Arquivos para : mídia

Elogio de Ferdinand Lundberg, escritor nos EUA, contra a desigualdade social

Ferdinand Lundberg (1902-1955) escreveu obras como “As sessenta famílias da América”, onde mostra como a oligarquia financeira, nos EUA, é formada basicamente por 60 famílias, ultra-ricas.

Também atacou o Império de Rockefeller e de Hearts, atacando o controle das corporações sobre a mídia, petróleo, os trustes, cartéis etc. Mostra como há inteligência nos EUA, e como os trabalhadores dos EUA são nossos aliados. 

Eugênio Gudin, um dos piores neoliberais do Brasil, servo das multinacionais

Como explica Darcy Ribeiro, no livro “Aos trancos e barrancos” (2 edição, p. 1906), Eugênio Gudin, um dos piores e mais entreguistas economistas do Brasil, iniciou a carreira trabalhando para a Light, “e nunca mais desmama das tetas das multinacionais que sangram o Brasil”.

Gudin foi Ministro da Fazenda do traíra Café Filho, após o golpe contra Getúlio Vargas, em 1954. A Light foi uma das piores multinacionais que operaram no Brasil, controlando vastas porções da mídia e dos políticos.

O Jornal Nacional da Globo é o Repórter Esso, ou seja, o controle do imperialismo sobre a consciência nacional

O livro de Fernando Morais, “Chatô, o rei do Brasil” (São Paulo, Ed. Companhia das Letras-Schwarcz Ltda, 1994, p.673), mostra, nas palavras do próprio Chatô, como a Standard Oil, o maior truste de petróleo do mundo) controlou e controla boa parte do telejornal e do radiojornal no Brasil. 

A Standard oil é a Esso no Brasil, a Exxon, e outros nomes, todos sob controle da família Rockefeller. Especialmente, Nélson Rockefeller, quatro vezes governador do Estado de Nova Iorque, uma vez vice-presidente, no governo Ford. 

Chatô explicou “o papel abominável da Esso Standard”, que era responsável por “70% da publicidade norte-americana, de firmas” operando aqui. Este fluxo de ouro (dólares) mantinha o grupo Diários Associados, de rádio, tv, jornais e revistas. E mantinha no sentido de controle mesmo. 

As multinacionais bancavam (controlavam) a mídia, para que esta atuasse como relações públicas do grande capital internacional.

Pois bem, uma das formas era pelo “Repórter Esso”, o carro-chefe de notícias na TV Tupi e no império do Chatô. Quando Chatô se opôs aos Acordos Time-life (do senhor Henry Luce, republicano dos EUA) com a Globo, “em 24 horas”, a “Esso Standard” “tirou as ordens que tinha conosco”, desviando o colossal fluxo de recursos para as empresas Globo. Chatô atribuiu isso a Henry Luce e a Nélson Rockefeller, mostrando que isso era uma conspiração para o controle do sistema de rádio e TV pelo imperialismo, um “colonialismo cultural”.

O “Repórter Esso” foi transferido para a Globo e depois teria como nome o “Jornal Nacional”, o verdadeiro ópio do povo, o meio de hipnose e controle da consciência nacional. 

Chatô omite que isso era feito antes por ele mesmo, nas décadas de 40, 50 e 60. Chatô era o principal defensor das privatizações, da abertura ao mercado exterior, do fim do protecionismo, da desregulamentação da economia, do livre mercado. O mesmo papel que a Globo fazia, e passará a fazer quase como monopólio.

Hoje, esta tarefa de escravização é feita por Nove Famílias, que controlam o Cartel da Mídia, o Oligopólio da Mídia, no Brasil, que não passa da voz do Grande Capital privado. 

Malcolm X descreveu bem o poder nefasto da oligarquia da Mídia, uma oligarquia satânica e perversa

Malcolm X (1925-1965) escreveu: “A mídia [a oligarquia da mídia] é a entidade mais poderosa na Terra. Eles têm o poder de tornar o inocente culpado, e o culpado, inocente; e isso é poder. Porque controlam as mentes das pessoas”. 

O correto é a solução inglesa da BBC, uma estatal que controle as grandes emissoras de Tv e rádio, deixando milhões de pequenas mídias para os pequenos negócios familiares. O mesmo na Itália, com a RAI.

Os Marinhos, Cidadãos Kane, os principais oligarcas da mídia no Brasil

Passo a transcrever ótimo texto “Do GGN – A Agência Bloomberg, uma das maiores agências financeiras do planeta, acaba de publicar reportagem crítica sobre as Organizações Globo (http://migre.me/uQ44H). De autoria do repórter Blake Schmidt, a reportagem começa lembrando a fortuna da família Marinho, a dimensão da Globo frente a concorrência e o fato dos Marinhos ocuparem 3 das dez posições do Índice Bloomberg de Bilionários para o Brasil.
Diz que a história da Globo se confunde com as trevas do regime militar brasileiro e esse legado ainda assombra os Marinho. A reportagem cita partidários de Dilma afirmando que a cobertura de notícias pela Globo ajudou a preparer o processo de impeachment.
Entrevistado, o historiador João Braga informa que o “Globo foi um dos grupos empresariais qiue se beneficiaram da era da ditadura militar”. Diz mais: “Há grupos hoje que enxergam na Globo nào apenas um adversário de Dilma, mas um agente do golpe”.
A reportagem menciona a reação contra a Globo nos piquetes e manifestações contra o impeachment e o lema “o povo não é bobo, abaixo a rede Globo”.
Cita um artigo do Guardian em abril lembrando o golpe militar e mencionando que a Globo atua hoje em dia de forma semelhante para agitar para o brasileiro rico. João Roberto Marinho, presidente do grupo, enviou uma carta para o Guardian, mas recusou-se a comentar o artigo da Bloomberg.
A reportagem vai além. Diz que além do império de mídia, a fundação dos Marinhos também projetou seis museus, “dando à família o domínio na formação da narrativa histórica e cultural da Nação”.
A reportagem diz que a Globo é mencionada 40 vezes em um relatório de 229 páginas publicado em dezembro pela Comissão da Verdade do Rio de Janeiro, descrevendo as relações comerciais entre Roberto Marinho e a ditadura. Menciona o embaixador norte-americano descrevendo-o como o articulador principal do regime militar.
Diz que essa relação com os militares permitiu à Globo montar a parceria com a Time-Life, que aportou US$ 6 milhões entre 1962 e 1966, 30 vezes o capital do grupo brasileiro na época.
A reportagem lembra o documentário “O Cidadão Kane” sobre Roberto Marinho, mostrando os laços do grupo com a ditadura. 
— Updated: 12/12/2018 — Total visits: 42,498 — Last 24 hours: 47 — On-line: 0
Pular para a barra de ferramentas