Arquivos para : hoje

O INQUISIDOR MORODALLA. O JULGAMENTO ABOMINAÇÃO, que deveria ter um Zola ou um Voltaire, para desmascarar

Teori morreu (ou foi morto) depois de criticar Moro.

Teori criticou Moro, dizendo que ele devia OUVIR AS DUAS PARTES. 

Pelas matérias de Glenn, Moro deve ter dado gargalhadas.

MORO OUVIA 24 horas o MPF. E dava bronca, mandava, dava dicas, conselhos, orientação, ao servo Dallagnol quase 24 horas por dia, começando às vezes as 8h e indo até quase três da madrugada.

Como um Janos, a equipe MORODALLA trabalhava afiada, juntos, trocando ideias, formulando planos juntos, como um Escritório de MP Juiz da causa, Inquisição pura.

Pior que Inquisição, pois na Inquisição existiam mais juízes. No caso era só Moro. Para superar Torquemada, faltou apenas a tortura, mas esta existiu, pois a esposa de Lula morreu de tristeza, ao ser atacada por um dilúvio de FAKES. 

No jornal Estadão, hoje, MORO praticamente confessa. Diz que conversava pessoalmente e por aplicativo (telegram), DINAMICAMENTE, com o MP, mas que as “decisões” ocorriam nos autos (formalmente, claro).

A CONVERSA DINÂMICA, pessoal e por aplicativos, é chamada de CONLUIO, por tudo que é jurista do mundo. 

Não contente, MORO ouvia tudo o que o réu e os ADVOGADOS dos réus diziam, pois todos os celulares estavam GRAMPEADOS, por ordem de Moro. GRAMPEAR TELEFONES de todos os advogados de LULA é outra ABOMINAÇÃO clara. 

A PF gravava tudo, imprimia e entregava on line para MORO e o MPF. Assim, a equipe MORO DALLAservo e a PF OUVIAM tudo. Só não ouviam os pedidos nos autos dos advogados de Lula. É outra ABOMINAÇÃO. 

Há quem diga que, além disso, MORO e seu Dalla recebiam INFORMES de quem ouve TUDO mesmo, da NSA, FBI, CIA, MI 6 etc. 

Um juiz só deve ouvir as partes através de petições formais e públicas nos autos, dando ciência a outra parte para falar.

Se uma parte quiser falar com o Juiz, deve pedir audiência e o Juiz deve dar ciência a outra parte, para esta estar presente.

Só em pedidos liminares o Juiz recebe só uma parte e não deve, EM REGRA, decidir nada, sem OUVIR a outra parte, audita altera partem.

O julgamento de LULA foi uma PARÓDIA.

Para piorar, as NOVE FAMÍLIAS que controlam toda a MÍDIA MACRO COMERCIAL no Brasil despejavam DILÚVIO DE FAKES contra Lula.

Para completar, existiam MILHARES DE VAZAMENTOS de documentos nos autos contra LULA. VAZAMENTOS ILEGAIS.

Pelo que informa Glenn, a própria atribuição a Lula do apto triplex, que nunca foi de Lula, foi feita com base em notícia fake da Globo e ainda tiveram a coragem de alterar a notícia, mudando o lugar do apto, falsamente atribuído.

Para piorar ainda mais, a “prova” contra Lula é a delação PREMIADA de um corrupto.

Ou seja, o corrupto foi perdoado praticamente, bastando dizer o triplex é de Lula.

E esta testemunha comprada é a “PROVA”.

Para piorar, em cada ato de corrupção, por exemplo, um prefeito, há um ato de corrupção oficial (um decreto ou contrato etc, ato de ofício ilícito e determinado) e há uma PROPINA (o corrupto passivo agente público recebe um bem ou dinheiro, propina).

No caso de Lula, o próprio Moro confessa que não foi provado nenhum ato de ofício determinado, nenhum ato de corrupção.

E a propina seria o triplex. O triplex que não da propriedade de Lula, não foi posto em seu nome ou de laranja, e que Lula nunca teve a posse.

Só tem a palavra do corrupto comprado por prêmio, delação premiada, dizendo “o triplex é de Lula”.

TRATA-SE DE CASO EVIDENTE DE LAWFARE, usar o Judiciário, numa guerra híbrida, contra um adversário político.

UM JULGAMENTO ABOMINAÇÃO, que o STF deve anular dia 25 de junho. 

Gramsci também mostrou os pontos comuns entre Cristianismo, socialismo e democracia.

Gramsci descreveu a reaproximação da Igreja com o socialismo democrático e participativo

Gramsci, ao comentar a encíclica “Pascendi” de Pio X, reconheceu que Pio X “não combate… o pensamento moderno como tal”.

Não, Pio X, na análise de Gramsci, “fulminou o modernismo como tendência reformadora da Igreja e da religião católica, mas desenvolveu o popularismo, ou seja, a base econômico-social do modernismo, e fez dele, hoje, com Pio XI, o ponto de apoio de sua estrutura mundial”.

