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A importância das pequenas barragens e das pequenas usinas hidrelétricas

Tirei este artigo do jornal Pravda

“PCP defende combate à seca com pequenas barragens

Nesta sexta-feira, à margem do debate «A seca na região Alentejo – consequências e caminhos», realizado na Universidade de Évora, o líder parlamentar do PCP defendeu a criação de pequenas barragens como forma de reter a água da pouca chuva que cai.

O deputado João Oliveira, eleito pelo PCP, defendeu ontem a criação de linhas de apoio directo aos agricultores para a construção de pequenas barragens, considerando as medidas do Governo contra a seca «muito aquém das necessidades».

«Uma das medidas que devia ser considerada prioritária, de resto à semelhança daquilo que aconteceu na seca de 2002, é a criação linhas de apoio directo, não de linhas de crédito, aos agricultores para a construção de pequenas barragens», afirmou.

Segundo João Oliveira, a construção de pequenas barragens permitiria «reter à superfície a água da pouca chuva que cai, pelo menos, para o abeberamento do gado e rega de culturas que ainda possam ser salvas». 

Esta medida permitiria «não apenas minorar alguns dos problemas que estão já criados» aos agricultores, como também dar «uma resposta que pudesse aproveitar a pouca água que venha a cair nos próximos meses», de momento desperdiçada, pois não há capacidade de reter.

Reforma agrária é um plano geral, bem amplo, de Estado social

A Reforma Agrária exige ampla intervenção estatal na economia, apoio do Estado à produção agrícola campesina e orgânica, tal como acesso de todos ao solo, aos bens. 

Exige economia mista, grande propriedade pública, e difusão de pequenas e médias, numa boa combinação, de ativos públicos e privados de pequeno porte.

No fundo, reforma agrária é uma forma de socialização, que deveria adotar os moldes arquitetônicos esboçados pelo espanhol católico, Arturo Soria y Mata (1844-1920), especialmente nas formas de cidades lineares (uma espécie de cidade-jardim e neste ponto vale a pena ler também Ebenezer Howard, “Cidades-jardins de amanhã”).

Este tipo de estrutura arquitetônica oferece, acredito, a melhor base para uma boa reforma agrária.

Uma boa reforma agrária deve fundir o campo e a cidade, espalhando no campo as estruturas boas próprias das cidades.

A separação entre cidade campo, como se fossem “duas nações hostis”, foi bem criticada por David Urquhart, escritor católico ou calvinista que atuou numa parceria informal com Karl Marx e foi citado por este com elogios. Urquhart, Sismondi e Pitt elogiavam os textos dos Papas.

A eletrificação, como apontou Alceu, permite esta fusão.

Soria y Mata foi um republicano católico abolicionista, pitagórico (fascinado pelo tetraedro) que, em obras como “A cidade linear” (1894) ou “Gênesis” (1913), deixou esboços para a união entre campo e cidade.

Em suas idéias, combina o que há de bom nas cidades pequenas (o modelo predileto de Rousseau, Jefferson ou Chesterton) com uma estrutura de transporte estatal (ferrovias) que as une, o que lembra as idéias de cooperativismo com planejamento e apoio estatal, de Buchez e João XXIII.

— Updated: 22/07/2018 — Total visits: 30,849 — Last 24 hours: 32 — On-line: 0
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