Arquivos para : A “Fórmula” para DEMOCRATIZAR A ONU, transformando-a numa Confederação, um Estado mundial democrático e popular

Os banqueiros controlam o Banco Central, cf. Paulo Henrique Amorim

O Show de horrores decorrentes do Golpe baixo e traíra de 2016

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A Revolução Francesa foi apenas a ECLOSÃO de ideias de grandes leigos católicos, e do melhor do Clero

A Revolução Francesa foi apenas a eclosão, explicitação, do movimento democrático que já ocorria gradualmente, movido por LEIGOS CATÓLICOS. 

Durante a antiguidade e a Idade Média, existiam modos (relações) de produção comunitários e também o campesinato e a propriedade artesã, que também permanece na Idade Média e ainda hoje.

O próprio Karl Marx, no “O Capital” (livro I, t. II, p. 26), lembra que “a pequena exploração rural” e “o artesanato independente foram o pedestal [base] econômico da sociedade clássica na sua idade de ouro”, tal como no final da Idade Média.

Mais tarde, os camponeses, os pequenos burgueses e os artesões encabeçam a Revolução Francesa.

Num parêntese, um socialismo humanista ou democracia social avançada (na terminologia de Alceu Amoroso Lima) mantém a pequena propriedade familiar (artesão, camponesa, urbana) e o cooperativismo, ao lado de boas estatais, regidas por co-gestão.

Envolvendo tudo isso, deve haver planejamento público participativo.

A democracia já existia antes do liberalismo, antes do capitalismo. Da mesma forma, já existiam camponeses e pequenos burgueses na antiguidade (vide “Economia”, de Xenofonte; ou a obra sobre “Economia”, atribuída a Aristóteles).

A Revolução Francesa apenas consagra algo que já estava em gestação, em formas embrionárias espalhadas em todas as partes. Há a mesma tese nas melhores obras de Taine e de Alexis de Tocqueville (1805-1859).

Alexis Clérel de Tocqueville foi um grande católico, escreveu o livro “A democracia na América” (1835), ajudando a difundir a democracia na Europa, com o exemplo dos EUA.

Tocqueville era discípulo de Montesquieu, outro grande católico, e escreveu os livros “O antigo regime e a Revolução” (1856) e “Considerações sobre o estado da França, antes de 1789”, demonstrando que a democracia já existia antes da Revolução Francesa, em várias instituições e formas representativas.

Tocqueville foi da Academia Francesa (criada por Richelieu) e sua cadeira, após sua morte, passou para outro grande católico, Lacordaire, que redigiu um grande elogio a Tocqueville.

Lacordaire e Tocqueville tinham o ideal de uma democracia não-capitalista, social, participativa, pautada pelo bem comum.

Hipólito Taine foi um historiador, que se converteu antes de morrer, tendo demonstrado que a Revolução Francesa não criou tantas instituições e idéias novas, e sim organizou instituições e idéias antigas, ampliando-as e melhorando-as.

Antes de Robespierre, o próprio Richelieu destruía castelos medievais e ampliava o poder do Estado, criando estatais.

Esta tendência foi ampliada pelo grande católico Colbert, Sully e outros grandes políticos franceses, que auxiliaram na formação do Estado francês, preparando a Revolução Francesa.

O lema de Colbert era “pro pátria sempre” (“pela pátria, sempre”, lema adotada como divisa pela cidade de Pindamonhangaba SP).

O amor de Richelieu pela pátria e pelo Estado francês é notório em todas as biografias deste Cardeal estadista.

Da mesma forma, Guizot, apesar de seus erros históricos, soube expor a evolução do governo representativo da antiguidade, passando pela Idade Média até a Revolução Francesa. Guizot baseou-se nos textos de Thierry, um grande historiador católico que Marx admirava.

Augustin Thierry (1795-1856) redigiu grandes obras, como “Cartas sobre a história da França” (1827), “História da formação e do progresso do terceiro estado” (1853).

Thierry foi o discípulo mais estimado por Saint-Simon e foi muitíssimo elogiado por Karl Marx. Marx atribuiu ao grande católico Thierry a prioridade na descrição da história como luta de classes, elogiando os textos de Thierry.

Conclusão: há a mesma demonstração da origem cristã da democracia nos textos de homens como Jacques Victor Alberto de Broglie (1821-1901), Luiz Marciano Carne (1804-1876, “Estudos sobre a história do governo representativo na França de 1789 a 1848”), Balmes, Armando Carrel, Mignet ou nos textos de Acton (em sua “História da liberdade”).

