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O tal de Meirelles, Min da Fazenda de temer e os 180 milhões de reais que ele ganhou da JBS

Transcrevo excelente texto de Fernando Brito, do excelente site Tijolaço, getulista, nacionalista –

“Sabe aquelas consultorias que que, por não terem papéis suficientes para se comprovarem, foram taxadas de “propina” pelo Dr. Moro e seus pares?

Bom, agora é o senhor Ministro Henrique Meirelles que – ai, se a mídia fosse séria! – é quem confessa que recebeu de Joesley Batista e família a bagatela de R$ 180 milhões para presidir um conselho –  que, nas palavras da nota oficial do Ministério da Fazenda, “nunca se reuniu”

Diz  O Globo que “o esclarecimento ocorreu após a revista “Piauí” apontar que o conselho não funcionava efetivamente, apesar de Meirelles ter assinado atas de reuniões. Segundo a Fazenda, o conselho foi criado quando havia a intenção de abrir o capital da holding, como isso não aconteceu, “nenhum assunto operacional foi levado ao Conselho de Administração”.

O dinheiro recebido por Meirelles teria sido pela formulação de um “banco digital”, o Original, que opera a fortuna dos Batista, essencialmente. O banco, segundo o site BancoData, deu, de 2014 até agora, lucro líquido de menos de R$ 56 milhões.

Não dá, portanto, para cobrir um terço dos R$ 180 milhões pagos a Meirelles, sobre os quais o Ministério da  Fazenda diz que “a remuneração pelo trabalho planejado, executado e entregue foi, sem dúvida, proporcional ao valor do projeto inovador de criação do primeiro banco inteiramente digital do país”.

A cara-de-pau desta gente é, realmente, estonteante”.

Alguns links que recomendo, pela defesa dos pobres

Links com excelente conteúdo, que recomendo:

AIH – Alianza Internacional de Habitantes
ANTP – Associação Nacional de Transportes Públicos
Brasil 2036
ConCidades – Conselho Nacional das Cidades
CNS – Conselho Nacional de Saúde
FNRU – Fórum Nacional de Reforma Urbana
FSM – Fórum Social Mundial
FST – Fórum Social Temático – PoA +15
FBP – Frente Brasil Popular
FNSA – Frente Nacional de Saneamento Ambiental
INCT – Observatório das Metrópoles

Golpe no Brasil foi o terceiro na A.Latina, depois de Honduras (2009) e Paraguai (2012)

Do site 247, transcrevo: “Editorial do jornal mexicano afirma que o impeachment de Dilma consuma “o terceiro de uma série de golpes de nova geração”, citando os casos de Manuel Zelaya, deposto em 2009 em Honduras, e Fernando Lugo, três anos mais tarde, no Paraguai; o jornal mexicano diz por fim que “a destituição de Dilma Rousseff constitui a anulação do elementar princípio democrática da soberania do mandato popular e representa o gravíssimo acesso ao poder de redes de corrupção oligárquica’”

3 DE SETEMBRO DE 2016 ÀS 08:06 // RECEBA O 247 NO TELEGRAM Telegram

Do Opera Mundi – O editorial do jornal mexicano La Jornada desta sexta-feira (02/09) condena o impeachment Dilma Rousseff e afirma que seu afastamento definitivo da Presidência brasileira representa o acesso de “redes de corrupção oligárquica” ao poder.

O jornal diz que são “praticamente nulas” as possibilidades de que a ex-mandatária volte ao poder, mas afirma que a perspectiva de Michel Temer consolidar-se na Presidência também não parece provável. Além de um “ínfima popularidade” do chefe de Estado recém-empossado, La Jornada aponta seu programa econômico “antipopular”, que inclui perda de direitos trabalhistas e a eliminação de programas sociais estabelecidos nos governos de Lula e Dilma Rousseff.

Dentre as razões para o impeachment, segundo o editorial, estiveram a “mudança brusca” da política econômica nos governos do Partido dos Trabalhadores e um desejo de parlamentares de encerrar as investigações da Operação Lava Jato.

