Arquivos para : Populismo, corrente abrangente, mistura de nacionalismo, trabalhismo, socialização e direitos sociais. Odiada pelos Allan Greenspan e pelas multinacionais, de defesa do povo

Temer golpe baixo insiste no entreguismo, querendo aumentar a evasão e doação das reservas nacionais de minerais, inclusive do urânio. Neoliberais querem nos reduzir a situação de colônia, de escravos

Colhi o texto do 247 – “A Coordenação Nacional do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM) condenou o decreto assinado por Michel Temer, que “atualiza” o Código da Mineração, de 1967;

dentre as mudanças estão a abertura de reservas minerais; a abertura de áreas de monopólio, como no caso do urânio, que a extração é exclusiva da Indústria Nuclear Brasileira, a diminuição dos valores das multas aplicadas às mineradoras, entre outras; “Decreto de Temer surge para finalizar o processo de privatização dos bens minerais”, diz o MAM”.

Meu comentário – o Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM) luta corretamente pela estatização de nossas jazidas, pela soberania popular e nacional sobre nossos minérios e riquezas do subsolo. 

Elogio de Jesus Soares Pereira, grande nacionalista que lutou ao lado de Getúlio Vargas

Alceu Amoroso Lima, num artigo com o título “O socrático e o pragmático” (em 10.06.1976, texto está no livro “Revolução suicida”, de 1977, p. 141), elogia Jesus Soares Pereira, um dos grandes nacionalistas do PTB getulista, junto com Rômulo de Almeida, um dos marcos do nacionalismo brasileiro.

Alceu tinha 83 anos, nesta época). Alceu escreve elogiando Cláudio Medeiros Lima e Jesus Soares Pereira, que morreram quase na mesma época, no final da década de 70 do século XX.

Alceu tinha escrito, junto com Cláudio Medeiros Lima, o livro “Memórias improvisadas” (em 1974, acho). Cláudio Medeiros Lima foi um dos maiores nacionalistas do Brasil.

Na época, Cláudio Medeiros Lima escreveu dois livros, um com Alceu (o “Memórias improvisadas”). O outro livro foi com Jesus Soares Pereira.

Cláudio Medeiros Lima escreveu, com Jesus Soares Pereira, o livro “Petróleo, Energia elétrica, siderurgia. A Luta pela Emancipação” (editado pela Editora Paz e Terra, da Igreja). Recomendo muito os dois livros, como marcos do melhor do nacionalismo brasileiro.

Alceu chama Jesus Soares Pereira de “gigante”, pois “foi um dos fundadores, quase anônimo, para o grande público, nem mais nem menos que da Companhia Volta Redonda e da Petrobrás”, “isto é, nossos pólos de emancipação energética”.

Alceu lembra a frase de Einstein, que “a matéria é energia” e lembra que energia “é a base de toda a vida econômica de uma nacionalidade”.

Jesus Soares Pereira tinha, cf. Alceu, origem “positivista”, “austero positivista”, “da mais alta categoria científica, social e moral”.

Jesus e Rômulo de Almeida foram os principais Assessores econômicos de Getúlio, na “Assessoria econômica da Presidência” de Vargas, que precedeu e inspirou o ISEB.

Alceu diz que, depois de conviver com Cláudio Medeiros Lima, entende que o livro deste, sobre e com Jesus Soares Pereira, “Petróleo, Energia elétrica, siderurgia. A Luta pela Emancipação” (editado pela Editora Paz e Terra, da Igreja), “deveria ser adotado como um manual de civismo em nossas escolas”.

Alceu achava que Cláudio Medeiros Lima também deveria estar “na Panóplia dos nossos mais dignos servidores públicos”, como “heróis”.

Cláudio Medeiros Lima escreveu o livro “Petróleo, Desenvolvimento ou vassalagem”, que lhe custou doze meses de prisão, defendendo a estatização toda do setor de petróleo , vítima das “caça às bruxas” (expressão de Alceu).

Para Alceu, homens como Jesus Soares Pereira e Cláudio Medeiros Lima eram expoentes do melhor do nacionalismo.

Como escritor, Cláudio Medeiros Lima também foi um dos maiores expoentes da “difícil arte da maiêutica entrevistadora”, na linha de grandes escritores como “Jules Huret ou um Fréderic Lefèvre”, texto de Alceu.

De fato, o livro “Memórias improvisadas” é uma autobiografia de Alceu, no final da vida, em texto conjunto com Cláudio Medeiros Lima, como entrevistador, obra que demorou mais de um ano para ser feita, em várias reuniões e diálogos entre Alceu e Cláudio Medeiros Lima. 

O populismo está ligado à teologia da libertação, sendo essencial à libertação do povo

Frei Betto, no “Catecismo Popular” (Editora Ática, São Paulo,1992, p. 172), discorreu sobre a teologia da libertação, escrevendo:

O que é teologia da libertação. Hoje em dia, fala-se muito em Teologia da Libertação (TdL).

O presidente Reagan chegou a considerá-la “muito perigosa” aos interesses norte-americanos na América Latina.

Fidel Castro disse que ela é mais importante do que o marxismo para a transformação das estruturas injustas em nosso Continente.

E o papa João Paulo II, em carta aos bispos brasileiros, declarou que ela é “oportuna, útil e necessária à Igreja” na América Latina.

A Teologia da libertação (TdL) nasce das CEBs surgidas na América Latina a partir dos anos 60 e início dos anos 70. É a reflexão de fé dos pobres, dentro de suas lutas por libertação, que produz as bases da TdL. Porém, ela foi sistema­tizada pela primeira vez pelo teólogo peruano Gustavo Gutiérrez, em 1971, em sua obra Teologia da Libertação (Petrópolis, Vozes)”.

A teologia correta (com fundo bíblico e nos Santos Padres) defende a socialização, essencial para a libertação, para assegurar o primado à subjetividade, ao trabalho, à pessoa (daí o termo personalismo ou personalista).

Sobre este ponto, vale a pena transcrever um pequeno texto de Paul Singer (de um livro das edições “socialismo em discussão”, da Editora Fundação Perseu Abramo):

No seminário anterior, “socialismo no ano 2000: uma visão panorâmica”, Marilena Chauí lembrou que não há socialismo sem a socialização dos meios de produção. Penso que esta é a questão central.

Os clássicos definiam a economia socialista como constituída “pela livre associação dos produtores”, o que implica o fim de toda e qualquer subordinação dos trabalhadores. Se formos levar isso a sério, parece-me evidente que “socializar os meios de produção” não poderá ser submetê-los a uma vontade única, a um plano concebido e implementado a partir de um único centro de poder”.

Paul Singer, neste ponto, mostra que um bom modelo de socialismo deve ter a combinação do controle dos trabalhadores sobre os meios de produção com formas participativas de planejamento, ou seja, ECONOMIA MISTA, o máximo de personalização com o máximo de socialização, em boa síntese. Os burgueses devem ser substituídos por trabalhadores conscientes e participativos, e não por burocratas.

Pio XI, na “Quadragesima Anno”, capítulo 59, ensinava que “esse é o fim que o Nosso Predecessor proclamou como devendo ser alcançado: a redenção do proletariado”. Redenção é sinônimo de libertação, liberdade, espontaneidade, fim das opressões. Sinônimo especialmente de libertação, de luta contras as opressões (como fica claro na festa maior do cristianismo e do judaísmo: a Páscoa, com os exemplos de Moisés e Cristo).

— Updated: 20/06/2018 — Total visits: 29,322 — Last 24 hours: 48 — On-line: 0
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