Há a mesma tese nos livros de Utz e Boeglin, “Ética social” e “A doutrina social da Igreja através dos séculos”.

No mesmo sentido, Jarlot, “Doutrina pontifical e história” (Roma, Gregoriana, 1964-1973).

No mesmo sentido, vale a pena ler os livros de Emannuel Mounier, Giorgio La Pira, Giuseppe Dossetti, Aldo Moro, Luigi Sturzo, Romolo Murri e outros.

Todos estes grandes luminares católicos queriam um amplo Estado social e econômico, DEMOCRACIA REAL E POPULAR, PARTICIPATIVA, tal como milhões de micros, pequenos e médios proprietários, em unidades produtivas, com PRIMADO DO TRABALHO, em SIMBIOSE com ÓTIMAS ESTATAIS COM CO-GESTÃO OPERÁRIA, e COOPERATIVAS, EM TODOS OS RAMOS DA ECONOMIA. 

O nacionalismo correto exige o internacionalismo, a consciência mundial

O verdadeiro patriotismo (nacionalismo) significa defender e proteger o bem comum de nossa família, povo, de nossa nação, sem prejudicar o bem comum da humanidade.

Significa construir estruturas do bem comum, em vez de estruturas más, de pecado social (latifúndios, multinacionais, o grande capital). 

O catolicismo ensina que, por força do quarto mandamento e da razão, devemos amar nossa família, nosso bairro, nosso círculo de amigos e vizinhos, nossa cidade, nosso estado-membro, nossa região, nosso país, nosso continente e toda a humanidade. Em outros termos, em cada conduta devemos ter em mente o bem do próximo, da sociedade.

Por isso, é um dever ser “bairrista”, ter amor à cidade natal e onde vivemos, ter amor a nosso estado-membro, a nosso país, continente e à humanidade. Este é o conceito da piedade, como ensina a Bíblia e também Santo Tomás.

O homem piedoso é o que ama a família, os amigos, os vizinhos e também a cidade, a província, o país e a humanidade (há os círculos do amor, da sociabilidade).

A doutrina da Igreja ensina que o patriotismo verdadeiro, o nacionalismo autêntico, tem bases racionais e éticas, sendo um dever pautar nossas vidas em prol da pátria, do país em que nascemos ou vivemos. A doutrina da Igreja não aceita o imperialismo, ou seja, a opressão de outros povos.

A liberdade de cada nação tem como limites o bem comum da humanidade e, por isso, uma autoridade internacional é necessária, para atualizar (realizar) o bem comum do mundo. Por esta razão, a doutrina da Igreja prega a necessidade de um governo mundial, confederativo ou federativo (democratizar a ONU, a OMS, o Banco Mundial, o FMI, a FAO, a OIT etc).

É normal e racional a participação nos movimentos nacionalistas. Basta pensar em Barbosa Lima Sobrinho, Arthur Bernardes, Getúlio Vargas, Alberto Torres (cristão de um jeito peculiar), Serzedelo Correia (cristão heterodoxo também), Eduardo Prado, o Marechal Lott, João Goulart e outros luminares católicos, que prestaram grandes serviços ao povo.

Getúlio Vargas, por exemplo, deixou a fundação de várias estatais importantes, instituições e leis sociais, que formam parte de seu legado trabalhista. O próprio Getúlio dizia que o trabalhismo cristão era a ante-sala de um “socialismo cristão”, nacionalista, democrático e popular.

Conclusão: no Brasil e no mundo, o nacionalismo foi uma corrente antiimperialista e em prol de reformas sociais.

Para verificar a importância do nacionalismo, basta pensar em Nasser, Perón, o Partido do Congresso na Índia, os nacionalistas da Indonésia, Cárdenas no México e outros. A Igreja, no governo de Cárdenas, teve paz e floresceu.

Nasser tinha religiosidade e era amigo de Cirilo VI, o Patriarca copta (Nasser colocou a primeira pedra na construção da Catedral do Cairo).

O nacionalismo sadio, que se baseia na soberania da sociedade (do povo), associa corretamente nacionalismo e populismo. Em linguagem hebraica, o nacionalismo significa “piedade”, “justiça”, zelo pelo bem comum.

