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O INQUISIDOR MORODALLA. O JULGAMENTO ABOMINAÇÃO, que deveria ter um Zola ou um Voltaire, para desmascarar

Teori morreu (ou foi morto) depois de criticar Moro.

Teori criticou Moro, dizendo que ele devia OUVIR AS DUAS PARTES. 

Pelas matérias de Glenn, Moro deve ter dado gargalhadas.

MORO OUVIA 24 horas o MPF. E dava bronca, mandava, dava dicas, conselhos, orientação, ao servo Dallagnol quase 24 horas por dia, começando às vezes as 8h e indo até quase três da madrugada.

Como um Janos, a equipe MORODALLA trabalhava afiada, juntos, trocando ideias, formulando planos juntos, como um Escritório de MP Juiz da causa, Inquisição pura.

Pior que Inquisição, pois na Inquisição existiam mais juízes. No caso era só Moro. Para superar Torquemada, faltou apenas a tortura, mas esta existiu, pois a esposa de Lula morreu de tristeza, ao ser atacada por um dilúvio de FAKES. 

No jornal Estadão, hoje, MORO praticamente confessa. Diz que conversava pessoalmente e por aplicativo (telegram), DINAMICAMENTE, com o MP, mas que as “decisões” ocorriam nos autos (formalmente, claro).

A CONVERSA DINÂMICA, pessoal e por aplicativos, é chamada de CONLUIO, por tudo que é jurista do mundo. 

Não contente, MORO ouvia tudo o que o réu e os ADVOGADOS dos réus diziam, pois todos os celulares estavam GRAMPEADOS, por ordem de Moro. GRAMPEAR TELEFONES de todos os advogados de LULA é outra ABOMINAÇÃO clara. 

A PF gravava tudo, imprimia e entregava on line para MORO e o MPF. Assim, a equipe MORO DALLAservo e a PF OUVIAM tudo. Só não ouviam os pedidos nos autos dos advogados de Lula. É outra ABOMINAÇÃO. 

Há quem diga que, além disso, MORO e seu Dalla recebiam INFORMES de quem ouve TUDO mesmo, da NSA, FBI, CIA, MI 6 etc. 

Um juiz só deve ouvir as partes através de petições formais e públicas nos autos, dando ciência a outra parte para falar.

Se uma parte quiser falar com o Juiz, deve pedir audiência e o Juiz deve dar ciência a outra parte, para esta estar presente.

Só em pedidos liminares o Juiz recebe só uma parte e não deve, EM REGRA, decidir nada, sem OUVIR a outra parte, audita altera partem.

O julgamento de LULA foi uma PARÓDIA.

Para piorar, as NOVE FAMÍLIAS que controlam toda a MÍDIA MACRO COMERCIAL no Brasil despejavam DILÚVIO DE FAKES contra Lula.

Para completar, existiam MILHARES DE VAZAMENTOS de documentos nos autos contra LULA. VAZAMENTOS ILEGAIS.

Pelo que informa Glenn, a própria atribuição a Lula do apto triplex, que nunca foi de Lula, foi feita com base em notícia fake da Globo e ainda tiveram a coragem de alterar a notícia, mudando o lugar do apto, falsamente atribuído.

Para piorar ainda mais, a “prova” contra Lula é a delação PREMIADA de um corrupto.

Ou seja, o corrupto foi perdoado praticamente, bastando dizer o triplex é de Lula.

E esta testemunha comprada é a “PROVA”.

Para piorar, em cada ato de corrupção, por exemplo, um prefeito, há um ato de corrupção oficial (um decreto ou contrato etc, ato de ofício ilícito e determinado) e há uma PROPINA (o corrupto passivo agente público recebe um bem ou dinheiro, propina).

No caso de Lula, o próprio Moro confessa que não foi provado nenhum ato de ofício determinado, nenhum ato de corrupção.

E a propina seria o triplex. O triplex que não da propriedade de Lula, não foi posto em seu nome ou de laranja, e que Lula nunca teve a posse.

Só tem a palavra do corrupto comprado por prêmio, delação premiada, dizendo “o triplex é de Lula”.

TRATA-SE DE CASO EVIDENTE DE LAWFARE, usar o Judiciário, numa guerra híbrida, contra um adversário político.

UM JULGAMENTO ABOMINAÇÃO, que o STF deve anular dia 25 de junho. 