O que Gramsci chamou de “popularismo” (no fundo, populismo, ênfase no povo) é justamente a base do movimento social da Igreja, bem nítido na Ação Católica.

Trata-se da continuidade da linha histórica luminosa da Igreja, do rio da vida, especialmente na forma como a Igreja acolheu e participou na Revolução Francesa com os leigos católicos e parte dos Bispos, com a Concordata com Napoleão, e nas Revoluções de 1830 e 1848, com o apoio de Pio XI.

Depois, houve o reforço deste movimento com os textos brilhantes de Leão XIII, elogiados por Eça de Queiroz, Rui Barbosa e outros.

Para Gramsci, o “modernismo” era uma corrente complexa, com duas tendências principais: uma “social” e outra “científico-religiosa”.

Gramsci constatou corretamente que a Igreja aceitou a tendência “político-social que tendia a aproximar a Igreja das classes populares, portanto favorável ao socialismo reformista e à democracia”.

Esta tendência “político-social” era a retomada dos textos de grandes católicos do movimento iluminista católico e cristão.

Era a continuação da linha de Cristo, dos Santos Padres, dos Doutores da Igreja, de Morus, Suarez, Bellarmino, de Montesquieu, Mably, do padre Sieyes, do bispo Gregório, do Cardeal Consalvi, de Lamennais, Buchez, Ozanam, Tocqueville, Lacordaire e outros.

Na Itália, esta tendência explicita-se nos textos de Toniolo e no partido popular de Sturzo, que o próprio Gramsci reconhece que tem raízes no “neo-guelfismo antes de 1848”, tendo como expoentes o padre Gioberti, Rômulo Murri e a corrente da “democracia cristã”.

Manzoni, Gioberti, César Cantu, Carlo Cattaneo e centenas de outros autores (o próprio Cavour) precederam e prepararam a linha democrática e socializante de Romolo Murri-Luigi Sturzo.

Esta linha foi sucedida por Giorgio La Pira, Giuseppe Dossetti. Estes dois juristas participaram da Constituinte italiana, de 1946, tendo bons diálogos com Togliatti. Com Aldo Moro, esta tendência reforçou-se, buscando coligações com os partidos comunistas democráticos. Hoje, está presente no Partido Margarita, o Partido Democrático, que une católicos, socialistas e comunistas do antigo PCI.

Na França, esta tendência está ligada a Lamennais, Buchez, aos grandes românticos e depois retoma com elos como Charles Renouvier (1815-1903, no livro “O personalismo”, 1903), Marc Sangnier, Maritain, o personalismo de Mounier (1905-1950) e Lacroix.

Mais tarde, fica presente na presença e mesmo liderança católica na Resistência Francesa. Continua nos melhores textos de De Gaulle e, depois, na presença católica no Partido Socialista Francês.

Foi esta linha democrática e socializante que levou a coligações com os socialistas italianos especialmente a partir da segunda Guerra e depois de 1961.

Com Aldo Moro, houve mesmo a chance de uma coligação com os comunistas italianos, inspirados em Gramsci, Togliatti e outros defensores da política de mãos estendidas.

Norberto Bobbio, no livro “Teoria geral da política” (Rio de Janeiro, Ed. Elsevier, 2000, p. 335), mostra que estes autores católicos “partilhavam com os socialistas da oposição entre sociedade civil e Estado e da defesa da primeira [da sociedade] contra o segundo”, o que abona a proximidade entre socialistas democráticos e catolicismo.

Para Gramsci, a outra tendência do modernismo foi a “científico-religiosa”, com idéias sobre os dogmas, a “crítica histórica” etc. Foi esta principalmente a tendência perseguida mesmo por Pio X.

Mesmo em seu pontificado, de Pio X, com tantos pontos que um Alceu soube criticar, houve o aprofundamento do que Gramsci chamou de “popularismo”, mesclado com nacionalismo (intrinsecamente ligado ao romantismo e ao movimento democrático), especialmente nas antigas colônias, com os intelectuais nativos, gerando uma onda “nacionalista católica”.

Gramsci destacou, para provar sua análise, a aliança informal entre católicos e radicais com Herriot, em 1926, com a figura do “radical católico”.

Gramsci ressalta que estes movimentos coincidem com a condenação pelo Papa, em 1926, da Ação Francesa, de Maurras.

Edouard Herriot (1872-1943), amigo de João XXIII, foi Ministro das Obras Públicas no governo de Briand e organizou um “Cartel das Esquerdas”, em 1924. Participou da Frente Popular ligada a Blum, lá por 1936. Escreveu o livro “Os Estados Unidos da Europa”.

Na Bélgica, os bispos católicos redigiram, em 18.08.1925, uma carta coletiva aprovando a coaliação entre católicos e socialistas num gabinete ministerial.