Paulo Henrique Amorim denuncia Paulo Guedes e Bolsonaro, privatistas e neoliberais que querem entregar estatais

Os planos de libertação social e nacional de Getúlio e João Goulart, desenvolvimentismo estatista

Esta parte sobre Getúlio Vargas e João Goulart, e Brizola, eu tirei do “Programa” do Partido Pátria Livre (antigo MR-8). Vejamos os planos e feitos do governo Goulart:

criou o 13º salário (1962), estendeu os direitos trabalhistas aos trabalhadores rurais (1963), anunciou o envio ao Congresso de mensagem presidencial pedindo a emenda do artigo 141 § 16 da Constituição que bloqueava o desenvolvimento da Reforma Agrária ao estabelecer indenização prévia e em dinheiro para desapropriações de terra (1964)”.

“Revogou a Instrução 113 e baixou a Instrução 242 (1963), que proibia o financiamento externo para importação de máquinas e equipamentos que a indústria nacional estivesse em condições de produzir”.

“Regulamentou a lei da remessa de lucros (1964), fixando o limite anual em 10% do capital efetivamente trazido de fora, excluídos os reinvestimentos dos lucros obtidos no país”.

“Pôs em funcionamento a Eletrobrás (1962), sancionou a lei que instituía o Conselho Nacional de Telecomunicações (1962) – as necessidades do setor eram atendidas basicamente por subsidiárias da ITT e de uma sobrevivente canadense do império Farquhar, que prestavam péssimo serviço no Brasil”.

Estabeleceu o controle sobre as importações de matérias-primas pela indústria farmacêutica e assinou decreto para expandir a indústria química de base, mediante incentivos aos laboratórios nacionais, sob a direção do Grupo Executivo da Indústria Farmacêutica, criado em 1963″.

“Constava ainda do programa que viria a ser conhecido como Reformas de Base a reforma do ensino, cujas principais metas eram a erradicação do analfabetismo, ampliação e modernização das universidades públicas; a distribuição mais equilibrada da carga tributária; o direito de voto aos analfabetos e militares de baixa patente; e uma reforma urbana que fechasse caminho à especulação imobiliária”.

“O projeto era próprio de uma nação soberana e civilizada, mas foi apresentado pelos arautos dos interesses externos como a tentativa de converter o Brasil em “satélite da União Soviética”. Com base nessa cantilena concebida e patrocinada pelo Departamento de Estado norte-americano para aliciar incautos foi programado, organizado e deflagrado o golpe de 1964″. 

O dólar NÃO pode continuar como moeda universal do comércio mundial. O mundo todo é saqueado pelos EUA com esta manobra torpe

Tirei do 247 – “Recentemente, o Departamento do Tesouro dos EUA informou que a Rússia vendeu em abril metade de seus títulos do tesouro norte-americano. O economista Ivan Danilov avança várias versões que poderiam explicar as ações econômicas da Rússia.

Segundo o colunista, a venda dos títulos por um valor de 47,5 bilhões de dólares (R$ 170 bilhões) deve ser considerada no contexto da compra ativa de ouro por parte da Rússia. De fato, Moscou não parou de comprar este metal precioso desde que os EUA impuseram sanções à Rússia e agora suas reservas contam com 1.909 toneladas, ultrapassando deste modo as da China.

Os analistas ocidentais consideram que essas ações fazem parte dos preparativos para um colapso ou mudança radical no sistema monetário mundial. Agora, com as notícias de que a Rússia vendeu metade de seus títulos do Tesouro dos EUA, os analistas colocam novas perguntas, afirmou Danilov.

O especialista destacou o fato de a venda dos títulos por parte da Rússia ter coincidido com a baixa do preço dos títulos do Tesouro dos EUA que também teve lugar em abril.

De quem era o dinheiro e para onde foi?

A questão principal que preocupa os especialistas é a quem pertencem os fundos que foram obtidos com essa venda. Segundo o colunista, algumas edições afirmam que apenas uma parte dos títulos vendidos pertencia ao governo russo.

É muito difícil dar uma resposta definitiva a esta pergunta porque o Departamento do Tesouro dos EUA apenas oferece dados por países, sem oferecer mais detalhes.

Entretanto, tendo em consideração que em abril muitos bancos nacionais optaram por vender seus títulos do tesouro norte-americano, Danilov considera que o mesmo ocorreu com os títulos que estavam em posse do governo russo. Levando em conta que o Banco Central russo publica seus dados com um atraso de cerca de seus meses, a mídia não tem outro remédio senão fazer conjeturas sobre o destino final do dinheiro obtido com a venda, afirmou o especialista.

A versão mais conservadora

A redução da carteira de títulos norte-americanos a metade poderia ser uma medida preventiva para reduzir o risco de seu possível confisco no âmbito das sanções. Além disso, o colunista sublinhou a possibilidade de a Rússia ter vendido todos seus títulos, porque hoje ainda não há dados de maio.

