Arquivos para : Os piores multimilionários, grandes capitalistas e latifundiários, como Lemann e outros

O Partido Novo é apenas outra seita neoliberal maligna e satânica, partido dos ultra ricos, para beneficiar ultra ricos

Achei este artigo no 247, de Luis Felipe Miguel, autor que recomendo. 

O “Novo” (sic) é um fenômeno ilustrativo. Ele nos permite avaliar quão muderna e iluminada [sic] é a nossa burguesia.

A fundação do partido parece responder ao desejo do Itaú Unibanco de não pagar mais pedágio para a elite política tradicional e governar diretamente. Um partido, digamos assim, militantemente antibonapartista. “Todo poder à burguesia”.

Com um reluzente plantel de multimilionários na sua direção, o “Novo” queria ser o arauto do credo ultraliberal, em sua forma mais descontaminada e intransigente. Seria um mostruário da sofisticação intelectual, competência gerencial e honestidade a toda prova – quanto não tentada pelo etos corrupto da elite política – da nossa classe capitalista.

Como demonstração mais cabal da seriedade do partido-empresa, foi instituído um “processo seletivo” para possíveis candidatos. Só tem direito de envergar a camisa alaranjada do “Novo” quem é aprovado por uma banca, que avalia currículo e aplica uma prova escrita. (Também é necessário pagar uma taxa, de 300 ou 600 reais dependendo do cargo, “não reembolsáveis”. O “Novo” aceita cartão.)

Agora candidato a presidente, ganha maior visibilidade João Amoêdo, o inspirador, chefe e acionista principal do “Novo” – dados indicam que ele investiu mais de 4 milhões de reais no partido, enquanto nenhum dos outros banqueiros associados colocou mais do que 250 mil. E quem é ele?

Em vez do sofisticado intelectual libertariano que era prometido, temos um troglodita de terno e gravata, que repete mecanicamente sua profissão de fé nas virtudes do mercado, indiferente às consequências humanas, incapaz de ver como pessoas aqueles que são jogados às margens.

O Estado não pode intervir nem mesmo para impedir as injustiças mais gritantes, os serviços públicos devem ser abolidos, tudo deve ser privatizado.

Não dá para perceber diferença entre Amoêdo e Flávio Rocha, por exemplo. Ambos são reprodutores do mesmo discurso tacanho.

Na verdade, o fundamentalismo de mercado de Amoêdo e o fundamentalismo cristão do Cabo Daciolo, por mais diferenças que possam apresentar, indicam a mesma incapacidade de raciocínio complexo e a mesma adesão a dogmas invulneráveis ao embate com a realidade.

Sinto mais simpatia pelo Cabo, imerso em sua própria desrazão, do que pelo banqueiro janotinha, que tira proveito de seu próprio discurso e com quem a gente nunca sabe onde termina o fanatismo e começa o cálculo.

Falei que Amoêdo é um troglodita de terno e gravata, mas não é mais assim. Ao entrar em campanha, ele passou a envergar camisa polo e suéter. Seu site pretende que ele seja chamado de “João”. (Risos.)

Mas não é só a imagem. A rigidez doutrinária libertariana não resistiu à política real e hoje o “Novo” está pronto a aceitar a defesa da censura, a limitação dos direitos individuais, o conservadorismo tradicional.

Seus candidatos, aqueles mesmos que pagaram todas as taxas e passaram no rigoroso processo seletivo, parecem saídos da tropa de choque bolsonariana.

Ricardo Salles, uma das principais apostas do partido para a Câmara dos Deputados em São Paulo, escolheu um número de candidato que faz alusão a calibre de projéteis de rifle e distribui material de campanha sugerindo o fuzilamento da esquerda.

Diego Dusol, que também concorre a deputado federal, mas na Paraíba, promete tornar o aborto “crime hediondo” e liberar completamente o acesso a armas: “mais que um fuzil, fazendeiros e agricultores poderão adquirir um tanque de guerra” (não estou inventando, é citação literal do material de campanha dele).

Este é o “Novo”. Talvez seja o que de pior existe na política brasileira hoje. Pior até do que Bolsonaro.

Filhotes mimados da burguesia brasileira brincando de fazer política e se achando imensamente superiores a todo o resto da sociedade. Ao contrário de Bolsonaro, eles nem sequer desconfiam do quão toscos são”.

Lemann, dono do setor de cervejas, patrocina parte dos movimento de direita, seus robos

Do 247 – “Representantes de novos movimentos de direita, que surgiram nas mobilizações pelo golpe de 2016, vão falar sobre “renovação política”, em evento patrocinado pela Fundação Lemann, de Jorge Paulo Lemann, dono da Ambev”

— Updated: 12/12/2018 — Total visits: 42,498 — Last 24 hours: 47 — On-line: 0
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