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Recomendo o livro de Thomas Frank, “Deus no céu e o mercado na terra” (Ed. Record, 2004), boa crítica ao neoliberalismo.

O livro de Thomas Frank, “Deus no céu e o mercado na terra” (Record, 2004) traz ótima crítica ao neoliberalismo.

O autor chama o neoliberalismo de “populismo de direita”, pois os grandes capitalistas souberam capturar pontos do ideário do populismo de esquerda (o verdadeiro populismo), pela indústria cultural, publicidade, vasto controle pelo grande capital da mídia, controle das faculdades de economia e de administração de empresas etc. O autor elogia o verdadeiro populismo, a linha do New Deal, e ataca o neoliberalismo. 

Ataca os textos de Gilder (“Riqueza e pobreza”), grandes executivos como Jack Welch, Lester Thurow, a revista  “LIFE”, obras como “Todos devem ser ricos” de John Raskob, Reagan, Thatcher, Hayek, Rockefeller, a OMC, Tom Peters, Le Pen, Elton Mayor, o asqueroso William Randolph Hearst, Milton Friedman e outras pragas. 

Elogia Vance Packard, Galbraith e outros. 

 

A antiga e boa tradição democrata popular da Igreja é enfrentada pelos pastores milionários neoliberais, ligados a CIA e ao grande capital

A linha democrática popular da Igreja também brilhou na luta dos poloneses e dos irlandeses. Por exemplo, na luta de Daniel O´Connell (1775-1847).

O´Connell foi chamado “o grande Agitador”, o “Libertador” da Irlanda, tendo sido aluno dos jesuítas, advogado (jurista mesmo), tribuno, jornalista, escritor, fundador de clubes políticos, deputado, especialista em comícios e lutas políticas.

O´Connell deixou obras como “Memórias sobre a Irlanda” e foi elogiado por grandes sacerdotes como Lacordaire, o padre Ventura d´Raulica e mesmo por Karl Marx.

A combatividade do leigo O´Connell foi exemplar, marcando toda a luta dos irlandeses, especialmente dentro dos EUA, contra o imperialismo inglês e por democracia. Também influenciou a Renânia católica, na Alemanha.

O´Connell conseguiu forçar o governo inglês a decretar a emancipação dos católicos irlandeses, em 1829. No fundo, foi a linha continuada pelo Cardeal Jaime Gibbons, nos EUA, amigo de Joaquim Nabuco.

A Igreja condenou o liberalismo, a “ideologia do capitalismo” (cf. Paulo VI), mais vezes do que condenou o “comunismo” (no sentido de estatização total da economia, pois a doutrina da Igreja ensina que os grandes bens de produção devem ser estatais ou cooperativas).

A doutrina da Igreja defende as idéias que, unidas, formam o corpo teórico de uma democracia popular, não-capitalista, cooperativa, social.

Enquanto a linha social da Igreja foi reforçada, os capitalistas e as multinacionais derramaram dinheiro para financiar igrejas neopentecostais defensoras da “teologia da prosperidade”. Estas idéias estão ligadas à “Maioria Moral” nos EUA, a lideranças capitalistas como Jerry Falwell (na Virgínia), que formam o maior grupo do Partido Republicano nos EUA (a extrema direita). E Pat Robertson, guru dos pastores milionários neoliberais do Brasil (Malafaia e outros). 

Jerry Falwell, CIA, Adam Ulam, Sarah Palin, Richard Pipes, Hayek, Milton Friedman, Jimmy Swaggart, Ralph Reed, Reverendo Moon, Rex Humbard e outros autores estão na mesma trincheira, a trincheira do liberalismo, das multinacionais, do grande capital, dos trustes e cartéis.

A Igreja Universal, de Edir Macedo, com a Rede Record, é apenas uma cópia da Coalização Cristã e da CBN (“Christian Broadcasting Network”), nos EUA, sendo também continuação do “modus operandi” da CIA apoiando a Seita Moon etc. 

Igreja Universal e parte da Assembléia são seitas difusoras do neoliberalismo econômico, não têm uma ética social

Jerry Falwell, CIA, Adam Ulam, Sarah Palin, Richard Pipes, Hayek, Milton Friedman, Jimmy Swaggart, Ralph Reed, Reverendo Moon, Rex Humbard e outros autores estão na mesma trincheira, a trincheira do liberalismo econômico, das multinacionais, do grande capital, dos trustes e cartéis.

A Igreja Universal, de Edir Macedo, com a Rede Record, tal como vários ramos da Assembléia, é apenas uma cópia da Coalização Cristã e da CBN (“Christian Broadcasting Network”), nos EUA, sendo também continuação do “modus operandi” da CIA apoiando a Seita Moon, que também controlava meios de produção. O mesmo para a TFP, que foi apenas uma teleguiada da CIA, por vários anos. 

Esta linha neopentecostal neoliberal segue os passos de expoentes da direita, como Barry Goldwater (candidato a presidente em 1964, pelo Partido Republicano), tal como de homens como George Wallace, o general Curtis LeMay, William Buckley, a Klux a Sociedade John Birch, John McCain e outras pragas, como Trumpo.

O “trabalho” de gente como Moon e outros foi feito, no Brasil, por pessoas como Aníbal Reis (que escreveu um livro atacando a “Teologia da libertação”) ou Edir Macedo.

Adolpho Lindenberg, um exemplo de péssimo escritor, péssimo intérprete

Adolpho Lindenberg, no livro “O mercado livre numa sociedade cristã” (Cidade do Porto, Portugal, Ed. Livraria Civilização, 1999), mostra bem a burrice dos grandes empresários capitalistas, que querem deformar a doutrina social da Igreja, para defender o capitalismo.

Lindenberg é adorador de escritores horrendos como Milton Friedman, Ludwig von Mises, Louis Baudin, Daniel Villey ou Friedrich von Hayek, mas mal consegue citar um texto papal e quando cita, deforma, cita pelas meias, deturpa, cria uma interpretação falsa.

Lindenberg foi do grupo TPF, um grupo praticamente excomungado, que se contrapõe sistematicamente aos ensinamentos do Clero do Brasil, dados nas Assembléias anuais da CNBB. Poucas vezes vi obra que eu considere tão desonesta como este tipo de obra nefanda.

— Updated: 09/12/2019 — Total visits: 62,070 — Last 24 hours: 22 — On-line: 0
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