A antiga e boa tradição democrata popular da Igreja é enfrentada pelos pastores milionários neoliberais, ligados a CIA e ao grande capital

A linha democrática popular da Igreja também brilhou na luta dos poloneses e dos irlandeses. Por exemplo, na luta de Daniel O´Connell (1775-1847).

O´Connell foi chamado “o grande Agitador”, o “Libertador” da Irlanda, tendo sido aluno dos jesuítas, advogado (jurista mesmo), tribuno, jornalista, escritor, fundador de clubes políticos, deputado, especialista em comícios e lutas políticas.

O´Connell deixou obras como “Memórias sobre a Irlanda” e foi elogiado por grandes sacerdotes como Lacordaire, o padre Ventura d´Raulica e mesmo por Karl Marx.

A combatividade do leigo O´Connell foi exemplar, marcando toda a luta dos irlandeses, especialmente dentro dos EUA, contra o imperialismo inglês e por democracia. Também influenciou a Renânia católica, na Alemanha.

O´Connell conseguiu forçar o governo inglês a decretar a emancipação dos católicos irlandeses, em 1829. No fundo, foi a linha continuada pelo Cardeal Jaime Gibbons, nos EUA, amigo de Joaquim Nabuco.

A Igreja condenou o liberalismo, a “ideologia do capitalismo” (cf. Paulo VI), mais vezes do que condenou o “comunismo” (no sentido de estatização total da economia, pois a doutrina da Igreja ensina que os grandes bens de produção devem ser estatais ou cooperativas).

A doutrina da Igreja defende as idéias que, unidas, formam o corpo teórico de uma democracia popular, não-capitalista, cooperativa, social.

Enquanto a linha social da Igreja foi reforçada, os capitalistas e as multinacionais derramaram dinheiro para financiar igrejas neopentecostais defensoras da “teologia da prosperidade”. Estas idéias estão ligadas à “Maioria Moral” nos EUA, a lideranças capitalistas como Jerry Falwell (na Virgínia), que formam o maior grupo do Partido Republicano nos EUA (a extrema direita). E Pat Robertson, guru dos pastores milionários neoliberais do Brasil (Malafaia e outros). 

Jerry Falwell, CIA, Adam Ulam, Sarah Palin, Richard Pipes, Hayek, Milton Friedman, Jimmy Swaggart, Ralph Reed, Reverendo Moon, Rex Humbard e outros autores estão na mesma trincheira, a trincheira do liberalismo, das multinacionais, do grande capital, dos trustes e cartéis.

A Igreja Universal, de Edir Macedo, com a Rede Record, é apenas uma cópia da Coalização Cristã e da CBN (“Christian Broadcasting Network”), nos EUA, sendo também continuação do “modus operandi” da CIA apoiando a Seita Moon etc. 

Igreja Universal e parte da Assembléia são seitas difusoras do neoliberalismo econômico, não têm uma ética social

Jerry Falwell, CIA, Adam Ulam, Sarah Palin, Richard Pipes, Hayek, Milton Friedman, Jimmy Swaggart, Ralph Reed, Reverendo Moon, Rex Humbard e outros autores estão na mesma trincheira, a trincheira do liberalismo econômico, das multinacionais, do grande capital, dos trustes e cartéis.

A Igreja Universal, de Edir Macedo, com a Rede Record, tal como vários ramos da Assembléia, é apenas uma cópia da Coalização Cristã e da CBN (“Christian Broadcasting Network”), nos EUA, sendo também continuação do “modus operandi” da CIA apoiando a Seita Moon, que também controlava meios de produção. O mesmo para a TFP, que foi apenas uma teleguiada da CIA, por vários anos. 

Esta linha neopentecostal neoliberal segue os passos de expoentes da direita, como Barry Goldwater (candidato a presidente em 1964, pelo Partido Republicano), tal como de homens como George Wallace, o general Curtis LeMay, William Buckley, a Klux a Sociedade John Birch, John McCain e outras pragas, como Trumpo.

O “trabalho” de gente como Moon e outros foi feito, no Brasil, por pessoas como Aníbal Reis (que escreveu um livro atacando a “Teologia da libertação”) ou Edir Macedo.