Os bispos católicos da Inglaterra, da Suiça, da Áustria e de outros países seguiram a mesma linha de reaproximação, ratificando o movimento que já ocorria com marcos como o solidarismo, o socialismo de cátedra, no final do século XIX; e, antes, com o socialismo utópico e as lutas pela democracia.

Em 1926, houve também um bom discurso de Pio XI, no 35º aniversário da “Rerum novarum”, onde este Papa lembra que:

“os elementos sociais” [são mutáveis, especialmente as formas de] “organização da produção” [o mesmo raciocínio vale para as formas de poder, desde] “o trabalho primitivo da Idade da Pedra até” [às grandes unidades produtivas e isso vale para as demais] “instituições humanas, que não são perfeitas na sua totalidade, mas antes necessariamente imperfeitas e susceptíveis de mudanças”.

A análise histórica e sociológica de Gramsci estava corretíssima.

Tanto é verdade que Léon Bourgeois, que foi primeiro-ministro da França, o primeiro do partido radical, seguiu os passos de Charles Renouvier, na obra “Ciência da moral” (1869), com base no solidarismo, uma forma de socialismo democrático, que teve o apoio de Mounier e outros.

Na Espanha, os socialistas da Frente Popular eram liderados por políticos não-ateus e a Frente Popular teve o apoio de Maritain e outros expoentes do catolicismo.

A guerra civil espanhola teve excessos violentos praticados pelas duas partes e não deve ser confundida com os ideais republicanos anteriores.

Renouvier (1815-1903) foi um grande republicano cristão. Teve o mérito de ter sido um dos principais ideólogos da III República.

Como Gaetano Mosca e Bouthoul reconheceram, Renouvier “exerceu grande influência sobre os primeiros dirigentes da Terceira República”. Renouvier tinha como ideário, idéias como: “a lei moral está em todos porque está em cada um”, é “universal porque é eminentemente particular e inegavelmente própria e constitutiva de cada consciência”.

Renouvier defendia um “socialismo bastante extenso, mas que respeita escrupulosamente a liberdade e a autonomia dos indivíduos” (cf. Mosca, no livro “História das doutrinas políticas”, p. 370), defendendo uma República democrática e social. Seus textos também mereciam figurar em manuais da teologia da libertação nas CEBs e paróquias.

Os textos de Léon Bourgeois, como o “Ensaio de uma filosofia da solidariedade” (1902), esboçaram uma forma de socialismo democrático. Bourgeois chamou esta forma de “solidarismo”, unindo, numa síntese o melhor do pensamento democrático e socialista.

O solidarismo é um socialismo humanista, com liberdade. Bourgeois escreveu obras conjuntas com outros autores da mesma linha. Por exemplo, o “Ensaio de uma filosofia da solidariedade”, 1902, que tem textos de Charles Gide (1847-1932), Boutroux, Croiset e outros.

Nestes autores, há uma tentativa de síntese entre socialismo e democracia e parte expressiva concilia estas sínteses com o apreço ou o respeito à religião. denominou de “solidarismo”, unindo, numa saio de uma filosofia da solidariedade” (1902), esboçam um forma de socialismo.

Gramsci lembra que vários católicos aceitaram “fazer parte do Gabinete de unidade nacional de Herriot” e que “também aceitara colaborar com Herriot o chefe do grupo católico parlamentar francês, formado pouco antes. Estes católicos organizaram a Semana Social de Nancy de 1927”.

Esta Semana, no documento final, teve “conclusões favoráveis a uma maior participação feminina na vida política” e estas conclusões “foram aprovadas pelo Cardeal Gasparri, em nome de Pio IX” (ver estes textos no livro de Gramsci, “Cadernos do cárcere”, vol. IV, Rio de Janeiro, Ed. Civilização Brasileira, 2001, p. 195).

Gramsci constatou corretamente que entre os integristas e os modernistas, o Papa moveu-se numa linha média, a dos “jesuítas”. Também apontou que a aliança informal com os radicais de Herriot era a mesma do Partido Popular do padre Luigi Sturzo, na Itália e em parte a linha do Partido do Centro (basta ver Luís Windthorst, elogiado por Pio X, em 12.07.1912), na Alemanha. Na Bélgica, havia o mesmo movimento.

Conclusão: com Pio XI, especialmente com a mediação da Ação Católica (liderada, no Brasil, por Alceu Amoroso Lima, da linha de Maritain), vence a linha média, esposada pelos jesuítas e outros expoentes.

Gramsci constatou que “os jesuítas foram, indubitavelmente, os maiores artífices deste equilíbrio e, para conservá-los, eles imprimiram à Igreja um movimento progressivo que tende a satisfazer parcialmente as exigências da ciência e da filosofia”.

