aprovado na quarta-feira (23) o projeto de lei 197/2018, proposto pelo vereador Eduardo Suplicy (PT) e que homenageia Singer,

“Construído em parceria com sociedade civil por meio do Fórum Municipal de Economia Solidária, criará novas oportunidades renda a trabalhadoras e trabalhadores informais e não organizados de São Paul”, comemorou Suplicy nas suas redes sociais. “

O PL leva o nome de Paul Singer, homenagem ao economista que foi Secretário Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego dos governos Lula e Dilma, intelectual de fundamental importância para a concepção teórica desse tema no Brasil, quem certamente estaria comemorando essa conquista conosco.” A menção ao antigo companheiro, já havia sido feita em live de coGeração de renda

A Lei Paul Singer institui a Política Municipal e o Sistema Municipal de Economia Solidária, compostos pelo Conselho Municipal e o Fundo Municipal de Economia Solidária. Assim, serão formalizados parâmetros de desenvolvimento econômico baseados em princípios mais justos, democráticos e eficientes.

A justificativa do PL ressalta a economia solidária como uma forma de ampliação, incentivo e regulamentação das diversas ações que conferem o caráter justo e eficiente na geração de renda. Praticada em todo o mundo, tem características diversas que se adaptam à cultura local. No Brasil, a principal forma de economia solidária são as cooperativas.

A lei tem por objetivo fortalecer a autogestão, a cooperação, a gestão democrática e participativa, a distribuição justa das riquezas produzidas pela coletividade e ainda o desenvolvimento contínuo e sustentável. Comemoração dos 80 anos de Suplicy, ao lado de Lula.

Os primeiros socialistas eram pessoas religiosas e há sinais de religiosidade, mesmo em alguns que são tidos como ateus.

Mesmo Engels se casou perante um padre católico, dando enterro católico a sua esposa católica, Lizzie Burns. Engels também amava as Festas de Natal.

Lênin recebeu o batismo ortodoxo e casou-se inclusive com os ritos religiosos ortodoxos. Marx, em 1843, realizou seu casamento perante uma igreja luterana (e no civil).

Engels, quando sua esposa de fato estava morrendo, Lizzie Burns, uma católica irlandesa revolucionária, no leito de morte desta, em 1878, chamou um sacerdote e casou-se com a padecente. Depois, providenciou inclusive o enterro da esposa católica, num cemitério católico, em Londres. Vou postar, outra hora, o nome do padre católico e do cemitério católico, em Londres. 

Até Trotsky teve seu primeiro casamento celebrado por um rabino.

As biografias soviéticas, especialistas em seletividade extrema e ocultar o que fere o cânone artificial, praticamente escondem que Engels foi casado com duas católicas, duas irmãs, primeiro com uma e depois com a outra, após o falecimento da primeira.

O mesmo aconteceu no primeiro casamento de Stalin, celebrado por um padre da Geórgia, antigo colega de seminário de Stalin. Stalin estudou em escola religiosa no ensino médio e depois passou uns seis anos no seminário, só saindo no último ano, com praticamente toda a formação como padre ortodoxo da Geórgia, bem próxima do catolicismo. Stalin ficou cerca de dez anos, em escola religiosa, pré-seminário e seminário, até cerca de 20 anos, em 1898 (nasceu em 1878).

A esposa de Lênin tornou-se socialista devido a influência do tolstoísmo, de Tolstoi, uma corrente democrática, profundamente cristã. Tolstoi queria uma República cooperativista. E elogiou freiras polonesas, em textos de 1923 e mais tarde, perto de morrer. 

Estes aspectos (especialmente as expressões religiosas usadas em suas cartas particulares) de Lênin são ocultados pela literatura estalinista.

É certo que Lênin, tornou-se ateu e, tudo indica, morreu desta forma, mas em sua formação, em suas idéias e textos existem fortes elementos cristãos. Nas memórias de sua esposa, consta que mesmo no Natal do ano anterior de sua morte, ele participava das festas natalinas, montava sua árvore de Natal etc. Lenin tinha apenas um ascendente longínquo, judeu, o resto era parentes ortodoxos.

Engels amava a Festa de Natal, fazendo os bolos da Renânia, bebendo vinho renano, recebendo convidados etc.

A doutrina da Igreja e a economia mista, no mínimo, como boa forma de transição

A Igreja recomenda economia mista, controles dos preços, bancos públicos etc.

Galbraith foi um economista keynesiano, estruturalista, de esquerda. Defendia economia mista. Foi o Controlador geral de preços nos EUA. Sempre esteve na ala centro-esquerda do Partido Democrático, tipo um Sanders, em sua época. Defendeu um novo New Deal, defendendo as candidaturas do Partido Democrático nos EUA.

O livro “A sociedade justa” (Rio, Ed. Campos, 1996), de Galbraith, defende reformas sociais para combater as grandes fortunas privadas e para repartir as rendas. Galbraith nasceu no Canadá, mas viveu quase toda a vida nos EUA. Também foi Embaixador dos EUA na Índia.

No livro sobre a sociedade justa, ele se alinha com o Partido Social-Democrata Alemanha, formado por bons católicos e luteranos da Alemanha, para defender uma “economia justa”, baseada na “distribuição da renda e do poder”, na defesa do meio ambiente, defesa dos imigrantes etc.

Economia mista é uma fórmula para resumir a doutrina social da Igreja, que não defende nem capitalismo e nem comunismo (capitalismo de Estado, Estado como capitalista único, estatização de tudo).