A Tradição é algo vivo, em constante aggionarmento, adaptações, dinâmica

Paulo VI explicou ao bispo Marcel Lefèbvre (1905-1991, que foi excomungado, pelo pecado de integrismo, junto com Dom Castro Mayer e parte da direção da TFP), em 11.10.1976, que “a tradição não é um elemento petrificado ou morto, um fato de certo modo estático” que “bloquearia num determinado momento da história a vida deste organismo ativo que é a Igreja”.

A “variedade dos tempos e lugares” exige discernimento e atualização (progresso, crescimento) contínua, “aggionarmento” (atualização, cf. João XXIII) constante.

Chesterton, no livro “Ortodoxia” (Porto-Portugal, Ed. Tavares Martins, 1944, p. 64), também destacou a relação entre a democracia e a tradição popular, pelo apreço comum à sabedoria do povo, da sociedade.

A atuação da TPF no Brasil foi uma manobra da CIA, assim como a CIA promove o Tea party no Brasil, pela teologia da prosperidade e por parte da Assembléia de Deus, em alguns de seus ramos, como o horrendo Marcos Feliciano. 

Democracia popular, economia mista, a fórmula de Medellin, dos bispos latino-americanos

O documento de Medellin, “Conclusões da Conferência de Medellin” (São Paulo, Paulinas, 1998), explicitou idéias consensuais entre os bispos latino-americanos, que se reuniram na cidade de Medellin, Colômbia, em 1968, na II Conferência Geral do Episcopado latino-americano. Há a mesma tônica nos textos dos papas desde Pio VI listados mais adiante, tal como nos textos do Vaticano II.

Medellín destacou a importância da “industrialização” (não se deve exportar matérias-primas, como explicaram Colbert, Richelieu e também Barbosa Lima Sobrinho) para assegurar “a independência econômica” dos países da América Latina, e “a legítima autonomia de nossos países” (o núcleo do nacionalismo antiimperialista e anti-oligárquico tem fundamentação cristã e racional).

Os bispos latino-americanos e do Caribe defenderam, ainda, a “almejada integração econômica do continente [o ideal de Bolívar, da UNASUL, um Estado latino-americano], respeitando-se sempre os direitos inalienáveis das pessoas e das estruturas intermediárias, como protagonistas desse processo” (cf n. 15, do documento).

O ideal bolivariano de unidade federativa da América Latina é defendido há muito tempo pelo clero. Hugo Chavez e outros seguem os ideais esposados pelo antigo PDC e pelo clero católico.

O documento de “Medellin” ressaltou que “o exercício da autoridade política e suas decisões têm como única finalidade o bem comum”, o bem geral, o bem de todos, com prioridade absoluta para os mais pobres, fracos, marginalizados e oprimidos. No entanto, como constataram os bispos, “na América Latina, tal exercício e decisões frequentemente aparecem favorecendo sistemas que atentam contra o bem comum ou favorecem grupos privilegiados” (a oligarquia). De fato, o que temos na América Latina é o que Aristóteles e Platão chamariam de uma grande “oligarquia” desumana, um capitalismo dependente, ligado ao imperialismo, às multinacionais, à CIA etc.

Os bispos lembraram, em Medellin, que a autoridade pública, o Estado, deve “assegurar eficaz e permanentemente, por meio de normas jurídicas, os direitos [humanos] e liberdades inalienáveis dos cidadãos e o livre funcionamento das estruturas intermediárias”. Para isso, “a autoridade pública tem a missão de proporcionar e fortalecer a criação de mecanismos de participação e de legítima representatividade da população, ou o estabelecimento de novas formas se for necessário”. O povo, organizado, deve controlar o Estado, a economia, os fluxos econômicos, a natureza, a si mesmo. 

Além destas formas e mecanismos de participação popular no Estado, de controle popular sobre o Estado, os bispos insistiram na “necessidade de vitalizar e fortalecer a organização municipal e comunal, como ponto de partida para a vida departamental, provincial, regional e nacional”.

Destacaram a importância das organizações dos trabalhadores, especialmente dos sindicatos e cooperativas, pois os trabalhadores têm o direito de “representação e participação nos níveis da produção”, tal como de “se fazerem representar também nos níveis políticos, sociais e econômicos, onde se tomam as decisões relativas ao bem comum”.