Do que jeito que a coisa vai, MILITARES APOSENTADOS vão ter APOSENTADORIA DOURADA, PEGANDO TODOS OS CARGOS, rumo a uma Ditadura fascista policial e militar, algo como a OKhrana….

Eu tomei como resolução, hoje, PARAR de xingar as pessoas, nem mesmo de idiotas. Levar a sério a frase de Cristo sobre “raca”. 

Não humilhar, não ofender as pessoas, não usar termos depreciativos, não envergonhar o próximo, não abater, não entristecer ou jogar no desespero pessoas que o destino colocou na minha vida. 

Afinal de contas, sempre odiei valentões, pessoas violentas etc.

Coragem é a pessoa passar pelos problemas da vida com um sorriso de alegria e com esperanças. Coragem é cultivar a mansidão de Cristo, a Paz, a bondade, a dignidade em nós.

Agora, vejam como as coisas estão indo no Brasil…

A Bancada da Bala quer recriar um Ministério da Segurança Pública, para coordenar as ações das Polícias estaduais.

Eu até não seria contra, se fosse um órgão democrático, aberto, humanista. Mas, num desgoverno que extinguiu os Ministérios do Trabalho, da Pesca etc, este tipo de coisa é totalmente errada.

Está correto o ex Ministro de FHC, Paulo Sérgio Pinheiro, e grandes Ministros como Marco Aurélio, que atacam os projetos fascistas para o Brasil. 

Economia socialista de mercado, economia mista, amplo Estado do Bem estar social, estatais, planejamento público, Democracia popular participativa, esta mistura é a marca das Fórmulas da Igreja

O melhor sistema é uma boa mistura entre sociedade civil, mercado e Estado.

A mistura que defendemos é uma síntese, que combina Distributismo (casas para todos, renda para todos via Renda básica), economia mista (economia socialista de mercado, estatais para os grandes meios e bens produtivos), amplo Estado do Bem Estar social (combinando o melhor que existe nos países escandinavos, França, Itália, Irlanda, Austrália etc), Democracia Popular Participativa (combinando democracia direita e indireta, nos moldes que Dalmo Dallari e Fábio Konder Comparato esboçam), economia solidária etc  

Esta mistura foi delineada por Franz Oppenheimer.

A Igreja aprecia textos de grandes caras, como Márcio Pochmann, Ladislau Dowbor, Haddad, Suplicy, tal como aprecia os GRANDES GARANTISTAS PENAIS, a base teórica da Pastoral Carcerária etc. E por isso a Igreja ama os grandes autores do campesinato, que inspiram o MST.

A China, HOJE, com a economia mista, é parecida com o Japão, de 1870 em diante (menos a militarização e o imperialismo), ponto que o grande católico Barbosa Lima Sobrinho demonstrou, tal como um historiador católico o fez, antes, lá por 1920. 

Economia mista foi o segredo do desenvolvimento da Alemanha, especialmente no século XIX até antes do nazismo, e depois, de 1949 a 1963, a era dourada da Democracia Cristã, em boas alianças com os socialistas democráticos.

Este modelo foi chamado de “capitalismo de Estado” (economia mista), e era basicamente o modelo de Lenin, principalmente com o NEP, o modelo que Bukharin quis desenvolver, e que teria mantido a URSS, numa trilha em aliança com o Trabalhismo, o catolicismo, os Socialistas democráticos, o New Deal etc.

O mesmo para a Itália, nas boas alianças entre Democracia Cristã, Socialistas e até com o PCI.

Da mesma forma, houve economia mista no protecionismo dos EUA, de Lincoln até o New Deal, até o governo de Kennedy, também até 1963, tendo Matheus e Henry Carey, como teóricos católicos. Os EUA se desenvolveram com amplo setor público, economia mista, ativos públicos, participação estatal, e não com base no capitalismo puro.

A economia não pode ser separada do Estado, e isso foi bem provado por Hans Kung, em obras como “Uma ética mundial para a economia e a política”, e Karl Polanyi (1886-1964), no livro “A grande transformação” (1944).

Lembro que autores neoliberais como Ludwig von Mises (1881-1973) e Friedrich August von Hayek (1899-1992) atacaram a ética social católica, como anti capitalista.O mesmo fizeram Milton Friedmann, e também Gudin e Roberto Campos, no Brasil.

O mesmo fizeram autores como Max Weber, no livro “A ética protestante e o espírito do capitalismo”, e também Werner Sombart, no livro sobre os judeus e a ética econômica.

Max Weber e Sombart criticaram a ética católica como anti capitalista, e estavam corretos.

A ética católica quer economia de mercado, mas mercado controlado, pautado pelo Estado e pela ética, com distributismo e amplo Estado social. E por isso muitos católicos sempre apreciaram a escola “mercantilista”, no ponto em que estava defendia ampla intervenção estatal na economia (ver textos de Paul Hugon, sobre isso).