A doutrina da Igreja defende, sim, a estatização de grandes meios de produção, cooperativas, difusão massiva dos bens via salários altos (política pública de elevação do salário-mínimo e pisos salariais para categorias etc.), reforma agrária, políticas de controle dos preços, políticas públicas de repartição de rendas, tributação forte dos ricos e apoio do Estado aos trabalhadores.

ANDRÉS MANOEL LOPEZ OBRADOR, grande Presidente do México. Um caminho para um socialismo democrático mexicano.

Andrés Manoel Lopez Obrador venceu porque há no México um movimento progressista de católicos de esquerda, lutando por Democracia participativa. A democracia participativa e social foi, também, no fundo, a base teórica do movimento zapatista, no México, e dos militantes da Igreja naquele país. Emiliano Zapata conciliava democracia, socialismo humanista campesino e religião, especialmente amor a Maria, Nossa Senhora, Mãe de Jesus.

México padeceu com neoliberais. Até 1993, o asqueroso presidente do México, Salinas, tinha privatizado 214 empresas estatais, doando, como fez FHC, ativos que valem centenas de bilhões por apenas 21 bi­lhões de dólares. Salina entregou para o setor privado os bancos e as siderurgias, além de companhias telefônicas e aéreas. Esta sangria e entrega de bens estatais (do povo) teve início em 1990 (os anos 90 repetiram a desgraça dos anos 70). Salinas privatizou mais de 50 estatais a cada ano, nos anos 1990, 1991, 1992 e 1993.

Em 1993, faltavam ainda 218 estatais, que o entreguista queria entregar. Enquanto isso, na França, o PSF estava ainda no poder, depois de 22 anos, com François Mitterrand, com erros, mas com alguma resistência ao neoliberalismo.

No México, boa parte dos leigos católicos militantes apoiou Andrés Manuel López Obrador, que ampliou a reaproximação Igreja e Estado, que ocorre principalmente desde os seis anos de governo do grande Lázaro Cárdenas, que estatizou o petróleo, em 18.03.1938 (deveria ser feriado, tal como a data da criação da Petrobrás, por Getúlio, no Brasil, em 03.10.1953).

A estatização do petróleo, no Brasil, ocorreu com o Decreto-lei n. 366, de 11.04.1938, onde Getúlio incorpora, ao “Código de Minas” (de 1934), o título “jazidas de petróleo e gases naturais”, determinando que estes todas as “jazidas de petróleo e gases naturais acaso existentes no território nacional” pertenciam à “União”, como “domínio” “imprescritível”.

Em 1938, Getúlio criou o Conselho Nacional do Petróleo, colocando ótimos nacionalistas na direção. Getúlio quase supera Cárdenas, como precursor da estatização do petróleo e isso tem quase um título mundial.

O socialismo democrático é o Caminho para a superação do capitalismo. A Aliança Progressista mostra isso.

As riquezas no mundo são muito maiores que o PIB, podem e devem ser divididas por um sistema tributário como o que defende Piketty e mais reformas e intervenção ampla do Estado. É preciso abolir o capitalismo financeiro, rentista, e o Estado apoiar a economia real, baseada no trabalho.

O PIB do mundo, em 2007, era de 56 trilhões. Os valores dos títulos negociados, no mercado financeiro, chegavam a 600 trilhões. Em 2014, apenas 85 bilionários tinham mais renda do que 3,5 bilhões de pessoas.

Como fica claro, somente ampla intervenção do Estado pode erradicar bilionários e grandes fortunas privadas e miséria e exploração do trabalho.

David Harvey e Paul Krugman apontaram corretamente que, após a 2ª. Guerra Mundial, o mundo caminhou para a superação do capitalismo, por medidas socializantes. Este é o caminho correto, interrompido na década de 70, por Reagan e Margareth Thatcher e, novamente, na década de 90.

David Harley conta que, quando escrevia o livro “Os limites do capital”, “tínhamos um Estado de bem-estar social”, os Estados intervinham na economia, existia alguma seguridade social, direitos trabalhistas e movimento sindical forte. A “contrarrevolução liberal” dos anos 70 destruiu parte deste movimento de superação do capitalismo, pela via do socialismo democrático e trabalhista.

O correto é retomar o caminho do socialismo democrático, pacífico, gradual, reformista, nos moldes do socialismo pré marxista, cristão.

O ideal de socialismo democrático de uma Democracia Plena, economia do trabalho, República do Trabalho, da Doutrina social da Igreja

A doutrina social da Igreja (a ética social cristã), que é a ética cristã e natural, defende ideias práticas que geram e configuram a fórmula de uma Democracia plena, Democracia econômica, economia do trabalho, República do Trabalho, com primado do trabalho.

A ética cristã e natural, as reivindicações do povo, quer uma Democracia Plena, especialmente Democracia econômica, economia do trabalho, com primado do trabalho.

Por isso, rejeita capitalismo, imperialismo, latifúndios, capitalismo financeiro rentista, grandes fortunas privadas etc. E não aceita erros estalinistas do “sorex” (“socialismo real”, tipo o da Coréia do Norte etc.) e nem erros da socialdemocracia, de ser conivente com erros neoliberais. 

Numa síntese, a ética cristã aponta uma mistura de extenso Estado social do bem-estar social, Democracia plena participativa, socialismo democrático, distributismo, economia mista baseada na economia popular (mercado socialista) etc. 

Pular para a barra de ferramentas