Embora tal confisco fosse pouco provável por causar dados consideráveis não apenas à Rússia, mas também à economia dos EUA, não nos devemos esquecer que “a administração Trump já mostrou em repetidas ocasiões um determinado desprezo pelo bom senso”, sublinhou o economista.

Se esta foi a razão da venda dos títulos de Tesouro, então o Banco Central russo investirá em outros ativos que estejam fora da jurisdição dos EUA com a ajuda de sistemas como a Euroclear (empresa belga de serviços financeiros especializada em operações de títulos e na conservação e manutenção desses ativos).

Resgate da Rusal

Outra versão amplamente discutida é o resgate da empresa de alumínio russa Rusal, que sofreu grandes danos devido às sanções. Em particular, afirma-se que o dinheiro obtido com a venda foi destinado a recomprar as dívidas que a empresa tem em dólares. Mas essa versão é muito pouco provável, opina Danilov.

“Para a recompra das dívidas da Rusal não era necessário vender os títulos norte-americanos por um valor de 47,5 bilhões de dólares, 8,5 bilhões de dólares seriam suficientes”, explicou ele.

A versão mais radical
A explicação menos provável é que a Rússia decidiu rever os coeficientes de suas reservas monetárias e optou por outras divisas, como o euro, afirmou o economista.

Segundo ele, os analistas ocidentais veem nessas ações um “ensaio geral” antes de a China lançar “seu equivalente financeiro a uma arma nuclear” contra os EUA. Medidas tão radicais da China poderiam ser explicadas pelo fracasso das negociações para evitar uma guerra comercial.

“A rápida venda da carteira russa de títulos norte-americanos é uma maneira de recuperar seu dinheiro antes que a China teste um golpe contra o mercado financeiro dos EUA”, concluiu Danilov.

Neste caso, a acumulação de ouro e a venda de títulos dos EUA ajudariam a Rússia a minimizar os danos de uma guerra comercial de “todos contra todos”. Antes, a Rússia já tinha mostrado tendência de reduzir a parte de seus ativos em títulos norte-americanos, mas essas reduções não foram tão drásticas.

Depois da redução de 47,5 bilhões de dólares (R$ 170 bilhões), a Rússia passou de 18º para 22º na lista dos principais credores dos EUA.

A China continua sendo o líder do ranking, possuindo títulos no valor de 1,18 trilhão de dólares (R$ 4,5 trilhões).

Recomendo obras pró industrialização e protecionistas, Heitor Ferreira Lima, “Mauá e Roberto Simonsen”

Os bons políticos devem andar no meio do povo, com as pessoas simples, trabalhadoras

RICARDO STUCKERT: <p>17/08/2017- Bahia- A VIAGEM DO EX-PRESIDENTE PELO NORDESTE- Lula chega a Bahia- Extensão da linha 2 do metro de Salvador Foto: Ricardo Stuckert</p>

Os bancos, como outros serviços públicos, devem ser estatais

Há um texto que explica bem isso, que segue transcrito abaixo.

Os bancos devem ser estatais, cobrando apenas taxas de administração, sem juros, este é o ideal. Quanto menos juros, melhor. Apenas taxas para manutenção e aumento da estrutura dos bancos.

O dinheiro é emitido pelo Estado, então, não precisa cobrar juros, no fundo.

A razão de ser estatal: Susan George explica:

“Na realidade, quase todos os serviços públicos constituem o que os economistas chamam de ‘monopólios naturais’. Um monopólio natural existe quando o tamanho mínimo [da empresa] para garantir o máximo de eficiência econômica é igual ao tamanho real do mercado. (…) Os serviços públicos também requerem, no início, investimentos muito grandes em infraestrutura – como ocorre com as estradas de ferro ou as redes elétricas – o que não encoraja a competição. Por isso é que os monopólios públicos são a óbvia solução ótima. Mas os neoliberais definem qualquer coisa pública, ipso facto, como ‘ineficiente’. Então, o que acontece quando se privatiza um monopólio natural? Bastante normal e naturalmente, os novos proprietários capitalistas tendem a impor preços de monopólio ao público, enquanto remuneram ricamente a si próprios. (…) os preços são mais altos do que deveriam ser e o serviço ao consumidor não é necessariamente bom” [cf. Susan George, “A Short History of Neoliberalism”).

— Updated: 15/11/2018 — Total visits: 40,851 — Last 24 hours: 49 — On-line: 0
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