A Igreja nunca endossou os erros dos liberais e dos neoliberais, muito menos dos marginalistas. 

Os melhores exemplos de economia mista ocorreram na Noruega, Dinamarca, Suécia, mesmo Canadá, Irlanda, Austrália, os países de maior IDH do mundo.

O mesmo vale para o Trabalhismo inglês, onde os católicos se filiavam em massa, com autorização de Roma, tal como os católicos se filiavam em massa na esquerda do Partido Democrático, nos EUA, especialmente no New Deal e até Kennedy, e isso volta aos poucos a ocorrer hoje, na luta contra o Tea Party. 

Como explicou Hans Kung (ainda que de forma aguada), nós, católicos, queremos o Estado do Bem Estar ampliado (Estado social, nos termos de Paulo Bonavides), com economia mista, e o máximo de Democracia Popular Participativa.

Este modelo misto foi defendido pelos primeiros socialistas cristãos pré-Marxistas, antes de Marx, tal como pelos grandes expoentes da Doutrina social da Igreja.

Está consagrado nos melhores textos sociais papais, especialmente os textos de João XXIII e Francisco I.

A síntese que defendemos estava também nos melhores textos dos socialistas de cátedra, inclusive em seus precursores, como Sismondi, ou Buchez, mas também Mably, Morelly e Buonarroti (os autores do babovismo, com origens católicas, na ética católica e em textos como o de Morus e Campanella). 

Depois, o mesmo conjunto de textos volta com Buchez, Ketteler, tal como havia o mesmo conteúdo nos textos de Franz von Baader (textos de 1837 e antes, contra os erros de Ricardo e Adam Smith), os Brentano (inclusive Lujo Brentano), Karl Rodbertus (textos antes de Marx) e outros.

Os socialistas de cátedra trabalham com os grandes católicos sociais, como Ketteler, e homens como Rupert Meyer, que escreveram sobre o “socialismo católico” e a obra de Meyer é citada inclusive no livro “O Capital”, de Marx.

Esta mesma linha está em Karl Rau, Knies, Gustav Schmoller e é bem condensada em Adolf Wagner.

O mesmo Adolf Wagner que é elogiado reiteradamente por Heinrich Pesch, Oswald von Nell-Breuning, Gustav Grundlach e outros.

É a mesma linha de economia mista, de autores como o padre Lacordaire, Liberatore (defendia explicitamente a economia mista, em seu livro sobre economia política, lá por 1889), Albert Mun e outros.

Stuart Mill, no livro “Princípios de economia política” (editado no Brasil pela Abril Cultural, em 1983), no Livro quinto, redigiu o capítulo décimo, onde lembra que, antes do capitalismo, existia a economia mista, com estatais, a proteção da indústria nativa (protecionismo, inclusive proibições), a vedação da usura, a regulamentação e o controle dos preços (teoria dos preço justo), monopólios governamentais, proteção do Estado ao trabalho,  formas cooperativas de trabalho etc.

A Igreja aceitava bem estes institutos (formas) jurídicos socializantes e anti-liberais.

Stuart Mill, no final da vida, adotou uma forma de socialismo cooperativista economia mista, bem próxima da Doutrina social da Igreja, e era feminista, redigindo ótima obra sobre os direitos da mulher, obra escrita em co-autoria com sua esposa.

Victor Hugo tinha ideias próximas, também bem próximas da Igreja.

A doutrina da Igreja sobre a relação das pessoas entre si e com os bens não ampara o capitalismo, não está ligada com o mesmo.

Ao contrário, condena claramente o capitalismo, o imperialismo e o latifúndio.

A Igreja defende economia mista (cf. texto hiper claro do padre Liberatore, que participou da redação da “Rerum Novarum”, em 1891, em seu livro “Princípios de economia política”, que tenho em francês).

Adolf Wagner era pessoa religiosa e sempre foi apreciado pelos grandes teóricos da Doutrina Social da Igreja, como Huet (“O reino social do cristianismo”), Ahrens, Pesch, Liberatore (defensor da economia mista), Albert de Mun, Vogelsang, Franz Hitze, padre Charles Antoine, a Escola de Liège e outros.

Outros grandes católicos foram o Cônego Pottier, Hellepute, Arturo Verhaegen, Monsenhor de Harlez, o grande TONIOLO, Georges Goyau (“Sobre o catolicismo social”), o Abade Six e sua revista “Democratie Chrétienne”), o Abade Lemire, o Cardeal Manning, o Abade Naudet (“Propriedade, capital e trabalho”) e outros.

Este apreço e respeito ocorre pelo conteúdo comum entre as melhores ideias de Adolf Wagner e dos grandes Teóricos da Doutrina social da Igreja.

Ideias de uma Civilização do Trabalho, ponto que a Igreja, pela “Laborem exercens”, deixou claro.