Enfim, a sociedade tem o direito à formas de planejamento participativo, setorizado e geral, para que toda as forças produtivas sirvam para atender às necessidades de todos. A expressão “forças produtivas” não é de Marx, e sim de outros autores, como François Dupin (1784-1873), um político e matemático francês, que escreveu o livro “Forças produtivas das nações” (1852), de List e outros.

Os bispos condenaram as ditaduras e a falta de democracia; a corrupção, que é o controle do Estado pelos ricos; a exploração no comércio internacional, “nos termos de troca”; o “endividamento progressivo” pela usura; as desigualdades; o latifúndio; o capitalismo; os “monopólios internacionais e o imperialismo internacional do dinheiro”; o analfabetismo; a destruição e a precarização do trabalho; a sonegação de tributos; a exportação de matérias-primas, de dividendos e lucros; etc.

Sobre a democracia, os bispos ressaltaram que deve ser popular, social e participativa. Os cristãos, tal como todas as pessoas, devem considerar “sua participação na vida política da nação como um dever de consciência e como o exercício da caridade em seu sentido mais nobre e eficaz para a vida da comunidade”.

A caridade é a virtude que nos exige atos racionais e supra-racionais em prol do bem comum, ou seja, é um conjunto de idéias racionais e além da razão que devem pautar toda a vida humana, a serviço do bem comum (do próprio bem, do bem da família e da sociedade, de cada pessoa concreta).

O pentagonismo de Juan Bosch, um elo da Democracia popular na América Latina

Juan Bosch (o antigo presidente da República Dominicana, derrubado por um golpe militar da CIA, como é praxe…), no livro “El pentagonismo, sustituto del imperialismo” (Cidade do México, Ed. Siglo Veintiuno, 1973, 2ª ed., p. 136), termina seu pequeno grande livro com palavras que coincidem com as teses deste meu blog, e que traduzo do espanhol:

Não devemos nos enganar: a arma mais poderosa com que pode contar uma nação, seja a seu favor, seja contra, não é a bomba H. É a opinião pública mundial. O pentagonismo pode ter a seu lado o interesse dos que acumulam poder e dinheiro, mas não terá a seu lado os que aspiram ao reino da justiça sobre a Terra. A simples palavra de Jesus foi mais poderosa que as arrogantes legiões de Roma”.

A acumulação privada do poder e dos bens materiais (tal como o monopólio do conhecimento, da mídia etc) é algo diabólico, mortífero, mendaz e iníquo.

O poder, o saber, os conhecimentos e os bens materiais devem ser dispersos e difundidos entre o povo.

O poder e os bens, nascidos da sociedade, devem ser devolvido à sociedade e regidos por esta). O uso dos bens e do poder devem ser regulamentados e planificados de acordo com a palavra (as idéias, os interesses, as necessidades) dos humildes, do povo, visando o bem comum.

A Igreja na África e no mundo árabe, a favor da Democracia popular, economia mista, Estado social, destinação universal dos bens

A Igreja cresceu exponencialmente nos países africanos (mais de treze por cento dos africanos são católicos) na medida em que houve a descolonização. Isso ocorreu em harmonia com formas de socialismo africano, especialmente na Tanzânia, Senegal, Moçambique, Mauritânia, no Congo e em outros países e em boa harmonia com o catolicismo.

Nos países árabes ou influenciados pelo islamismo, o socialismo foi adotado na forma de socialismos religiosos, em boa harmonia com as idéias populares e religiosas. Basta ver o caso da Líbia, do Egito (o socialismo nasseriano tem um fundo religioso), do Irã (após a revolução de 1979), do Iraque (o socialismo iraquiano é ligado ao de Nasser), da Indonésia e em outros países.

No Irã, houve também a personalidade de Mohamed Mossadegh (1882-1967), primeiro-ministro do Irã, que nacionalizou o petróleo em 1951, em bom coro com Getúlio Vargas, criador da Petrobrás. Mossadegh chorava em público e nos discursos à nação. Lutou pela independência econômica e política do Irã, numa linha parecida como Perón, Nasser e Getúlio. Foi deposto pela CIA, em 1953, tal como Getúlio, levado ao suicídio em 1954. Mossadegh era um jurista formado na França e na Suiça. Era também nacionalista, democrata e religioso, tendo redigido obras sobre direito constitucional, processo civil, direito financeiro e outras boas obras.

— Updated: 06/12/2019 — Total visits: 61,918 — Last 24 hours: 25 — On-line: 0
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