O jornal fala também nas diferentes reações em torno da questão. De um lado, segundo o editorial, estão a Unasul (União de Nações Sul-Americanas), que propôs uma reunião sobre a destituição de Dilma, e a decisão dos governos de Venezuela, Bolívia, e Equador de retirar seus embaixadores no Brasil. Do outro lado, veio a declaração do porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, John Kirby, que classificou o impeachment como uma “decisão do povo brasileiro”. Para La Jornada, “semelhante pronunciamento marca claramente o agrado de Washington diante de uma manobra legalista que nada teve de democrática”.

A publicação afirma que o impeachment de Dilma consuma “o terceiro de uma série de golpes de nova geração”, citando os casos de Manuel Zelaya, deposto em 2009 em Honduras, e Fernando Lugo, três anos mais tarde, no Paraguai.

O jornal mexicano diz por fim que “a destituição de Dilma Rousseff constitui a anulação do elementar princípio democrática da soberania do mandato popular e representa o gravíssimo acesso ao poder de redes de corrupção oligárquica’”.

Livros de Temer e Gilmar consideram perda de cargo e inabilitação como penas autônomas, independentes

Vou transcrever trecho do site portal 247:

“Em sua fala, Cardozo comentou o fatiamento da votação no Senado, que acabou mantendo com Dilma seus direitos políticos e de ocupar cargos públicos pelos próximos oito anos. Para defender o resultado favorável a Dilma, ele citou dois “ilustres constitucionalistas” e destacou trechos de seus livros: Michel Temer e Gilmar Mendes.

Temer disse em seu livro “Elementos de Direito Constitucional” que a perda do cargo e a inabilitação são penas distintas. “O art. 52, parágrafo único, fixa duas penas: a) perda do cargo; e b) inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública. A inabilitação para o exercício de função pública não decorre de perda do cargo, como à primeira leitura pode parecer. Decorre da própria responsabilização. Não é pena acessória”, diz o trecho, lido por Cardozo.

O agora presidente efetivo não gostou do fatiamento que beneficiou Dilma, assim como o ministro do STF, que definiu o caso como “no mínimo, bizarro”. Antes, ele, Gilmar, também se posicionou em livro de sua autoria sobre a distinção das penas.

Assim como a advogada da acusação no processo de impeachment, Janaina Paschoal, Cardozo disse que os recursos apresentados por alguns partidos da base de Temer ao STF contra o fatiamento da votação nessa sexta “podem anular toda a decisão e implicaria no retorno de Dilma à Presidência e de Michel Temer à situação de interinidade”.

Elogio da Petrobrás estatal, por Roberto Moraes, com apoio do grande Fernando Brito

Onde está a falência da Petrobras? Por Roberto Moraes

lucrooleo

Interessante este conceito de crise que se quer atribuir só à Petrobras entre outras petrolíferas mundo afora, sem considerar a fase de baixa do ciclo petroeconômico. Com os dados soltos e jogados ao vento se constrói qualquer discurso. Vamos a um dos exemplos.

A anglo-holandesa Royal Dutch Shell, uma das sete irmãs do setor de petróleo. A Shell tem uma dívida de US$ 75,1 bilhões (apenas 20% menor do que a da Petrobras). A Shell possui muito menos reservas e ativos que a estatal brasileira, por isso comprou a petroleira britânica BG, para ter os ativos que esta possui no pré-sal do Brasil.

Assim, a Shell passou a ser a segunda em ativos no pré-sal brasileiro, só atrás da Petrobras. A estatal norueguesa Statoil saiu às compras para ficar como a 3ª maior operadora do pré-sal brasileiro. As duas estão satisfeitas com esta realidade.

A Shell divulgou na segunda-feira a queda de 93% em seu lucro no segundo trimestre deste ano, caindo para US$ 239 milhões em relação a 2015.

Tem mais. Veja no gráfico abaixo, que em meio não só à crise do preço do barril de petróleo, mas à operação lava jato, o lucro bruto da Petrobras (sem as baixas contábeis) em comparação a algumas outras importantes petroleiras do mundo. Na soma de 2014 e 2015 só ficou atrás da Esso.

E tudo isso sem olhar os atuais resultados da Petrobras. Ao contrário da grande maioria das petroleiras, a estatal continua a aumentar sua produção total de óleo e gás, a reduzir custos de produção e aumentar a produtividade no pré-sal, etc.,como demonstra os dados de produção de junho, anunciados ontem pela ANP e informado aqui pelo blog.