Ideias defendidas por autores católicos como Lamennais, Ozanam, Lacordaire, Blome, Belcredi, Thun, Depauli, Zalinger, Falkenstein e outros, para superar o regime assalariado.

O socialismo democrático de Jean Jaures era pro economia mista, democrático, gradualista, com fundo religioso e humanista

Jean Jaurès foi um dos maiores socialistas franceses, sempre conservando uma base religiosa e democrática.

O ideal pró-socialismo de Mounier fica patente em obras como “O pensamento de Charles Péguy” e outras, bem próximo a Jaurès.

Péguy defendia um socialismo cristão, católico, bem próximo de Jean Jaurés, que era teísta e humanista. No fundo, democracia participativa e social e socialismo participativo, democrático e humanista são, de fato, sacos com a mesma farinha, o mesmo bom milho.

Há a mesma base democrática e humanista, de socialismo democrático, em autores como Benoit Malon, com religiosidade. Idem para Laveleye, ou Magalhães Lima, em Portugal. 

Obras como “O socialismo na Europa” de Magalhães Lima; “O socialismo integral” de Benoit Malon (discípulo do socialista religioso, Constantin Pecqueur); “História do socialismo”, de Jaurès; ou “O socialismo contemporâneo” de Emilio Laveleye eram recomendadas pelo Partido Socialista Brasileiro, de 1902, como pode ser lido no jornal “O Estado de São Paulo”, de 28.08.1902 (do livro de Edgar Carone, “Movimento operário no Brasil”, Rio de Janeiro, Difel, pp. 322-327).

Estas obras defendiam um socialismo democrático, economia mista, com fundamento democrático e religioso. 

Em 1894, Jaurès escreveu:

“Se somos coletivistas é porque o coletivismo, muito longe de destruir a propriedade individual no que tem de legítima, é, hoje, o único meio, não só de estende-la, senão de universalizá-la… Defenderemos a pequena propriedade aldeã que realiza a ideia socialista pela união da propriedade e do trabalho”.

No mesmo sentido, escreveu Vandervelde, na “Revue Socialiste”, de fevereiro de 1894, p. 130:

“A expropriação só se impõe, desde o ponto de vista do interesse social, nos ramos da indústria onde a concentração de capitais fez desaparecer a pequena propriedade fundada [baseada] no trabalho”.

Hans Kung e a “fórmula” da ECONOMIA MISTA, com amplo Estado social protetor do trabalho, E DEMOCRACIA POPULAR PARTICIPATIVA

O padre HANS KUNG nasceu em 1928. Tem, hoje, 90 anos. Foi ordenado padre em 1954, é um GRANDE TEÓLOGO CATÓLICO SUIÇO, com quem concordo em vários pontos, discordando em pouco. 

O padre Hans Kung escreveu ótimos textos, mas errou em entrar em choques com o Vaticano. Mas, nos textos de Hans Kung, há muita coisa boa, totalmente em consonância com o Vaticano. Teve bom encontro com Bento XVI, em 2005, jantando com o Papa. 

A parte BOA (trigo, em consenso pleno com o Vaticano) mesmo dos textos do padre Kung é o ideal de uma boa economia mista (parte estatal, e parte com milhões de micro, pequenos e médias empresas familiares), com amplo Estado social (leis trabalhistas, previdenciárias, impostos negativos p pobres e impostos altos para ricos, planificação, bancos públicos etc) e tudo isso com ampla DEMOCRACIA POPULAR PARTICIPATIVA.

O padre e teólogo Hans Kung também soube expor e formular várias ótimas ideias para reforma da Igreja (ordenar homens casados e mulheres para o Clero, escolha de bispos pelos “Sínodos”-CNBs nacionais etc), ambientalismo, busca por um Estado mundial, uma ética mundial etc. 

No livro de Hans Kung, “Uma ética mundial para a economia e a política” (Madrid, Ed. Trotta, 1999), Kung examina a história da Economia Política. Kung ataca duramente o paleo-liberalismo e o neoliberalismo, como as ideologias do capitalismo.

Kung rejeita a ideia de estatizar tudo e o capitalismo. Quer um modelo misto.

Kung quer uma economia mista, uma economia socialista de mercado, mista, com estatais etc, o modelo da Noruega, Dinamarca, Suécia, com pitadas dos modelos da Alemanha, Itália, Bélgica etc.

Kung ataca o paleo-liberalismo, ultraliberalismo (Carl Menger etc) ou capitalismo puro (Escola de Manchester), tal como ataca o NEOLIBERALISMO, a versão moderna da ideologia do capital.

Kung ataca Ludwig von Mises (1881-1973),  Friedrich August von Hayek (1899-1992), Milton Friedman (n. 1912), Thatcher, Reagan, Pinochet e outros defensores do “mercado puro”, ausência total de intervenção estatal, de estatais, de leis sociais, de leis trabalhistas, de leis ambientais etc.

Kung ataca a “reagonomics” de Reagn, a “Voodoo Economics”, mostra que a Inglaterra pós Thatcher tornou-se o pais europeu com mais desigualdade social, com ESCANDALOS terríveis na City de Londres, com seus 520 bancos e 170 empresas de Seguros de 75 países.

A City de Londres é a matriz de Wall Stret, em Nova Iorque. A City e Wall Stret são a base dos GRANDES OLIPÓLIOS financeiros que destroem o mundo.

O padre Kung ataca principalmente o Partido Republicano dos EUA e o Partido Conservador do Reino Unido, detestando os governos de Ronald Reagan (1981-1989), George Bush (1989-1993) e do filho de Bush, mais tarde. Kung ataca Newt Gingrich, o porta voz da maioria republicana, a origem do Tea Party, nos EUA.

Kung lembra que a ideia de estatizar tudo não foi aplicada em lugar algum, mesmo na URSS existia era economia mista, com controles centralizados, burocráticos, planejamento despótico, não participativo.

Kung elogia o New Deal, Franklin Roosevelt, os partidos Socialistas democráticos, especialmente do Norte da Europa (escandinavos) e o Partido Trabalhista inglês. Elogia o modelo escandinavo. Modelos de economia mista, de socialismo democrático, de trabalhismo.

Friso que o velho Hans Kung, infelizmente, como apontava o padre Dussel, não entendia da América Latina, da África e da Ásia, era muito euro-centrista, Há o lado bom de apontar o melhor da Europa como exemplos, mas há a falta de referência às experiências do Terceiro e Quarto Mundo.

Kung elogia o Partido Democrático Social da Alemanha (SPD), a própria Ala esquerda do CDU da Alemanha (Ala esquerda da Democracia Cristã, na Alemanha), elogia inclusive pontos de Konrad Adenauer. Faz grandes elogios aos governos socialistas moderados de Willy Brandt e Helmut Schmidt (1969-1982), na Alemanha. Elogia os governos trabalhistas na Inglaterra.

Kung elogia os governos de Tage Erlander (1946-1969) e de Olof Palme (1969-1976 e 1982-1986), na Suécia, o modelo de Estado amplo do bem estar social, economia mista, o mesmo modelo existente, em menor escala, na Alemanha, França, Itália e outros países europeus menores. Elogia os modelos da Noruega, Dinamarca e Suécia.

Kung faz altos elogios a FRANZ OPPENHEIMER, um grande judeu, socialista democrático, cooperativista.

Kung defende a “VIA MÉDIA”, um modelo misto, com o melhor da economia de mercado (milhões de micros e pequenos produtores) e o melhor da intervenção ampla estatal (estatais, planejamento, proteção ampla do trabalho e da pessoa, pelo Estado etc).

Kung também elogia Eucken, Alfred Muller-Armack, Alexander Rustow, Wilhelm Ropke, até Ludwig Erhard (economia social de mercado, próxima da economia socialista de mercado chinesa).

Kung elogia John Maynard Keynes (1883-1946) e os keynesianos Paul A. Samuelson e J. R. Hicks. Elogia mais ainda John Kenneth Galbraith.  Outro autor elogiado por Kung foi o economista húngaro KARL POLANYI (1886-1964), autor do livro “A grande transformação” (1944).

Kung elogia J. Rawls, J. Habermas, Karl Otto Apel, M. Walzer, H. Jonas, O. Hoffe, peter Ulrich, Ingomar Hauchler, Warren R. Copeland, J. Philip Wogaman, Richard Falk e outros autores especializados em ética mundial, para DESARMAR O MUNDO, obter a PAZ mundial, superar o imperialismo, proteger o meio ambiente, obter um GOVERNO DEMOCRÁTICO MUNDIAL etc.

Tal como faz altos elogios a grandes especialistas em Doutrina Social da Igreja, como os padres Heinrich Pesch, Oswald von Nell-Breuning, Gustav Grundlach S.J, A. Wetter, Pieper e outros. Elogia também Martita Johr, W. A. Johr, P. Ulrich,  e mesmo o ex-padre H. D. Assmann.

Elogia Alcide de Gasperi, Charles de Gaulle, Konrad Adenauer, Robert Schuman, Jean Monnet, o ex vice presidente Al Gore (ideias de um novo Plano Marshall, e proteção ambiental) etc.

Algumas das razões que mostram que uma economia mista é a melhor

Hoje, no mundo, há firmas que movem somas na ordem de trilhões de reais.

Por exemplo, a BlackRock, maior gestora de fundos do mundo, movimenta 6,3 trilhões de dólares em ativos. Em real, uns 26 trilhões de reais. Estes 26 trilhões de reais NÃO são patrimônio dela.

A BlackRock apenas administra e dá conselhos de gestão, mas exerce controle relativo sobre estes ativos de multimilionários e bilionários. 