Observe ainda que a Petrobras está na frente da Shell que em pleno início da fase de colapso aumentou seu endividamento em 190% só para adquirir a BG por US$ 60 bilhões e segue animada, especialmente pelo potencial que tem para crescer e lucrar no Brasil.

Enquanto isso, “os gênios do mercado” repetem como um mantra que a Petrobras tem que fazer desinvestimentos (pleonasmo para venda ou entrega) de empresas e ativos, no valor total de pelo menos US$ 15 bilhões, só este ano, sem olhar a realidade geral do setor petróleo no mundo, que já começou a se preparar para um novo ciclo petro-econômico.

Eles só nadam de braçada e inventam suas narrativas onde impera a ignorância e a falta de articulação entre os dados e fatos para se interpretar a realidade. Tudo é muito claro e nem necessita de muitos argumentos.

Roberto Moraes é professor e engenheiro do IFF (ex-CEFET) em Campos dos Goytacazes,RJ e Pesquisador do PPFH-UERJ. Mantém, há 12 anos, um blog indispensável para quem se interessa em conhecer a economia do petróleo.

Janio de Freitas – afastamento de Dilma é golpe e hipocrisia

Afastamento de Dilma é hipocrisia
como jamais houve no Brasil

Janio de Freitas

Quem não aceita ver golpe partidário na construção do impeachment de Dilma Rousseff pode ainda admitir, para não se oferecer a qualificações intelectual ou politicamente pejorativas, que o afastamento da presidente se faz em um estado de hipocrisia como jamais houve por aqui.

O golpe de 64 dizia-se “em defesa da democracia”, é verdade. Mas o cinismo da alegação não resistia à evidência dos tanques na rua, às perseguições e prisões nem aos crimes constitucionais (todos os militares do golpe haviam jurado fidelidade à Constituição que acabavam de trair: sem exceção, perjuros impunes). Todos os golpes tentados ou consumados antes, incluída a Proclamação da República, tiveram na formação aquele mesmo roteiro, com diferença de graus. A força das armas desmoralizava a hipocrisia das palavras.

Os militares, hoje, não são mais que uma lembrança do que foi a maior força política do país ao longo de todo o século 20. Ao passo em que a política afunda na degeneração progressiva, nos últimos 20 anos os militares evoluíram para a funcionalidade o mais civilizada possível no militarismo ocidental. A aliança de civis e militares no golpismo foi desfeita. A hipocrisia do lado civil não tem mais quem a encubra, ficou visível e indisfarçável.

Há apenas cinco dias, Michel Temer fez uma conceituação do impeachment de Dilma Rousseff. A iludida elegância das suas mesóclises e outras rosquinhas faltou desta vez (ah, que delícia seria ouvir Temer e Gilmar Mendes no mesoclítico jantar que tiveram), mas valeu a espontaneidade traidora. Disse ele que o impeachment de Dilma Rousseff é uma questão “política, não de avaliação jurídica deles”, senadores. Assim tem sido, de fato. Desde antes de instaurados na Câmara os procedimentos a respeito: a própria decisão de iniciá-los, devida à figura única de Eduardo Cunha, foi política, ainda que por impulso pessoal.

Todo o processo do impeachment é, portanto, farsante. Como está subentendido no que diz o principal conspirador e maior beneficiado com o afastamento de Dilma. Porque só seria processo autêntico e legítimo o que se ocupasse de avaliação jurídica, a partir da Constituição, de fatos comprovados. Por isso mesmo refere-se a irregularidades, crimes, responsabilidade. E é conduzido pelo presidente, não de um partido ou de uma Casa do Congresso, mas do Supremo Tribunal Federal.

As 441 folhas do relatório do senador Antonio Anastasia não precisariam de mais de uma, com uma só palavra, para expor a sua conclusão política: culpada. O caráter político é que explica a inutilidade, para o senador aecista e seu calhamaço, das perícias técnicas e pareceres jurídicos (inclusive do Ministério Público) que desmentem as acusações usadas para o impeachment.

Do primeiro ato à conclusão de Anastasia, e até o final, o processo político de impeachment é uma grande encenação. Uma hipocrisia política de dimensões gigantescas, que mantém o Brasil em regressão descomunal, com perdas só recompostas, se o forem, em muito tempo –as econômicas, porque as humanas, jamais.

E ninguém pagará por isso. Muito ao contrário.

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