A BlackRock influencia e tem algum controle sobre mais ativos que o PIB do Brasil, de 1,8 trilhões de dólares. O PIB dos EUA é de 18 trilhões de dólares. Claro que o patrimônio do Brasil ou dos EUA é bem maior. O patrimônio é sempre maior que o PIB.

As maiores fortunas privadas de particulares chegam a mais de cem bilhões de dólares (a Apple, Toyota, Exxon, Shell, Volkswagen, Walmart, Google, Microsoft, GE, Nestlé e outras). 

São estas empresas GIGA e TERA que devem ser estatizadas. E algumas outras, em posições de oligopólios. 

A BlackRock não é a única, há outras como a Vanguard, a APG, a Legal & General ou a State Street Global Advisors (SSGA). Esta última move 3 trilhões de dólares.

Diante de fortunas privadas que movem capitais de um TERA (da ordem de trilhão), ou centenas de GIGA (bilhões), fica claro que não há sentido em estatizar as padarias, mercearias, sapateiros, restaurantes, clínicas de beleza, academias etc.  

Até o PSTU, que é um partido alienado (com todo o respeito…), acha que, para um governo socialista, no Brasil, bastaria a estatização de cem das maiores empresas privadas. Ou seja, cem novas estatais e uns 20 milhões de micros, pequenas, médias e até grandes empresas privadas. Como fica claro, é possível uma economia mista socialista.

A mesma razão que permite a erradicação das penitenciárias (grandes presídios fechados) é a que permite o controle estatal sobre milhões de micro, pequenas e médias empresas.

O CONTROLE à DISTÂNCIA, em REDE, permite que o Estado controle e restrinja a liberdade de apenados, deixando-os em semi-liberdade ou liberdade vigiada e restrita, tal como permite o controle de preços (cf. Galbraith) das empresas privadas etc. 

 

 

As lições de Cairu e de Alceu: MICROS E PEQUENOS PRODUTORES podem e devem COEXISTIREM e FLORESCEREM com um AMPLO ESTADO ECONÔMICO E SOCIAL, com boas estatais etc.

O ideal clássico, bíblico e tomista do bem comum era o núcleo sadio da lição do “civismo” do Visconde de Cairu, exposto no Senado, em 05.07.1826: “a principal virtude cívica é o constante hábito de fazer cada individuo o sacrifício do seu interesse particular ao interesse público”, da sociedade (e nesta, a prioridade cabe aos interesses dos que mais sofrem, dos mais necessitados).

O “interesse da comunidade” DEVE ser a base e a finalidade de todos os institutos jurídicos e políticos, de todas as regras do sistema econômico e do Estado, na visão cristã de Cairu, que redigiu o livro “Estudos do bem comum” (Rio, Ed. IPEA, 1975), lá por 1819.

Cairu considerava “a boa legislação” e a “boa administração” como as principais bases da “prosperidade” e da “riqueza nacional” de cada país. Cairu escreveu o livro “Estudos sobre o bem comum”, em 1819.

Alceu, num discurso no Teatro Municipal de São Paulo, numa reunião da LEC, em 09.09.1945, lembrou a lição de Cairu, no livro “Estudos de bem comum” (Rio,1919, p. 15): a riqueza real não é “a absorção por alguns dos frutos da produção de todos”, e sim a distribuição dos bens, a fruição dos bens por todas as pessoas. Pois, “o interesse social” proíbe a acumulação enquanto houver miséria.

Como SEMPRE ensinou a Igreja, havendo NECESSIDADE EXTREMA, os bens são comuns. Os miseráveis podem pegar o supérfluo, sem haver crime, pecado ou ilicitude. 

O elogio de Alceu a Cairu, por exemplo, na conferência publicada na revista “A Ordem” (setembro de 1936), mostra a importância de algumas idéias do velho Cairu, especialmente sobre o papel principal da inteligência no processo produtivo, que exige a democratização de todo o processo produtivo.

Uma parte das idéias de Cairu, ligadas a alguns erros de Adam Smith, está superada, mas, em seu tempo, contra o colonialismo, chegavam a ser progressistas.

A parte das idéias de Cairu, relativa à pequena burguesia e ao campesinato, ainda é atual, servindo para desmascarar os males do capitalismo monopolista, que concentra todo o poder nos grandes monopólios privados, no GRANDE CAPITAL, na OLIGARQUIA.

O velho Cairu denunciou esta tirania econômica e política e também denunciaria, se estivesse vivo em corpo, hoje, as novas formas de colonialismo econômico, de imperialismo, que escravizam o Brasil.

Cairu sabia que o desenvolvimento econômico deve ser social, com base na propriedade familiar (onde o trabalhador controla o processo produtivo) e na intervenção do Estado, para orientar tudo em prol do bem comum.

— Updated: 17/06/2019 — Total visits: 53,464 — Last 24 hours: 40 — On-line: 0
Pular para a barra de ferramentas